Ferraz de Vasconcelos

Pais de crianças mortas acreditam na culpa de boliviano

Mãe e filhos foram enterrados na tarde desta quarta-feira (18)

Por: Carolina Romanini e Juliana Deodoro - Atualizado em

Pais de três das quatro crianças encontradas mortas em Ferraz de Vasconcelos na última segunda-feira (16) acreditam que o namorado da mãe das vítimas, o boliviano Alex Guiñones Pedraza, pode ser o responsável pelo crime. Pedraza foi preso preventinamente na noite de terça-feira (17). A detenção, segundo a polícia, seria para evitar uma eventual fuga do suspeito.

O marceneiro Brás Lopes de Souza, de 41 anos, é pai biológico da filha mais velha de Diná Vieira da Silva, Karina, de 16 anos. "Não posso acusar 100%, mas tenho minhas dúvidas", disse. Já Aparecido Elias dos Santos, de 42 anos, pai biológico de Carlos Daniel e Caroline, de 12 e 11 anos, também desconfia de Guiñones.

Caso

Dina Vieira da Silva, de 42 anos, suas três filhas de 16, 11 e 7 anos e seu filho, de 12, foram encontrados caídos no chão do imóvel em meio a vômito e fezes. Os corpos foram achados pelo namorado, que pediu a ajuda de um porteiro para abrir a porta.

Ele tem uma filha com a vítima, de 6 anos, que não estava no local. Diná e seus filhos moravam no apartamento em Ferraz de Vasconcelos há aproximadamente 20 dias.

Segundo o delegado Eduardo Boigues, da Seccional de Mogi das Cruzes, Guiñones esteve na casa no fim de semana, lanchou com a família e voltou para a capital. Na segunda, depois de não conseguir falar por telefone, teria voltado ao apartamento da família.

A polícia acredita em envenenamento, uma vez que não havia sinais de violência física ou de sangue na residência. A mãe e as filhas de 16 e 11 anos estavam vestidas apenas com camisetas, sem roupas íntimas. O gás do apartamento estava ligado.  De acordo com o delegado, uma vizinha ouviu o choro de uma das crianças às 7 horas de segunda.

Uma jarra de suco, que teria sido preparado por Guiñones, e restos de um bolo foram levados para a superintendência da polícia técnica e científica por volta das 15h de terça e passarão por um exame químico e toxicológico.

De acordo com peritos, a família morreu por volta das 12h de segunda. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de São Paulo.

Fonte: VEJA SÃO PAULO