Memória

Boate Medieval é pioneira entre as boates gays paulistanas

Casa é um dos destaques do filme São Paulo em Hi-Fi, exibido no festival Mix Brasil

Por: Mauricio Xavier [Com reportagem de Helena Bertho]

Boate Medieval
A entrada da Boate Medieval, com a dona Elisa Mascaro (no destaque) recebendo o público na porta (Foto: Acervo Elisa Mascaro)

Exibido no festival Mix Brasil na semana passada, o documentário São Paulo em Hi-Fi usa entrevistas com frequentadores e jornalistas para contar a trajetória das primeiras boates gays de São Paulo, no começo dos anos 70. Um dos destaques é a Medieval, considerada a pioneira ao abrir as portas em agosto de 1971 na Rua Augusta, quase na esquina com a Avenida Paulista.

Boate Medieval
Transformista chega à boate no capô de um carro (Foto: Acervo Elisa Mascaro)

A casa da empresária Elisa Mascaro apresentava espetáculos inspirados nos cabarés franceses e era frequentada por figuras como Chiquinho Scarpa, Dercy Gonçalves e Elke Maravilha. “Havia um clima de glamour e sofisticação nas baladas gays da época”, diz o diretor do filme, Lufe Steffens. Após anos de sucesso, a Medieval ganhou a concorrência da Homo Sapiens, na Rua Marquês de Itu, e entrou em decadência no fim da década, fechando em agosto de 1984.

Boate Medieval Wilza Carla
Em 1976, a atriz Wilza Carla foi a uma festa na boate montada sobre um elefante (Foto: Folhapress)

Fonte: VEJA SÃO PAULO