Comportamento

O que andaram falando no saguão do Belas Artes

Últimas sessões do cinema estavam marcadas para as 21h30 de quinta (17), com os filmes "No Tempo do Onça" e "O Joelho de Claire"

Por: Catarina Cicarelli

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(Foto: Marcos Mendes/AE)

— Fiquei sabendo que o dono do prédio não é o filho do Maluf, só tem o mesmo nome que ele. Bom, se eu tivesse esse sobrenome, também ia negar que era parente.

Conversa entre duas mulheres sobre o proprietário do prédio, Flávio Maluf, homônimo do filho do ex-prefeito

— Não dá para fazer nada, né? É a lei do mercado.

— Agora é aproveitar e vir ao velório do cinema.

Conversa entre dois homens sobre o fechamento

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— Olha, estão tirando fotos porque o cinema vai fechar.

— Vai fechar? Nossa, estou por fora.

Mulher, intrometendo-se na conversa entre duas amigas

— Muitos funcionários já foram embora. Eu vou ficar até o fim. Quero fechar a porta e apagar as luzes.

De uma das vendedoras da bilheteria

— Queria ver “Medos Privados em Lugares Públicos”, mas agora vai fechar. Perdi a oportunidade.

Mulher, frustrada por deixar escapar a chance de assistir ao drama de Alain Resnais, em cartaz no Belas Artes havia três anos e meio

— Será que desta vez fecha mesmo?

Senhora, com cerca de 80 anos

— Isto aqui vai virar um cemitério.

Vendedor ambulante, na porta do cinema

— Não tem quase nada para vender na lanchonete.

— É fim de feira.

Conversa entre um casal de idosos

— Vou vir todos os dias da semana. Quero fazer uma maratona para me despedir.

Senhora, com aproximadamente 70 anos

— Eu estou com a barriga cheia, só que esta é minha última chance de comer a pipoca daqui.

Garota, para amigas

— Cheguei atrasado porque estava fazendo canecas para quem quer ter uma recordação.

Dono da loja de DVDs do cinema, ao chegar ao local por volta das 3 da tarde, carregado de canecas com a inscrição I Love Belas Artes

— Vou guardar o guardanapo e a programação como lembrança.

Mulher, com uns 50 anos, para o marido, na saída do cinema

— Isto aqui virou um símbolo como o Teatro Municipal. É um marco da cidade.

Jovem, para um grupo de amigos

Fonte: VEJA SÃO PAULO