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Avril Lavigne vai se revelar no palco com a turnê The Black Star

Rebelde, feminina, frágil? Jeito desleixado da cantora atraiu grande público da mesma faixa etária

Por: Carol Pascoal - Atualizado em

Avril Lavigne
A cantora canadense: duas apresentações no Credicard Hall (Foto: Divulgação)

Não é fácil decifrar a cantora canadense Avril Lavigne, de 26 anos. Quando exerce o lado de compositora, ela procura recuperar algumas experiências vividas. Resultado: letras confessionais e um tanto frágeis. Quando está no palco, mostra força e certa dose de rebeldia. Resultado: contagia a plateia de imediato. Então, ficar atento ao que a moça vai cantar nas duas noites [quarta (27) e quinta (28)] nas quais apresenta sua nova turnê, “The Black Star”, é o caminho para saber o que passa por sua cabecinha.

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Avril estourou em 2002, com o disco de estreia “Let Go”. Passou a viver sob os holofotes e rodeada por câmeras. Aos 16 anos, a garota já estava em busca constante por uma identidade própria, sem se render aos fenômenos da época. Enquanto Britney Spears e Christina Aguilera rebolavam e desfilavam quase sem roupa, a moleca andava de skate e era adepta do trio calça, regata e gravata. Avril fazia o estilo “não estou nem aí” e esse jeito desleixado atraiu um grande público da mesma faixa etária — “Let Go” vendeu 18 milhões de cópias.

Cinco turnês mundiais foram feitas, mais três álbuns gravados e a adolescente cresceu, e segue na luta contra os sucessos do momento — longe das maluquices de Lady Gaga ou das curvas de Beyoncé. Em 2006, aproximou-se de um visual mais, digamos, menininha. Apesar de não ter durado muito tempo, ela mantém a sombra bem definida nos olhos e as mechas no cabelo.

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Além da idade, outros fatores contribuíram para o amadurecimento, como o fim do casamento de três anos com o cantor Deryck Whibley. Ela musicou as mágoas do período de separação e as colocou no álbum "Goodbye Lullaby", lançado em março. Faixas desse CD, entre elas "Alice", "Smile" e "What the Hell", estão no repertório dos shows. Mas os bons momentos devem ser os de lembrança, quando a roqueira pop canta "Sk8er Boi", "Girlfriend" e "Complicated" — representantes de um passado que revelam Avril na melhor versão: rebelde.

Fonte: VEJA SÃO PAULO