Vale a viagem

Bons bares para curtir nos arredores de São Paulo

Confira uma seleção de endereços para bebericar e petiscar em cidades próximas à capital

Por: Redação VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

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Bar Brejas, em Campinas: seleção campeã de geladas (Foto: Ligia Skowronski)

Nada como sair de São Paulo no feriado para renovar as energias. Quem prefere apenas dar um pulo rápido a outra cidade, para inovar um pouco na saída, tem à disposição ótimos endereços na região do ABC e em Campinas _se decidir por um bate-volta, não esqueça de eleger o motorista da noite, que não irá beber, para não correr riscos na estrada.

A seleção abaixo também inclui bares em Campos do Jordão, para quem tem um pouco mais de tempo e pode passar o fim de semana fora. Um deles é o clássico Baden Baden, referência graças à qualidade do seu chope de fabricação própria. Todos eles foram premiados nos especiais regionais de VEJA "Comer & Beber".  

ABC

Boteco Maria: na época de sua abertura, em 2008, um carregado sotaque português predominava em tudo, do cardápio à decoração. Hoje, mais suave, esse acento vem ganhando maior número de referências brasileiras. No salão com piso de ladrilho hidráulico, por exemplo, os galos de Barcelos e a imagem de Nossa Senhora de Fátima, símbolos da terrinha, passaram a dividir o cenário com uma série de fotografias da Santo André de outrora. Já no menu, petiscos lusitanos, como as alheiras escoltadas por vinagrete, farofa e pão francês, disputam as atenções com receitas de alma nacional, caso da feijoada, servida na cumbuca aos sábados e domingos.

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Boteco Maria: ambiente à moda antiga (Foto: Ligia Skowronski)

Fonte Leone: instalado em meio ao burburinho da Rua das Figueiras, na cidade de Santo André, o melhor bar para ir a dois desta edição de VEJA ABC "Comer & Beber" ocupa um charmoso casarão de esquina. Com arquitetura alusiva aos vilarejos típicos da Toscana, na Itália, o endereço tem paredes de tijolinhos aparentes, pé-direito alto e luz difusa, elementos que reforçam ainda mais sua vocação romântica. Da cozinha sai aos sábados uma afamada feijoada, reconhecida pelo júri como a número 1 da região. Servida em um farto bufê, ela é distribuí­da em nove grandes panelas de ferro. Ali ficam alinhados, separadamente, o feijão-preto e os pertences, como paio, carne-seca, lombo e costelinha. O preço fixo inclui todos os tradicionais acompanhamentos e dá direito a servir-se da mesa de vinte saladas e de outra com doze sobremesas.

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Fonte Leone: para ir a dois (Foto: Antonio Milena)

Liverpool: as paredes do bar ganharam pintura nova e exibem azul e vermelho, cores da bandeira da Inglaterra. Apesar da mudança recente na decoração, desde o início, em 1992, o Liverpool escancarou sua forte ligação com a terra da rainha: do nome aos pôsteres e imagens dos Beatles que enfeitam o salão. O tradicional endereço sedia a melhor happy hour da região, premiada pelo sétimo ano consecutivo em VEJA ABC "Comer & Beber". Além do clima descontraído e da trilha sonora, na qual predominam o pop rock e o rock clássico, a casa ganha pontos com a sua eclética carta de cervejas, dotada de 21 rótulos. Quem prefere chope escolhe entre o Brahma e o irlandês Guinness. Para beliscar, há porções individuais de escondidinho, preparado em duas versões: com camarão ou com carne-seca.

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Liverpool: ambiente com jeitão de pub (Foto: Antonio Milena)

Giramundo: poucos frequentadores da matriz do Giramundo, em São Bernardo do Campo, conhecem um inusitado detalhe sobre a origem deste lugar, imbatível na eleição de melhor música ao vivo - foram seis vitórias consecutivas em VEJA ABC "Comer & Beber". O ambiente, que agora soma 700 metros quadrados, já foi a residência da avó de Ariani Sudatti, a proprietária do bar. A radical transformação começou em 2000, quando o charmoso sobrado com fachada de tijolos aparentes, decoração colorida e muitas plantas abriu suas portas ao público. Naquele tempo, o único espaço de atendimento era o jardim, onde hoje funciona o pequeno palco suspenso. No espaço atual, repleto de adereços trazidos de várias partes do mundo por Ariani, aparecem luminárias de Bali e alegres guarda-sóis tailandeses presos ao teto. Para animar as noites, há apresentações de MPB e bandas de pop rock.

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Giramundo: boa programação de música ao vivo (Foto: Antonio Milena)

Seu Figa: a fachada de vidro, iluminada por lâmpadas de LED, dá as boas-vindas ao seu salão, pontuado pelas cores verde e branco. Completa o cenário um enorme forno a lenha revestido de chapas de ferro, de onde sai boa parte da oferta de petiscos. Servidas como aperitivo, as pizzas têm massa crocante e levam coberturas como a de salmão curado na vodca, cream cheese, alcaparras, azeitonas pretas e cebola-roxa. Na carta de drinques, destacam-se receitas que fogem da mesmice - algumas opções são adornadas com espuma ou pequenas esferas de gelatina. Os interessados em provar mais de uma bebida costumam pedir a degustação de três tipos, servidos em tamanho menor que o tradicional. A celebrities, por exemplo, une o devil cosmopolitan, feito com vodca de sabor limão, curaçau blue, frutas vermelhas, limão-siciliano, suco de cranberry e pimenta, ao bubble cosmopolitan, uma mescla de vodca com infusão de chiclete, curaçau blue e sucos de cranberry e limão. Completa o trio o crown flavors, que reúne vodca sabor pera, abacaxi, limão-siciliano, gengibre e capim-santo.

Campos do Jordão

Baden Baden: graças à qualidade do seu chope de fabricação própria, o Baden Baden tornou-se a grande referência da noite de Campos do Jordão. Disponível nas versões pilsen ou bock, a bebida cinco vezes campeã em VEJA VALE E MONTANHA "Comer & Beber" aparece na carta junto a garrafas de cerveja de 600 mililitros. A cozinha do bar, entretanto, não fica muito atrás da seção etílica em popularidade. Desde 2008, a chef-consultora Carolina Vitória assina as receitas executadas pela cozinheira e nutricionista Maria Gilda. Uma das criações recentes da dupla traz medalhões de salmão em molho cremoso de páprica, levemente picante, com arroz e batatas coradas.

Safári Restaurante & Bar: a badalada Rua Djalma Forjaz, no centrinho de Capivari, reúne uma série de bares que lotam de gente nos feriados prolongados e na alta temporada. Um dos mais frequentados, o Safári Bar e Restaurante é palco de uma programação musical apoiada na bossa nova e na MPB do esquema voz e violão. Às terças e aos sábados, contudo, grupos de rock embalam a clientela, que prefere ocupar as mesas espalhadas pela calçada, ao redor de quatro aquecedores posicionados para aplacar o frio. Como os shows ocorrem num espaço próximo da porta de entrada, mesmo quem fica na área externa consegue apreciar o som.

Bar da Lareira: basta cruzar o elegante lobby do Grande Hotel Senac para chegar a este bar de atmosfera intimista, o único do rol de campeões deste ano que não fica em Capivari, ponto de encontro da maioria dos turistas de Campos do Jordão. O endereço afastado do burburinho, aliás, contribui para um programa romântico, realçado pela luz tênue e pela lareira, que dá nome ao local. Ao redor dela, mesas pequenas convidam os pares a sentar-se bem juntinhos. Atrás de um imponente balcão de madeira escura são preparados drinques como o irish coffee, que mistura uísque irlandês, café, chantili e chocolate granulado.

Campinas

Bar do Carioca: ele não é exatamente um carioca da gema, como informa o nome do seu bar. Edilson Fernando Gabeta nasceu no interior do Rio de Janeiro, na pequena Conceição de Macabu, a 50 quilômetros de Macaé. Em Campinas há quarenta anos, ele se considera um filho adotivo da cidade, embora mantenha certo sotaque fluminense, levemente puxado nos "erres" e "esses". Simpático e bom de papo, Gabeta está à frente do boteco aberto por ele em 1983, hoje um tradicional reduto boêmio do bairro Castelo. Disponíveis em garrafas de 600 mililitros, as cervejas Skol, Heineken e Original fazem boa parceria com a coxinha recheada de carne-seca, abóbora e catupiry.

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Bar do Carioca: boteco legítimo (Foto: Ligia Skowronski)

Bar Brejas: por trás do acervo composto de 250 rótulos de quinze países está o expert Maurício Beltramelli, formado pela escola alemã Doemens Akademie e professor do curso de sommelier de cervejas do Senac Águas de São Pedro. Nas dezesseis páginas de seu menu etílico, ele compartilha dados sobre as escolas cervejeiras e orientações que vão além das já triviais dicas de harmonização. Para os menos familiarizados com esse universo, por exemplo, a escolha das garrafas pode ser guiada por uma classificação de sabores: suaves, doces, de trigo, lupuladas (ou seja, mais amargas), potentes ou com gostinho de café. Dica: a Pilsner Urquell, da República Checa, pode ser escoltada pela porção de trouxinhas de mortadela com recheio de ricota e nozes. 

Boteco São Bento: filial campineira da rede fundada em São Paulo, ele se distingue pela grandiosidade do salão, com 750 metros quadrados e pé-direito altíssimo. Esse arrasa-quarteirão tem ainda uma convidativa varanda à beira da calçada, com teto e paredes envidraçadas, que acaba servindo de vitrine para a moçada. Os chopes costumam encorajar as conversas, que podem se estender no jardim de inverno, cantinho mais sossegado da casa. Para completar a oferta etílica, duas páginas do cardápio são dedicadas à seleção de drinques, da qual fazem parte clássicos como o mojito. Para matar a fome, o sanduíche bologna, tem massa fina de pizza e ganha recheio de presunto cru, queijo brie e cubos de tomate.

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Boteco São Bento: 750 metros quadrados e pé-direito altíssimo (Foto: Ligia Skowronski)

iff!: com atmosfera propícia para quem deseja beber e papear sem pressa, dispõe de sofás e poltronas confortáveis, de onde é possível assistir às intimistas apresentações de música ao vivo. Para regar as conversas, uma extensa e criativa carta de drinques, preparados pelo barman Edmilson Carneiro, traz entre as sugestões o fresquíssimo santiago, feito com pisco, licores de laranja Grand Marnier e de uísque Drambuie, geleia de phisalys e limão-siciliano. No enxuto cardápio de petiscos, faz sucesso o mix de queijos brie, gorgonzola e manchego. Em tempo: às sextas e aos sábados, DJs ditam o ritmo da casa em clima de balada.

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iff!: no interior do Hotel Vitória (Foto: Ligia Skowronski)

Cafezal em Flor: em vez de um único salão, o lugar é dividido em pequenos cômodos de paredes rústicas e com mesas iluminadas por velas. Colaboram com o clima de namoro as apresentações de voz e violão, tocadas em volume agradável, na medida certa para não atrapalhar a conversa dos casais. Para beber, há cervejas em garrafa de 600 mililitros, mas a maioria da clientela prefere vinho. Por isso, o proprietário, Rafael Machado, tratou de ampliar a oferta, que no último mês passou de cinquenta para 230 rótulos, vindos de doze países, como o tinto chileno Leyda Reserva Cabernet Sauvignon 2010. No cardápio de comidinhas, tem boa saída a porção de rolinho de picanha defumada recheada com gorgonzola e tempero de ervas.

Litoral Sul

Bar do Jorge: salão pra lá de modesto, mesas na calçada e um público formado principalmente por universitários e pessoas que trabalham nas redondezas são traços comuns às duas unidades do Bar do Jorge. Campeãs de pedidos, cervejas em garrafas de 600 mililitros animam o papo da clientela. Elas quase sempre escoltam os petiscos triviais da marca, caso do frango à passarinho que rendeu fama ao lugar. Alguns salgados também integram a oferta de tira-gostos, como o croquete de camarão e o bolinho maravilha, um clássico da baixa gastronomia santista elaborado com queijo, presunto, ovo e orégano.

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No Bar do Jorge: porção de frango à passarinho com fritas (Foto: Ligia Skowronski)

Guadalupe: as referências mexicanas se espalham pela casa, repleta de objetos trazidos pelo proprietário, Mário Rebelo, de suas viagens ao país latino da América do Norte. Piñatas, papéis de parede estampados, quadros e cactos conferem um clima todo festivo aos dois salões. A terra de Nossa Senhora de Guadalupe também é reverenciada no cardápio, cheio de receitas ao estilo tex-mex, como as fajitas de filé-mignon com pasta de feijão, tomate, guacamole, salsa picante e sour cream, que chegam à mesa desmontadas para o cliente elaborar o burrito de acordo com a sua preferência. Elas formam um belo par com a cerveja mexicana Dos Equis. Às sextas e aos sábados, o DJ Campbell toma conta dos picapes e embala a clientela com black e house music.

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O colorido salão do Guadalupe: referências mexicanas no ambiente e no menu (Foto: Ligia Skowronski)

Santos Chopp: fotos antigas, luminárias art déco, ladrilhos com o logotipo da casa e um portentoso balcão de madeira escura compõem o belo visual do ambiente interno, uma remissão direta aos bares dos anos 50. Duas chopeiras operam em ritmo acelerado para dar conta da demanda da clientela, composta principalmente por executivos que trabalham na região - os proprietários calculam servir 11 200 litros da bebida a cada mês. Armazenado cuidadosamente em uma câmara fria durante 48 horas, o chope Brahma, comercializado nas versões clara e Black, chega à caldeireta na temperatura ideal (sempre entre 0,5 e 1 grau), com três dedos de colarinho e consistência cremosa. Para comer, agrada o bolinho de arroz preenchido com mussarela e carregado no cheiro-verde.

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Santos Chopp: porção de bolinho de calabresa empanado com cabelo de anjo (Foto: Ligia Skowronski)

Café Central: na parte interna, destacam-se o pé-direito de 5 metros de altura, um mezanino, tijolos aparentes nas paredes, o uso de espelhos na decoração e o palco onde bandas locais de rock clássico se apresentam nas noites de sexta e sábado. Nesses dias, quando a disputa por uma mesa é acirrada, recomenda-se fazer reserva com pelo menos 48 horas de antecedência. Quem não consegue um lugar para sentar acaba se divertindo em pé mesmo, ao som de hits dos anos 80 e 90. Dentre as sugestões etílicas, há caipirinhas de limão, abacaxi, maracujá, morango e kiwi, além das cervejas Original e Brahma.

Bikkini Barista: durante o dia, não há qualquer sinal de paquera neste endereço, que abriga um misto de café e bistrô em frente ao Museu do Café. Mas o quadro muda radicalmente nas noites do fim da semana, quando a troca de olhares começa na fila de espera. Às sextas, a casa abre o piso superior para festas sem hora de término. DJs de house, funk, reggaeton e black music animam a moçada na faixa dos 25 anos. Já nos sábados, sobem ao palco bandas de pop, rock e sertanejo. Na lista de sugestões etílicas aparecem a vodca Ciroc, preferida pelos rapazes, e o cosmopolitan, escolha favorita da mulherada. Para forrar o estômago, basta descer ao pavimento térreo, onde são servidos comes e bebes até as 4h30.

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Bikkini Barista: o cosmopolitan é combustível para a azaração (Foto: Ligia Skowronski)

Dusk Lounge & Bar: a Rua Doutor Tolentino Filgueiras tem se transformado, ano a ano, em um dos principais endereços gastronômicos de Santos. Aberto em outubro pelos irmãos Bruno e Rafael de Carvalho, o Dusk Lounge & Bar contribui para enriquecer esse cenário. No sobrado de decoração elegante, a clientela divide-se entre o deque de madeira, o ambiente principal, de luz baixíssima, e o agradável lounge com sofás, ao fundo. O cardápio apresenta receitas de acento criativo, caso do camarão-rosa com molho de ostra, que chega à mesa acompanhado de dois molhos: leite de coco com abacaxi curtido no vinho branco e tártaro. Na carta de bebidas, constam as cervejas Erdinger e Duff.

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Dusk Lounge Bar: o bar revelação de Santos (Foto: Ligia Skowronski)

Litoral Norte

Creoula Juquehy: assim como a badalada praia de Juqueí, é na alta temporada e nos feriados que o bar mostra todo o seu potencial. Por trás da fachada, revestida de tábuas de madeira, o interior do imóvel revela um ambiente propício à troca de olhares entre uma rapaziada majoritariamente paulistana. Favorecem a paquera a iluminação baixa e a decoração rústica inspirada em uma típica casa de pescadores. Enquanto curte shows de pop rock, samba rock, música sertaneja e samba, a clientela beberica caipiroscas como a de frutas vermelhas com vodca Absolut. Para dividir com os amigos ou com um par romântico, há porções de miniquibes fritos.

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Preparo do drinque l’incendie, com tequila, uísque, Cointreau e Curaçau Blue: no bar Creoula Juquehy (Foto: Ligia Skowronski)

DPNY Beach Club: com seus amplos bangalôs, espreguiçadeiras confortáveis, spa, saunas e piscinas cromoterapêuticas, o bar de Ilhabela, aberto a não-hóspedes, segue a linha luxuosa e aconchegante do hotel no qual está instalado. A vista do mar da praia do Curral aparece como "isca" extra para atrair casais endinheirados. Em espaços coloridos e ecléticos, com motivos orientais, é possível solicitar porções como a de ostras frescas vindas de Florianópolis. A equipe de treze barmen demonstra apuro no preparo da sangria batizada de hippie-chic, que mistura espumante, frutas vermelhas e tropicais. Bom saber, para fugir de um anticlímax no final, que desfrutar tudo isso tem um custo de R$ 250,00 por pessoa, com direito a R$ 100,00 de consumação, ou R$ 450,00 por casal, dos quais R$ 150,00 podem ser utilizados no pagamento de comes e bebes.

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DPNY Beach Club: o cardápio tem ostras trazidas de Florianópolis (Foto: Ligia Skowronski)

Cantinho da Lagoa: incrustada em uma pedra entre o mar esverdeado da Praia de Prumirim e uma lagoa, a barraca de Ubatuba é dica valiosa para quem busca um cenário quase paradisíaco. Plantas tropicais e acabamento de bambu traduzem o clima rústico do lugar, onde os clientes se acomodam em mesinhas sob o teto de sapê ou em guarda-sóis perto das ondas. O cardápio não se restringe às triviais porções de praia. A pupunha oriental, por exemplo, traz este tipo de palmito ralado e aromatizado com pimenta dedo-de-moça, gengibre e alho, ao lado de um salteado de lulas e camarões em molho de ostras e vinho branco. Entre as bebidas, há cervejas Original e Serramalte de 600 mililitros.

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Pupunha com lula e camarão: receitas de pescados destacam-se no Cantinho da Lagoa (Foto: Ligia Skowronski)

Blues on The Rocks: o salão divide-se entre a área do palco, decorada com quadros de bandas como The Doors e Led Zeppelin, o disputado bar e uma pequena varanda - para conseguir uma mesa aqui na alta temporada, não chegue depois das 22 horas. Não há programação fixa, mas bandas de como Amplitude Valvulada, Nilo Mariano e Ramam se apresentam com frequência. Enquanto curte o som, o público circula bebericando cerveja Stella Artois. Para aguentar a noitada, que não costuma terminar antes das 5 horas da manhã, vale pedir as minicoxinhas.

Vale do Paraíba

Bar Coronel: parece papo de botequim, mas este clássico da boemia de São José dos Campos foi inaugurado há vinte anos como um típico pé-sujo, restrito a uma pequena oferta de cachaças comuns. Hoje, esse quadro mudou consideravelmente. De olho na qualidade de tudo o que é vendido, o proprietário, Benedito Segreto Córdoba, estipulou até um padrão para seu chope: trabalha apenas com uma marca da bebida (Brahma), tirada de duas chopeiras a exatos 2,9 graus negativos. As caldeiretas são entregues aos clientes com dois dedos de colarinho e cremosidade exemplar. Da cozinha, comandada pelo chef Adilson Peres, saem receitas como a rabada acompanhada de polenta e agrião.

Armazém 82: o empresário Joaquim Schalch foi comedido na hora de abrir seu primeiro empreendimento em Taubaté. Montou um bar com pouco menos de cinquenta lugares e produziu um cardápio recheado de acepipes triviais. Bastaram cinco anos, no entanto, para a fórmula se mostrar certeira e ele triplicar o tamanho da casa. Os bons resultados da cozinha e uma elegante área de espera também reforçam o movimento na happy hour. No cardápio figuram clássicos como o bolinho de bacalhau e a linguiça na chapa acompanhada de farofa e vinagrete, além de pratos mais elaborados, a exemplo do palmito recheado com camarão e catupiry, escoltado por arroz e purê de batata.

Dunluce Irish Pub: decorado com cartazes de bandas de rock e fotos de cervejas importadas, este tradicional pub assume diferentes facetas ao longo da noite. No começo dela, casais e grupos de amigos ocupam os lugares estofados do salão principal e dividem porções como a de filé-mignon ao molho de queijo e a de bolinho de carne com molho picante. Entre os pratos, tem boa saída o risoto de salmão ao molho de alcaparra. À medida que as horas vão passando, apresentações de rock ao vivo convidam a clientela para se esbaldar na pequena pista em frente ao palco.

Fonte: VEJA SÃO PAULO