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Bares oferecem boas opções de almoço executivo

Vários endereços do circuito Jardins-Pinheiros-Itaim têm aberto as portas para quem busca uma alternativa aos restaurantes

Por: Júlia Gouveia - Atualizado em

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O galeto do Aconchego Carioca: preço razoável (Foto: Silvana Garzaro)

Durante a happy hour, tomar um chope e petiscar uma porção de fritas é um dos rituais clássicos nos bares da cidade. Cada vez mais, porém, fazer um pit stop em estabelecimentos do gênero no meio do expediente está se tornando uma boa pedida. Vários endereços do circuito Jardins-Pinheiros-Itaim têm aberto as portas durante o almoço.

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O picadinho do Pirajá (Foto: Romulo Fialdini)

No lugar dos petiscos, entram em cena opções de pratos e bufês. Até tempos atrás, poucos endereços bacanas apostavam no horário, como o Pirajá, em Pinheiros, e o Mercearia São Roque, no Jardim Europa.

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Um dos novos adeptos do funcionamento à luz do sol é o Aconchego Carioca, no Jardim Paulista. Desde a inauguração, em setembro, a casa opera a partir do meiodia. “Procurei um ponto que tivesse clientela quase o dia inteiro”, explica Edu Passarelli, sócio-proprietário. Hoje, 40% do faturamento da casa vem do almoço. Além do cardápio regular, há um menu a preço fixo (32,90 reais), que inclui salada, prato principal e sobremesa.

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thalita bar vaca véia (Foto: Gladstone Campos)

O La Maison Est Tombée, no Itaim Bibi, abriu as portas em novembro funcionando nos dois turnos. Nesse boteco de estilo francês, há um esquema interessante: o cliente opta por uma carne (frango, peixe, filé-mignon ou cordeiro) e ganha direito ao rodízio de acompanhamentos (salada, fritas, purê e farofa, entre outras coisas), servidos à vontade. O preço a partir de 35 reais inclui a sobremesa.

Do mesmo grupo, o Vaca Véia, também no Itaim, investe no filão desde 2007. Cliente assídua, a empresária Thalita Serafim costuma almoçar lá três vezes por semana. “Fica ao lado da minha casa e tem clima descontraído, ótimo para paquerar”, confessa.

Famoso pela carta de cervejas, o Coisa Boa, no Itaim Bibi, passou a servir almoço em novembro. O sócio Lucas Tebyriça conta que percebeu uma lacuna nos estabelecimentos da região. “Ou eram botecos no estilo pé-sujo ou restaurantes caros”, define. Assim, ele adotou um meio-termo, oferecendo refeições com toques mais elaborados, a um preço médio de 30 reais.

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Picanha: uma das estrelas do Bar do Juarez (Foto: Divulgação)

O Bar do Juarez, que introduziu o negócio em abril em sua unidade de Pinheiros, precisou adaptar a estrela do menu. A picanha, que à noite chega no réchaud, de dia vem no prato no formato de bife com farofa e arroz. “Nesse horário, o atendimento precisa ser mais ágil, pois as pessoas sempre estão com pressa”, explica o gerente Admilson Neves.

O bar espanhol Donostia, também em Pinheiros, elaborou no começo do mês um cardápio para atender a nova freguesia. São sete opções de entrada e outras nove de prato principal. “Não queríamos ser um PF chique, mas elaborar pratos que o cliente comeria na Espanha no almoço”, explica o proprietário, Gabriel Gaiarsa.

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Salada com figo e jamón do Donostia (Foto: Giuliana Nogueira)

Para os frequentadores, a onda só traz um risco: sucumbir à tentação de pedir o primeiro chope após a sobremesa e emendar a refeição com a happy hour...

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(Foto: VEJA SÃO PAULO)

Fonte: VEJA SÃO PAULO