ROTEIRO

Bares que ficam perto do metrô

Selecionamos catorze casas que dispensam o uso de carro para chegar ao endereço

Por: Nicole Dib - Atualizado em

A Casa do Porco Bar
A Casa do Porco Bar: novo hit do centro (Foto: Ricardo D'Angelo)

Se beber, não dirija. Sabendo que álcool e direção não combinam — e considerando aqueles que não dispõe de um "possante" —, selecionamos catorze bares bacanas para ir de transporte público quando a vontade de botecar surgir.

Os endereços têm avaliação de, no mínimo, três estrelas (bom) pelos críticos de VEJA SÃO PAULO e se localizam a até 500 metros de uma estação de metrô, em diferentes regiões da cidade. Não se esqueça de checar o horário de funcionamento do transporte público para não perder a viagem.

E lembre-se: aquele dinheiro gasto com estacionamento poderá ser usado para pedir mais um drinque ou mais um quitute.

ANA ROSA (Vila Mariana)

Veloso: o pequeno boteco é famoso pelas filas de espera e pela coxinha cremosa (R$ 30,00 a porção de seis unidades). Preparadas pela equipe do experiente Souza, as caipirinhas encantam pelo equilíbrio.

 

ANHANGABAÚ (Centro)

Paribar
Paribar: encravado na cada vez mais fervida Praça Dom José Gaspar (Foto: Divulgação)

Paribar: antigo point de grupinhos intelectuais nos anos 1950, o estabelecimento fechou na década de 80. A reinauguração veio em 2010, pelas mãos de Luiz Campiglia. O novo proprietário conseguiu nesta reencarnação o feito de reunir, no mesmo espaço, jovens antenados e frequentadores das antigas para tomar uma cerveja em garrafa ou um drinque clássico.

 

FARIA LIMA (Pinheiros)

Pitico
O contêiner e as cadeiras de praia do Pitico: em antigo estacionamento (Foto: Ricardo D' Angelo)

Pitico: o endereço ao ar livre se situa em um antigo estacionamento, que ganhou clima de pracinha. Do bar instalado em um contêiner, saem cervejas long neck. Em outro compartimento, petiscos são preparados, caso do kebab de faláfel (R$ 18,00). 

 

FRADIQUE COUTINHO (Pinheiros)

Ovo e Uva: aberto sem parar do meio-dia à meia-noite, é um misto de rotisseria, restaurante e wine bar, com 220 rótulos de vinho. Quando chegar a fome, invista nas bolinhas de carne assadas (R$ 36,00).

Tan Tan Noodle Bar
Tan Tan Noodle Bar: do balcão, é possível assistir ao trabalho feito pela equipe de cozinheiros (Foto: Ricardo d’Angelo)

Tan Tan Noodle Bar: a fila é parte quase obrigatória do programa. Antes dos bons macarrões orientais, peça o guioza finalizado na chapa, montado na massa fininha com recheio de porco e verduras (R$ 15,00).

Noname Boteco: o imóvel é todo pichado e apinhado de um pessoal que não se importa de bebericar em pé na frente da casa. Da cozinha, podem sair boas opções, como a porção de coxinha de siri servida com molho tonkatsu (R$ 23,00). Para acompanhar, experimente o citric bombay (R$ 29,00), mistura gim, sucos de tangerina e limão mais club soda.

 

PAULISTA (Consolação)

Riviera Bar
Riviera Bar: quem quiser uma mesa deverá subir a escada curva até o salão (Foto: Mario Rodrigues)

Riviera Bar: o mítico boteco na esquina da Paulista com a Consolação reestreou dois anos atrás em novas mãos: nas do empresário da noite Facundo Guerra e nas do chef Alex Atala. Um sinuoso balcão vermelho domina o espaço térreo. Quem quiser uma mesa deverá subir a escada curva até o salão com vista para a Avenida Doutor Arnaldo. 

 

REPÚBLICA (Centro)

Bar-Brahma
Bar Brahma: na esquina da Ipiranga com a São João (Foto: Mario Rodrigues)

Bar Brahma: é uma atração turística da cidade. Seus vários salões mantêm a essência de uma São Paulo do passado. No salão principal, um pequeno palco recebe com regularidade atrações das antigas, entre elas Cauby Peixoto e Demônios da Garoa. Na hora, o cliente pode escolher um chopinho de qualidade (Brahma, claro), que custa R$ 8,20. 

A Casa do Porco Baro bar-restaurante do chef Jefferson Rueda, aberto a poucos metros do Bar da Dona Onça, de sua mulher, Janaina Rueda, parece o novo rei das filas do centro. O cardápio é todo de receitas suínas. No formato de tijolinhos, a barriga bem gorda fica deliciosamente crocante depois de frita e ganha uma camada de goiabada e brotos. O quarteto sai a R$ 24,00. 

jazzb
JazzB: música perto da Praça da República (Foto: Fernando Moraes)

JazzB: dedicado à (boa) música instrumental, em especial ao jazz, seu salão tem paredes de tijolo e concreto aparentes, que atrai modernos de todos os matizes. Eles se acomodam em mesas ou na pequena e engenhosa arquibancada, local privilegiado para assistir às performances dos artistas escalados para compor a agenda. 

+ Quinze porções de bar por até 20 reais 

 

PRAÇA DA ÁRVORE (Saúde)

Balcão 304
Balcão 304: seu salão, desprovido de qualquer formalidade, dispensa até garçons (Foto: Marco Hovnanian)

Balcão 304: escondido em meio a quarteirões residenciais, este bar é um achado. No melhor clima de “lá em casa”, cabe ao cliente se dirigir até a estante de cervejas especiais, escolher um rótulo e solicitar a garrafa gelada diretamente no balcão. Há um pequeno cardápio fixo de petiscos.

+ Cinco bares para ir a dois em uma terça à noite 

 

SANTA CRUZ (Vila Mariana)

Sala da Sogra - ambiente
O pequenino salão do Sala da Sogra: simplicidade (Foto: Mario Rodrigues)

Sala da Sogra: embora o lugar tenha uma ambientação para lá de simples, merece a visita. O maior atrativo? A seleção de drinques saborosos, fáceis de beber e, o melhor, a preços que não machucam o bolso. Cheio de frescor, o chamado especial mojito (R$ 22,00) é uma versão do coquetel clássico com rum, tangerina, limão, suco de laranja e hortelã,

 

TRIANON-MASP (Bela Vista)

Frank Bar
Frank: a chegada do barman Spencer Jr. deu vida nova à casa (Foto: Fernando Moraes)

Frank: o barman Spencer Amereno Jr. não mede esforços para encontrar a fórmula do drinque perfeito nesta casa de ambiente à moda antiga, dentro do hotel Maksoud Plaza. Da lista de deliciosas misturas, a maioria de clássicos resgatados, o mississippi punch (R$ 31,00), de armanhaque, rum, bourbon e limão-taiti, ganha refrescância com injeção de gás carbônico.  

+ Os drinques com nomes mais curiosos da cidade 

 

VILA MADALENA 

Pré pra Fora: neste botecão, as mesas ficam instaladas na varanda em frente. Para chamar junto da cerveja em garrafa, o petisco delícia do pé (R$ 38,70 a porção). Bem bons, os nacos de peito de frango envoltos num creme e empanados chegam pelando, espetados num palitinho. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO