120 anos

Avenida Paulista: doze curiosidades

No aniversário da via mais famosa da cidade, números e dados que dão uma ideia de seu dinamismo

Por: Leonam Bernardo - Atualizado em

Avenida Paulista - 120 anos
847 metros acima do nível do mar: Paulista está localizada no ponto mais alto da cidade (Foto: Raul Junior)

Inaugurada em 8 de dezembro de 1891, a Avenida Paulista chegou aos seus 120 anos como um dos principais marcos geográficos, financeiros e turísticos da cidade de São Paulo.

+ Galeria de imagens da Avenida Paulista: fotos enviadas por nossos leitores

De endereço dos barões do café à sede de grandes bancos, a via exibe em sua trajetória status de importância na maior e mais rica cidade do país. “Ela representa nossa diversidade”, diz Antonio Carlos Franchini, presidente da Associação Paulista Viva. “É um ambiente cultural muito dinâmico.”

Para Franchini, a avenida sempre muda e se renova. “A tendência é que seja um grande corredor de lojas em pouco tempo”, diz, ao se referir à abertura de grandes magazines, observada nos últimos meses.

Para celebrar seu aniversário, garimpamos doze curiosidades históricas, numéricas e até pitorescas sobre a avenida:

Do rock ao sertanejo, do pop ao pagode

Sede de 17 emissoras de rádio — entre as quais estão Kiss, Jovem Pan e Tupi —, a Paulista detém praticamente 25% do dial FM da cidade. Ironicamente, a região possui tantas antenas e sinais cruzados que fica praticamente impossível sintonizar alguma rádio por ali sem que haja interferência.

Quer casar na Paulista?

Noivas adoram posar para fotos de casamento na avenida mais famosa da cidade. Mas quem quiser pode também trocar alianças por lá: a charmosa igreja da Paróquia São Luiz Gonzaga, na esquina da Rua Bela Cintra, realiza em média dois casamentos por semana, sempre aos sábados. A taxa cobrada é de 2.000 reais e não há muita espera.

Maria Fernanda Cândido
A atriz Maria Fernanda Cândido casou-se na Paulista, em 2005: você também pode (Foto: Rogerio Lacanna)

Asfalto de primeira

A Paulista foi a primeira avenida asfaltada da América Latina, em 1909. O asfalto foi trazido da Alemanha. De lá para cá, o resto da cidade também ganhou pavimentação, mas a via continua tendo um dos asfaltos mais lisinhos e impecáveis de São Paulo — o último recape foi realizado em meados de 2008.

Corra que o ano novo vem aí

Quando foi criada, em 1924, a corrida de São Silvestre era disputada exatamente na virada do ano — a largada acontecia à meia-noite do dia 31 de dezembro. Só em 1989 é que o percurso passou a ser feito durante o dia.

32 degraus

Tem a famosa (e sempre cheia de jovens) escadaria do prédio da Fundação Cásper Líbero, no número 900 da Paulista — mesmo endereço da Reserva Cultural e da TV Gazeta.

Não jogue o lixo no chão

Há 141 lixeiras distribuídas ao longo da avenida para mantê-la sempre limpa.

1,5 milhão de pessoas passam pela Paulista todos os dias

É o equivalente à população inteira de capitais como Recife, Porto Alegre e Belém.

As mulheres dominam

A cada dez frequentadores da avenida, seis são do sexo feminino.

Avenida Carlos de Campos?

Este foi, por cerca de três anos, o nome da Paulista. A mudança aconteceu em abril de 1927, em homenagem póstuma a Carlos de Campos, que foi presidente de São Paulo (cargo equivalente ao de governador). Como a troca não agradou aos paulistanos, a mudança foi desfeita no início dos anos 30.

Avenida Paulista em 1927
Em 1927: trânsito nos dois sentidos (Foto: Reprodução)

64.934 habitantes

Esta era a população de São Paulo em 1890, um ano antes da inauguração da Avenida Paulista.

Volta ao mundo em menos de 3 quilômetros

Coréia do Sul, Síria, Jordânia, França, Espanha, Líbano, Egito, México, Japão, Chile, Índia, Luxemburgo, Taiwan, Bolívia, Suíça, África do Sul, Itália, Costa do Marfim, Bélgica, Grécia a Argentina: todos esses países têm consulados na avenida, que possui 2.800 metros de extensão de uma ponta à outra.

A Paulista não termina na Consolação

Talvez nem todos percebam, mas a via faz cruzamento com a Avenida Angélica e só acaba na Rua Minas Gerais. A diferença é que neste trecho pós-Rua da Consolação, não há mão dupla nem canteiro central.

Fontes: Prefeitura Municipal, IBGE, Associação Paulista Viva, Professor Edison Eloy de Souza, SPTuris e Data Popular

Fonte: VEJA SÃO PAULO