Teatro

Peças para ver em São Paulo por até 20 reais

As Criadas, com Clara Carvalho e Denise Weinberg está entre as opções

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

As Criadas
Clara Carvalho e Denise Weinberg: duas empregadas oprimidas (Foto: Ronaldo Gutierrez)

Confira abaixo as peças com ingressos por até 20 reais.

+ Espetáculos estrelados por famosos da TV

  • Tragicomédia

    As Criadas
    VejaSP
    5 avaliações
    De 1987 a 2001, o Grupo Tapa, comandado pelo diretor Eduardo Tolentino de Araújo, levou ao Teatro Aliança Francesa, na Vila Buarque, montagens que estabeleceram um padrão de rigor e refinamento nos palcos paulistanos. Com As Criadas, peça escrita pelo francês Jean Genet em 1947, o encenador volta à antiga sede amparado por três atrizes fundamentais na consagração do grupo, Clara Carvalho, Denise Weinberg e Emilia Rey. O resultado inegavelmente encanta pelo saudosismo, mas prova que nenhum clássico — seja um texto, seja uma companhia teatral longeva — se firma como tal à toa. Nas mãos de Tolentino, o espetáculo transita pelo drama e pela tragicomédia para tratar de uma incômoda relação entre opressor e oprimido. As irmãs Clara e Solange (interpretadas por Clara e Denise) são empregadas de uma mansão. Em relação a Madame (papel de Emilia), elas só alimentam raiva e têm como passatempo vestir as roupas e as joias da patroa para, como duas meninas, promover uma inversão de papéis lúdica e perversa. Em um duelo vigoroso, Clara e Denise alternam ira, fragilidade, rancor e agressividade em minutos, muitas vezes gerando desconforto no público. A ironia cabe a Emilia, que, por cerca de quinze minutos, tem participação marcante na pele de Madame. Reforçado pelo tom grave de Denise, o denso final traz um impactante discurso social e mostra que o Tapa, quando reúne bons nomes para atuar em uma obra consistente, dignifica sua marca. Estreou em 16/1/2015. Até 23/8/2015.  
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  • Muitas vezes, o excesso de naturalismo pode ser inimigo da teatralidade e comprometer o espetáculo. Nesse quesito, a comédia dramática escrita e dirigida por Gustavo Paso escapa ilesa e suas opções estéticas tornam-se o maior atrativo. Ambientada no estacionamento de um edifício de classe média alta, a montagem coloca dentro do Galpão do Folias, em Santa Cecília, quatro carros, que entram e saem do espaço pilotados pelos atores. Em cena, Gustavo Falcão convence plenamente na pele de Juan, um advogado que enfrenta o divórcio, o despejo do seu apartamento e a degradação moral diante de todos. Em meio à crise, ele encontra a escritura de uma antiga vaga de garagem, desvinculada da compra do imóvel, e monta por lá sua nova casa. Como uma espécie de interlocutor do cotidiano dos moradores, o protagonista acompanha a vida alheia e torna-se um incômodo. A peça instiga o espectador pela capacidade de promover discussões atuais e, em um ritmo frenético, oferece tramas paralelas e um excesso de personagens. Luciana Fávero, Marcos Breda, Alvaro Gomes, Elea Mercurio e Clóvis Gonçalves estão no elenco de dezesseis atores. Muitos deles não têm oportunidade para desenvolver seu papel, mas, de certa forma, colaboram para espelhar a velocidade dos nossos tempos. Estreou em 14/1/2015. Até 12/2/2015.
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  • Depois do bem-sucedido A Madrinha Embriagada, o diretor Miguel Falabella engata este grandioso projeto no mesmo palco. Baseada no texto de Dale Wassermanom, com melodias de Mitch Leigh e letras de Joe Darion, a ação foi ambientada em um manicômio do fim da década de 30. Por lá, um paciente (interpretado por Cleto Baccic) apresenta-se como Miguel de Cervantes, poeta, ator e coletor de impostos, e interna-se na companhia do criado Sancho (Jorge Maya). Para minimizar a triste realidade, ele propõe aos internos e funcionários um mergulho na fantasia, e todos passam a fazer teatro. Eles descobrem a força do sonho como meio para suportar o cotidiano. Além do bom trabalho de Baccic e Maya, Sara Sarres sobressai na pele de Dulcineia e Guilherme Sant’Anna dá fôlego ao papel de Governador. Criativa e correta, a versão de Falabella tem grande capacidade de comunicação com a plateia a que se destina e a deixa de olhos cheios. Estreou em 13/9/2014. Até 28/6/2015. Em 1972: o musical teve uma célebre montagem protagonizada por Paulo Autran, Bibi Ferreira e Grande Otelo, com direção de Flávio Rangel.
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  • Sidney Santiago protagoniza o monólogo dramático da Cia. Os Crespos. Em cena, um homem negro se corresponde com Madame Satã, figura mítica da noite carioca, e debate homoafetividade e racismo. Estreou em 2/5/2014. Até 16/4/2015.
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  • As relações amorosas norteiam a comédia de suspense de Michelle Ferreira. Uma mulher sai da cidade para morar no campo e a visita de uma amiga e do namorado dela sacode a rotina. A diretora Isabel Teixeira construiu uma encenação pretensiosa que faz a dramaturgia parecer um tanto desconexa. No excesso de intenções, as interpretações de Martha Nowill, Sabrina Greve e Gustavo Vaz surgem esvaziadas. Com Lucas Brandão. Estreou em 16/1/2015. Até 1º/3/2015.
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  • Em 2010, os atores Carlos Moreno e Mira Haar celebraram em Florilégio Musical a amizade iniciada no grupo Pod Minoga, lá pelos anos 70. A aceitação do projeto rendeu uma continuação, e à dupla se juntou a atriz Patricia Gasppar. Desta vez, o trio homenageia os astros da música brasileira dos anos 30, 40 e 50, época em que o rádio e as grandes vozes dominavam a mídia. Em seis blocos, eles cantam sucessos de Emilinha Borba, Francisco Alves, Nelson Gonçalves e Cartola, entre outros, e, numa ponte com a atualidade, chegam a Michel Teló. A irreverência muitas vezes dá o tom e pode divertir parte dos saudosistas, mas, na falta de uma costura dramatúrgica, a espontaneidade fica diluída no palco. Estreou em 13/10/2013. Até 30/8/2015.
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  • O embate entre o homem e a palavra é o tema do drama do grupo [pH2]: Estado de Teatro. Com dramaturgia de Nicole Oliveira, o texto é inspirado na peça Woyzeck, do alemão Georg Büchner (1813-1837), e refaz a trajetória de Franz, que, obcecado por indagações sobre a morte e traído pela mulher, é incapaz de argumentar qualquer coisa a seu favor. Com Beatriz Limongelli, Bruno Caetano, Bruno Moreno, Daniel Mazzarolo e outros. Estreou em 9/1/2015. Até 8/2/2015.
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  • Márcio Meirelles assina a direção do drama de Aldri Anunciação. Em um tempo futuro, dois soldados inimigos (vividos pelo autor e por Rodrigo dos Santos) se encontram no front da III Guerra Mundial. O conflito se instaurou em razão da escassez da água do planeta, e eles precisam lutar pela sobrevivência. O tema não poderia ser mais atual, mas se torna irrelevante devido à frágil abordagem e o excesso de palavras. Longe de humanizar os personagens, Anunciação e Santos apresentam interpretações irregulares e fica muito difícil o público comprar o duelo. Codireção de Lázaro Ramos e Fernando Philbert. Estreou em 31/1/2015. Até 6/4/2015.
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  • Monólogo dramático

    Salamaleque
    VejaSP
    2 avaliações
    Para o espectador acomodado no subsolo do Instituto Cultural Capobianco, a sensação não é a de que uma peça de teatro virá pela frente. Assim que a atriz Valéria Arbex desce a escadaria para iniciar o monólogo dramático escrito por Alejandra Sampaio e Kiko Marques, fica assumida a identidade de uma anfitriã diante dos seletos convidados. O local se transforma em uma cozinha, com mesa, forno, geladeira e tudo o que será necessário. Valéria veste o avental e começa um bate-papo informal de caráter afetivo e memorialista. Ela é uma mulher recém-chegada aos 30 anos, neta de imigrantes árabes, que repassa histórias de seus avós e bisavós, muitas anteriores à chegada deles no Brasil. Em meio à conversa, a atriz prepara receitas típicas ensinadas pelos antepassados. Coalhada seca, homus (pasta de grão de bico com tahine), babaganuche (pasta de berinjela com tahine) e o delicioso raha, o doce de goma aromatizado com almíscar, são alguns exemplos, todos devidamente servidos ao público no final. Não deixe de beber a refrescante água aromatizada (com essência de romã, hortelã e limão-siciliano). Sob a direção de Denise Weinberg e Kiko Marques, Valéria conduz a montagem com uma despretensão cativante. O surpreendente final explica as intenções de cada detalhe da encenação e torna a experiência da degustação uma celebração que enriquece a dramaturgia. Estreou em 31/5/2013. Até 27/8/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO