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Bixiga 70 leva seu afrobeat à Choperia do Sesc Pompeia

Banda paulistana toca na terça (28), com entrada gratuita

Por: Pedro Ivo Dubra - Atualizado em

Bixiga 70 - 2223
Instrumentistas do grupo Bixiga 70: discípulos de Fela Kuti (Foto: Divulgação)

Mescla de sonoridades africanas, jazz e funk popularizada na década de 70, o afrobeat anda na moda. Seu criador, o genial cantor, compositor e multi-instrumentista nigeriano Fela Kuti (1938-1997), acaba de ter uma biografia editada no Brasil. No ano passado, a trajetória do artista, aliás, foi alvo de um premiado musical da Broadway produzido por Will Smith e Jay-Z. Seguidor do legado dançante do pai, Femi Kuti fez apresentações no Sesc Santo André em dezembro. Em maio, o projeto Prata da Casa, do Sesc Pompeia, já havia trazido à cidade os cariocas da Abayomy Afrobeat Orquestra. Nesse clima de interesse pelo gênero, agora é a vez de a banda paulistana Bixiga 70 se exibir na Choperia na terça (28), em espetáculo com entrada gratuita.

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Batizado primeiro como Malaika, o projeto criado em 15 de outubro (aniversário de Fela Kuti) de 2010 tem um título atual mais sugestivo. Surgido no Bixiga, o conjunto evoca o mítico Africa ‘70, grupo com o qual Fela assinou discos preciosos, como “Zombie” (1977), no qual se encontra a faixa homônima que provocou a fúria do governo da Nigéria por fazer uma crítica ao exército do país.

Há ainda um tempero local na escolha: no número 70 da Rua Treze de Maio, principal via do bairro, funciona o estúdio Traquitana, ponto de encontro dos integrantes do Bixiga 70. Décio 7 (bateria), Marcelo Dworecki (baixo), Rômulo Nardes e Gustavo Cecci (percussão), Cris Scabello (guitarra), Mauricio Fleury (teclados e guitarra), Cuca Ferreira (sax barítono), Dany Boy (sax tenor), Doug Bone (trombone) e Daniel Gralha (trompete) mandam ver em temas próprios, caso de “Luz Vermelha”, “Mancaleone”, “Grito de Paz” e “Kalimba”. Fela Kuti também costuma se fazer presente no repertório dos caras. Opposite People deve ser uma das pedidas desse baile em que ninguém fica parado.

Fonte: VEJA SÃO PAULO