Paulistanos do ano

Bráulio Mantovani

Parte do sucesso de “Tropa de Elite 2”, o roteirista que já foi indicado ao Oscar virou coprodutor do filme. E se deu muito bem

Por: Miguel Barbieri Jr.

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Mantovani: "O sucesso é assustador, mas parei de pedir empréstimo no banco" (Foto: Fernando Moraes)

Você provavelmente não ligou o nome dele ao filme. Se “Tropa de Elite” é sempre lembrado como uma fita do diretor carioca José Padilha e do ator baiano Wagner Moura, saiba: há na equipe do longa-metragem um paulistano indicado ao Oscar. Aos 47 anos, o roteirista Bráulio Mantovani, nascido no bairro do Ipiranga, criado no ABC e morador do Jardim Paulista, saiu em 2010 do aperto econômico após a consagração de “Tropa de Elite 2”.

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Ele abriu mão de dois terços de seu cachê para figurar como coprodutor e receber uma pequena porcentagem do faturamento. Uma jogada e tanto, pois o filme já foi visto por quase 11 milhões de pessoas. “O sucesso é muito recente e assustador, mas, ao menos, parei de pedir empréstimo no banco”, diz, sem contar quanto recebeu.

Formado em letras pela PUC, direcionou seu talento com as palavras para publicidade e vídeos institucionais. Em 1998, foi convidado pelo diretor Fernando Meirelles para adaptar o livro “Cidade de Deus”, de Paulo Lins. A produção deu a Mantovani uma indicação ao Oscar de melhor roteiro em 2004.

Sua carreira em Hollywood, no entanto, não deslanchou. Tanto um longa que seria protagonizado por Brad Pitt quanto uma versão americana do sul-coreano “Lady Vingança”, a ser estrelada por Charlize Theron, ficaram no papel. Águas passadas. Mantovani, endinheirado e feliz, está focado agora em dois projetos: a divulgação do recém-lançado “Perácio — Relato Psicótico”, seu primeiro romance, e a história que escreverá em colaboração com a mulher, a também roteirista Carolina Kotscho (“2 Filhos de Francisco”), uma adaptação de “Código da Vida”, livro do advogado Saulo Ramos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO