Especial

Bom Retiro: mistura de nacionalidades

Italianos, judeus, gregos, coreanos e bolivianos ajudaram a transformar o bairro em um centro comercial de moda freqüentado por mais de 70 000 pessoas por dia

Por: Sandra Soares - Atualizado em

Quando surgiu, em meados dos anos 1820, o Bom Retiro foi assim batizado porque era uma área nobre de sítios e chácaras. Em 1867, com a inauguração da Estação da Luz, o bairro tornou-se passagem obrigatória de imigrantes de várias origens que chegavam do Porto de Santos. Os italianos, primeiros a aportar por aqui, fizeram dele uma vila operária. Anos depois, judeus e gregos o transformaram na meca das roupas baratas, como ainda é conhecido. Graças aos coreanos – que começaram a migrar para cá nos anos 60 e aos poucos foram comprando as empresas onde trabalhavam como empregados –, boa parte de suas atuais 1 200 lojas se modernizou e hoje exibe vitrines dignas de figurar em endereços chiques. Atualmente, 70% do comércio é administrado por coreanos. "O restante se divide entre descendentes de judeus (20%), italianos (5%) e gregos (5%)", diz Kelly Lopes, secretária executiva da Câmara de Dirigentes Lojistas do Bom Retiro. Pelos 4 quilômetros quadrados de área do bairro circulam, também, muitos bolivianos, onda migratória mais recente. Desde os anos 90 eles se espalham pelas ruas oferecendo serviços de corte e costura. Compõem, ao lado das outras colônias, a cara cosmopolita do Bom Retiro – e ajudam a fazer dele um chamariz para mais de 70 000 visitantes por dia.

Italianos

Judeus

Gregos

Coreanos

Bolivianos

Os bons endereços do Bom Retiro

Fonte: VEJA SÃO PAULO