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Brasileiro preso por tráfico de drogas é executado na Indonésia

Condenado à pena de morte, Marco Archer Cardoso Moreira teve sua sentença cumprida em um fuzilamento

Por: Redação Veja São Paulo

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O brasileiro Marco Archer, executado na Indonésia por tráfico de drogas (Foto: Divulgação)

O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, condenado à pena de morte na Indonésia, foi executado por volta das 15h30 deste sábado (17), horário de Brasília, ao lado de outros cinco presos, entre eles mais quatro estrangeiros. A aplicação da pena ocorreu por meio de fuzilamento.

Doze agentes policiais indonésios disparam contra Marco após o sinal do líder do pelotão. Apenas três das armas estavam carregadas, e os atiradores não sabiam quais, para evitar a revelação de quem deu o tiro fatal. O corpo será cremado e as cinzas serão trazidas ao Brasil.

Archer era instrutor de voo livre e havia sido preso por tráfico de drogas em 2004, após tentar entrar no país asiático com 13,4 quilos de cocaína escondidos em tubos de uma asa delta. Ele teve dois pedidos de clemência negados e tornou-se o primeiro brasileiro da história a ser executado em um país estrangeiro.

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Na manhã de sexta (16), a presidente Dilma Rousseff ligou pessoalmente ao presidente da Indonésia, Joko Windodo, para fazer um apelo pela vida do brasileiro. Segundo nota divulgada pelo Planalto, ela “ressaltou ter consciência da gravidade dos crimes cometidos, disse respeitar a soberania da Indonésia e do seu sistema judiciário, mas como Chefe de Estado e como mãe, fazia esse apelo por razões eminentemente humanitárias”. O pedido, porém, não foi atendido. Windodo afirmou que “todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei indonésia e aos brasileiros foi garantido o devido processo legal”.

De acordo com o Itamaraty, 3 209 brasileiros estão presos no exterior, sendo que cerca de 30% do total por tráfico de drogas. Um deles, Rodrigo Muxfeld Gularte, de 42 anos, também foi condenado à morte na Indonésia e provavelmente será executado em fevereiro.

Fonte: VEJA SÃO PAULO