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Testamos as feirinhas gastronômicas e os food trucks de São Paulo

Separamos o que vale a pena das roubadas nos maiores eventos na cidade

Por: Mariana Oliveira e Meriane Morselli - Atualizado em

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Food truck é a versão moderna dos antigos caminhões de caldo de cana, das kombis de pastel e das vans de hot-dog. Se a ideia não é exatamente nova, virou agora um modismo saboroso. Em versões charmosas e descoladas, os veículos são pilotados hoje por chefs, alguns deles consagrados, e estacionam em áreas com boa infraestrutura, incluindo mesas coletivas, banheiros e segurança. Muitas vezes dividem o espaço com barraquinhas.

O clima é de praça de alimentação ao ar livre, mas com receitas muito mais bacanas. Em alguns desses locais, é possível encher a barriga com hambúrguer de cordeiro e ceviche de peixe branco, entre outras opções. Por cerca de 50 reais dá para fazer uma festa completa, incluindo prato, sobremesa e bebida. Como se vê, está longe de ser uma pechincha. No entanto, é menos do que se gasta num restaurante. Não há garçons, e as receitas são servidas em pratos de plástico. Mas a informalidade faz parte do barato do negócio. 

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Para separar nesse circuito o que há de melhor de algumas roubadas, VEJA SÃO PAULO testou recentemente as seis feirinhas gastronômicas fixas da capital. Somadas, oferecem mais de 130 pontos de venda de comida. Nos fins de semana, elas chegam a atrair aproximadamente 20 000 pessoas. As avaliações da revista foram realizadas entre 6 e 28 de setembro, sempre no pico de movimento da hora do almoço. Além de provarem três sugestões em cada um dos locais, os críticos observaram itens como infraestrutura, acomodação, limpeza, atendimento, variedade, filas e estacionamento. Não fizeram parte da prova os eventos realizados esporadicamente ou que mudam de endereço de uma edição para outra.

No cômputo geral, o Panela na Rua, realizado em Pinheiros nas noites de quinta e nas tarde de domingo desde junho, terminou como vencedor. Um de seus méritos é ter um dos cardápios mais equilibrados do mercado. Na data da avaliação, 7 de setembro, oferecia quinze pontos de salgados, sete de doces e três de bebidas. A título de comparação, a Wheelz, na Vila Olímpia, dispunha de quatro de salgados, dois de doces, um de café e nenhum de bebida no dia da visita, 12 de setembro.

O Teste das Feirinhas Gastronômicas
(Foto: Veja São Paulo)

A relação de carros-chefes do Panela na Rua inclui tacos do GourMex, hambúrgueres do Meat Chopper, churros da Chucrê e mojitos do Del Cocktail, que se alternam no dia a dia da operação com outras atrações gastronômicas. O público circula com relativa tranquilidade pelo espaço de 400 metros quadrados, e em menos de quinze minutos dá para sair de um dos balcões com o pedido na mão (na Feirinha Gastronômica do Butantan Food Park, segundo colocado no ranking, uma pessoa pode amargar até trinta minutos na fila).

A feira em Pinheiros sobressaiu também pela limpeza. Funcionários esvaziam sempre as sete lixeiras e um deles cuida das duas cabines de banheiros. É a única que possui bebedouro. Um inconveniente: dispõe apenas de mesas altas para apoio (quatro no espaço interno e três na Praça Benedito Calixto, localizada em frente). “Vendemos comida com qualidade e frescor, algo rápido sem ser fast-food”, afirma Luiza Hoffmann, curadora do evento.

O Teste das Feirinhas Gastronômicas
(Foto: Veja São Paulo)

Nenhum dos espaços testados mereceu levar bola preta, mas alguns deles apresentaram defeitos. A Chefs no Bairro, na Zona Leste, inaugurada em 14 de setembro, peca pela falta de variedade. No dia da avaliação de VEJA SÃO PAULO, havia apenas uma opção de prato para fugir dos lanches. Para piorar, duas das três pedidas feitas apresentaram problemas. Além do lanche de pernil do O Quinto ter chegado com o pão murcho, faltava tempero ao yakissoba tailandês do Aim Thai.

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Mostrou-se também uma roubada o horário de almoço de quinta e sexta na Wheelz. Em funcionamento desde 2 de setembro, o lugar tem uma cara moderninha. Há painéis com plantas naturais, mesas de madeira rústica e uma panela antiga fazendo as vezes de pia. Mas o prato principal, ou seja, o número de participantes, é o menor desse mercado: apenas sete. Com isso, a espera nos balcões e a luta por acomodação são intensas. Durante a avaliação, o nhoque servido pelo Famiglia Massa Móvel chegou frio e teve de ser reaquecido no micro-ondas. Isso ocorreu com mais algumas pessoas que estavam na fila.

No item desconforto, a campeã foi a Mercado Pop – Augusta. Ela fica em um galpão coberto por telhas sem isolamento térmico e, nos dias quentes, vira uma estufa. Como se não bastasse, é a única que não oferece banheiros convencionais (apenas dois químicos). “Estamos tentando melhorar a ventilação e a infraestrutura”, afirma Rita Pescuma, responsável pelo negócio. Devido às obras de melhoria, a Mercado Pop está fechada desde o fim do mês passado e vai reabrir no próximo dia 12.

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O roteiro de feiras gastronômicas vem engordando há dois anos. Os chefs Henrique Fogaça e Checho Gonzales mais a produtora Lira Yuri foram os desbravadores do cenário. Em abril de 2012, eles realizaram a ação O Mercado pela primeira vez, na área externa do restaurante Sal Gastronomia, em Higienópolis. “Dois dias antes, quando começamos a divulgação na internet, meu telefone não parava de tocar e percebemos que ia encher”, conta Fogaça. Dito e feito. Durante nove horas, estima-se que 1 100 pessoas tenham conseguido cruzar o portão e outras 2 000 tenham ficado do lado de fora.

Até hoje, O Mercado continua sendo realizado uma vez por mês, em endereços diferentes (a próxima edição será no dia 12 no Mercado Municipal de Pinheiros). Entre os eventos regulares, o pioneiro foi a Feirinha Gastronômica, que ocupou entre fevereiro e julho do ano passado um estacionamento na Rua Girassol, na Vila Madalena. Em agosto do mesmo ano, ela se mudou para um galpão na Praça Benedito Calixto, onde permaneceu até maio de 2014. A receita desandou depois de um racha entre os organizadores. Um deles, Mauricio Schuartz, era a favor de ampliar o número de expositores, enquanto o parceiro e dono do imóvel, Caio de Sá, preferia um modelo mais enxuto. Resultado: em junho passado, Sá montou ali, Panela na Rua, em parceria com a chef Luiza Hoffmann.

O Teste das Feirinhas Gastronômicas
O Panela na Rua, na Praça Benedito Calixto: capricho no cardápio e na limpeza (Foto: Fernando Moraes)

O dissidente Mauricio Schuartz criou junto com a chef Daniela Narciso em maio deste ano o Butantan Food Park, dentro de um terreno ao lado da Avenida Magalhães de Castro, nas proximidades da USP. É até hoje o maior espaço do mercado, com 1 400 metros quadrados e líder também nas ofertas (34 expositores). Na entrada, os visitantes dão de cara com uma Lambretta 1964 decorada com as cores da bandeira da Inglaterra.

Depois de escolher um dos balcões (os picolés do Me Gusta, o cachorro-quente à francesa do chef Raphael Despirite e os vinhos do Los Mendozitos estão entre os mais procurados), a pessoa pode ocupar uma das mesas comunitárias ao ar livre ou subir a um espaço coberto. O local chega a receber 7 000 visitantes nos dias de maior movimento. Uma das freguesas é a empresária Isabel Booker, de 32 anos, que passa por lá pelo menos uma vez por semana. “Gosto de fotografar tudo e dar dicas do que vale a pena no Instagram”, diz.

O negócio é um dos que mais investem em promoções para garantir o agito fora do horário de almoço. Na Copa foi instalado ali um telão de 65 polegadas. Às quintas e sextas, rola música ao vivo com bandas de blues e jazz. “Acho o momento ótimo para esse tipo de negócio, mas só vai ficar quem for sólido e organizado”, diz Schuartz. O empresário toca ainda o Faria Lima Food Park, inaugurado no fim do mês passado na Rua Matias Valadão, em Pinheiros.

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O ramo atrai tanta atenção hoje que começaram a surgir nas últimas semanas food trucks pouco usuais, como um dedicado a receitas com Doritos e outro especializado em champanhe (o primeiro vai estar no Pátio Gastronômico no dia 5 e o segundo fica na porta do restaurante Clos, na Vila Nova Conceição).

A onda também tem invadido os shoppings. No início do mês passado, o Iguatemi promoveu o Food Truck Festival e atraiu mais de 25 000 visitantes. O excesso de público,é claro, trouxe problemas. O atendimento dos vendedores ficou comprometido e a espera nas filas ultrapassou uma hora. Para se ter uma ideia do enorme movimento, no primeiro dia, 6 de setembro, a comida acabou no food truck de especialidades asiáticas The Asian Father por volta das 17 horas, três horas antes do fim do festival.

O Teste das Feirinhas Gastronômicas
Shopping Iguatemi: público muito acima do esperado prejudicou o serviço (Foto: Mario Rodrigues)

Uma semana depois, o JK Iguatemi levou treze barraquinhas ao seu agradável terraço e registrou movimento de cerca de 10 000 pessoas. Na sequência, o Center Norte fez um evento com 21 caminhões. O público total foi de aproximadamente 23 000 pessoas. Agora, em todas as quintas de outubro, o Lar Center, no mesmo complexo, vai abrigar uma versão noturna no formato de happy hour, das 17 às 21 horas. A estreia estava prometida para o dia 2.

Curiosamente, enquanto há um grande agito nos food parks montados em áreas privadas, o plano da prefeitura de legalização da comida de rua anda em marcha lenta. Em junho ocorreu a abertura das inscrições para que os interessados se candidatassem a ocupar os 900 pontos distribuídos por várias regiões.

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Mas, como a maioria dos locais não é muito atraente comercialmente, foram recebidos até agora pouco mais de 1 000 registros. Javier Herrera, dono da van de comida mexicana La Buena Station, disputa três dos dez lugares liberados pela subprefeitura de Pinheiros. “Assim que puder operar neles, pretendo ficar lá entre quarta e sexta e trabalhar nos food parks nos fins de semana”, planeja.

A preferência por atuar em estacionamentos ou galpões ocorre pelas facilidades oferecidas pelos organizadores, como segurança e infraestrutura. Em troca disso, o chef paga um aluguel (no caso do Butantan, o custo varia de 150 a 450 reais por dia). A febre está impulsionando muitos novos negócios. Os rapazes do Me Gusta, Ravi Leite e Gabriel Fernandes, de 23 e 21 anos, começaram a fazer picolés em novembro do ano passado exclusivamente para participar de feiras gastronômicas. Pegaram 20 000 reais emprestados com parentes e amigos e, de cara, venderam os 600 sorvetes preparados para o primeiro evento.

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A produção só cresceu desde então: hoje eles empregam dez pessoas, possuem uma loja na Rua Augusta e atuam em vários lugares com dois carrinhos com freezer. Atenta ao mercado, a nutricionista Bruna Gomes decidiu investir 80 000 reais em churros, guloseima muito popular em Santos, sua cidade natal. Hoje ela administra e põe a mão na massa nos dois carrinhos da Chucrê — Churros Gourmet e vende uma média de 800 doces por domingo.

Um dos casos mais impressionantes é a expansão do trailer especializado em vinhos Los Mendozitos, levado às ruas apenas cinco meses atrás pelos amigos André Fischer, Danilo Janjacomo e Ariel Kogan. Hoje eles possuem quatro lojas sobre rodas em São Paulo e uma no Rio de Janeiro — cada uma delas custou 50 000 reais.

O Teste das Feirinhas Gastronômicas - tabela 2
(Foto: Veja São Paulo)

Os veículos, equipados com três adegas para 33 garrafas cada uma, atendem a festas fechadas e feiras gastronômicas quase todos os dias. A bebida pode ser adquirida em taças (10 a 16 reais) ou garrafas (55 a 85 reais). Por mês, eles abastecem o estoque com 2 500 unidades trazidas da região de Mendoza, na Argentina. São vendidas pelo menos noventa por evento.

Casos de sucesso atraem mais gente ao negócio. Juliana Moreira, de 30 anos, abandonou a empresa da família como objetivo de tocar ao lado de um amigo a Massa na Caveira, uma Kombi de pizzas. Eles compraram um modelo 1974 de um colecionador e investiram 50 000 reais entre o automóvel e a adaptação. “Gastamos mais 25 000 para equipar uma cozinha industrial no bairro de Santana”, conta Juliana.

O veículo começou a rodar em abril e, desde então, os sócios venderam 12 000 unidades de pizza, que custam entre 15 e 17 reais. A ampliação do negócio está garantida: eles acabaram de adquirir um caminhãozinho, que está parado à espera de reforma. O custo da filial motorizada vai ser de 100 000 reais e, de acordo com a previsão dos comerciantes, sairá às ruas em janeiro, ajudando a congestionar ainda mais o tráfego de delícias sobre rodas.

O Teste das Feirinhas Gastronômicas
(Foto: Veja São Paulo)
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    Alameda Itu, 225, Cerqueira César

    Tel: (11) 3141 1149

    VejaSP
    6 avaliações

    O melhor restaurante português da cidade tem receitas de Vítor Sobral, que vive em Lisboa. Aqui, elas são executadas e muitas vezes desenvolvidas com competência pelo patrício Luis Espadana. Além de clássicos como bacalhau ao forno (R$ 99,00), o chef-residente faz uma deliciosa moqueca com o pescado, azeite de dendê, leite de coco e a guarnição de mandioquinha (R$ 105,00). Outra delícia da nova cozinha portuguesa é a costeleta de cordeiro com purê de abóbora ao molho de hortelã (R$ 104,00). O pão na chapa, bem macio, é um aperitivo coberto por mocotó suíno e generosa quantidade de coentro (R$ 34,00). No capítulo doçura, está de volta ao cardápio a musse de chocolate com compota de jabuticaba, calda de vinho tinto e nozes carameladas (R$ 26,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Italianos

    Sensi

    Rua Gabriele D'Annunzio, 1345, Campo Belo

    Tel: (11) 2478 5099

    VejaSP
    8 avaliações

    O chef Manuel Coelho conseguiu montar um restaurante acolhedor como os endereços de bairro e refinado como as casas do circuito da modinha. No almoço executivo, ele faz pedidas mais simples, como o pappardelle ao molho bolonhesa (R$ 49,50) com salada de entrada e uma sobremesa do dia. O jantar é o momento de uma degustação à italiana, com pequenas porções, alteradas semanalmente. Fixo, você encontra à la carte um peixe do dia, a exemplo da meca, com batata, tomate, cebola-roxa e manjericão na folha de bananeira (R$ 66,00), e um tiramisu (R$ 21,00), de sobremesa.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Ici Brasserie e La Cocotte Bistrot estão entre as opções
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  • Bares variados

    Lekitsch

    Praça Franklin Roosevelt, 142, Consolação

    Tel: (11) 3120 2384

    VejaSP
    4 avaliações

    A ambientação segue a linha kitsch e nostálgica, com direito a um relógio na forma da personagem Betty Boop e a um quadro antigo da apresentadora Xuxa. O lugar faz bastante sucesso entre o público que circula no entorno da bombada Praça Roosevelt, tanto que ganhou um salão anexo no ano passado. Uma simpática galinha de cerâmica é usada para servir alguns dos tira-gostos, caso dos bolinhos de mandioca e beterraba ao alho (R$ 26,00 a dúzia) e dos de arroz e queijo gorgonzola (R$ 30,90, doze unidades). Essas friturinhas fazem um ótimo casório com as cervejas em garrafa de 600 mililitros (Serramalte, R$ 12,90).

    Preços checados em 13 de julho de 2016. 

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  • Padarias

    Dona Deôla - Itaim Bibi

    Rua Joaquim Floriano, 1095, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3213 7581

    VejaSP
    4 avaliações

    As lojas desta tradicional rede de padarias nascida no bairro da Pompeia são destino certo de quem gosta de variedade. No extenso cardápio cabem salgados, sanduíches, pizzas e pratos rápidos. Quem vai mesmo pelo pãozinho encontra francês (R$ 14,90 o quilo), ciabatta (R$ 30,90) e caseirinho (R$ 30,90), entre outros sessenta tipos. Parte deles compõe o concorrido bufê de café da manhã, que inclui até salsicha cozida e rabanada. Sempre nos sábados e domingos, o serviço geralmente não é encerrado antes das 14h e custa R$ 32,50 por pessoa.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Sempre unidos, Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali, Chico Bento e Jeremias estão desapontados por não poderem passear juntos durante as férias da escola. Os amigos pensam um pouco e decidem contornar o  problema de forma criativa: eles resolvem viajar por meio da imaginação. Com direção de Mauro Sousa, o espetáculo Mônica Mundi — Uma Volta ao Mundo com a Turma da Mônica traz um gigante sofá azul, que se transforma em um avião de mentirinha e conduz o grupo a países como Portugal, Itália e Japão. Ao som de doze músicas, os personagens de Mauricio de Sousa apresentam as características de várias culturas. Comilona, Magali não se esquece da pizza quando chega à Itália. Na passagem pelos Estados Unidos, uma réplica da Estátua da Liberdade aparece no fundo do palco e, ainda por lá, os letreiros da Broadway  iluminam bailarinos numa coreografia no estilo dos musicais americanos. As cenas de dança são sempre embaladas pelos ritmos tradicionais de cada lugar e a garotada se anima e embarca na história. No fim do espetáculo, a turminha mostra as tradições do Brasil e encerra a montagem ao som de samba. O caprichado cenário leva a assinatura de Paulo Corrêa. O elenco é formado por Altieres Coelho, Bárbara Baiocchi, Duda Oliveira, Erick Gimenes, Júlio Romero, Gabriela Suaiden, Renato Peixoto e Viviane Doné. Estreou em 27/1/2012. Até 18/10/2015.
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  • À prova de crises econômicas e de roteiros picaretas, os índices de popularidade de Leandro Hassum seguem inabaláveis no cinema. Prova disso é que, apenas três meses depois de lançar o sofrível (mas bem aceito pelo público) Vestido pra Casar, o humorista está de volta às telas em mais uma comédia. Felizmente, traz uma bem-vinda surpresa: pela primeira vez, ele interpreta um personagem capaz de ir além do clichê do gordinho encrencado — um tipo já visto em fitas como Até que a Sorte Nos Separe e sua continuação. A sátira política O Candidato Honesto resolve, ao menos em parte, essa tendência ao mais do mesmo. Sem abandonar o humor físico, Hassum é desafiado a usar seu repertório de caras e bocas para compor o perfil bem atual de um político tão carismático quanto corrupto. Sair do previsível fez bem ao astro, em seu melhor momento num longa-metragem até hoje. Mais difícil, para ele e para o público, é engolir um roteiro que, depois de uma primeira metade promissora, toma o rumo do escracho mais banal, apelando para um tiroteio de palavrões e grosserias. Por fim, descamba em sentimentalismo e lições de moral. A premissa lembra o ponto de partida da comédia O Mentiroso, hit de Jim Carrey lançado em 1997. Em primeiro nas pesquisas de opinião, o ex-líder sindical e deputado João Ernesto tem o eleitorado na mão. Modesto e emotivo diante do povo, ele mostra uma faceta odiosa nos bastidores: rouba dinheiro do contribuinte, envolve-se em negociatas com grupos religiosos e estimula os próprios filhos a trapacear. Esse oba-oba chega ao fim quando sua consciência entra em curto-circuito e, desesperado, ele passa a falar apenas a verdade. Estreou em 2/10/2014.
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  • Respeitado no mundo da música clássica há 25 anos, o quarteto de cordas Fugue ganhou prestígio por equilibrar perfeitamente duas qualidades: rigor técnico e emoção. Nos bastidores, no entanto, essa harmonia cai por terra, abalada por disputas cotidianas e guerras de egos. O violinista Robert Gelbart (Philip Seymour Hoffman, em um de seus últimos papéis), por exemplo, deseja secretamente superar o arrogante Daniel Lerner (Mark Ivanir), por quem sua esposa e também instrumentista Juliette (Catherine Keener) havia se apaixonado em outros tempos. A estabilidade já capenga dos veteranos desarma de vez quando o violoncelista Peter Mitchell (Christopher Walken), o mais experiente e talentoso do grupo, é diagnosticado com a doença de Parkinson. Da rotina de ensaios para a apresentação derradeira, o diretor americano Yaron Zilberman, estreante em fitas de ficção, extrai uma observação sensível da intimidade de artistas conceituados — repleta de fraquezas —, em oposição às suas apresentações irretocáveis. Apesar de desafinar nos truques de folhetim, o roteiro ganha ritmo nas mãos de um elenco capaz de transformar a composição mais singela num espetáculo tocante. Estreou em 2/10/2014.
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  • Em agosto de 1970, uma tentativa de sequestro levou à morte um juiz e quatro detentos na Califórnia. Ao investigar a origem das armas do crime, a polícia chegou ao nome da professora universitária e ativista política Angela Davis. Ela fugiu, chegou a entrar para a lista dos mais procurados do FBI e, quando presa, mobilizou manifestantes ao pedir um julgamento justo. Hoje com 70 anos, considerada um símbolo de resistência para o movimento negro americano, Angela relembra o episódio neste documentário recheado de imagens de arquivo. A cineasta Shola Lynch, também militante, usa o conhecimento do tema para ampliar o enfoque sobre uma década decisiva para a luta das minorias. A opção por um formato sóbrio, quase jornalístico, pode cansar o espectador, mas ressalta a intenção didática de uma fita comprometida, já no título, com uma mensagem de protesto. O mais notável é como, sem recorrer a arroubos sentimentais, Shola dá conta de retratar o temperamento aguerrido de uma mulher que sempre se mostrou fiel às próprias convicções. Estreou em 2/10/2014.
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  • O estúdio americano Laika, dos desenhos Coraline e o Mundo Secreto (2009) e ParaNorman (2012), ainda não está entre as potências da animação mundial. Mas, no quesito atrevimento, volta e meia atropela a concorrência. Sem as fofices dos musicais da Disney, suas criações em stopmotion flertam com o terror e lembram as criações delirantes de Tim Burton (o seu A Noiva Cadáver, de 2005, foi coproduzido pela companhia). O novo longa-metragem da equipe mantém a técnica e o visual dos anteriores, só que ameniza os sustos e a atmosfera dark. A roupagem suave pode desapontar quem esperava uma nova fornada de ousadias, mas torna a fita mais palatável aos menorzinhos. Extraída do livro A Gente É Monstro!, de Alan Snow, a trama mostra um reino de fantasia dividido entre humanos e monstros, que, por se camuflar em grandes caixas, são apelidados de Boxtrolls. Os conflitos ocorrem todos os dias. Para o rei, as criaturas são perigosas e devem ser exterminadas. Os seres azulados e dentuços, no entanto, mostram-se medrosos e só querem morar em paz nos subterrâneos da cidade. Entre eles vive o menino Ovo, criado desde bebê naquela comunidade e tratado como um irmão pelos estranhos bichinhos. Descontente com as ameaças sofridas por seus amigos, ele decide subir à superfície e iniciar uma revolução. Estreou em 2/10/2014.
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  • Escolhido pelo público como o melhor filme na edição deste ano do Festival de Brasília, o documentário paulistano traz um mote urgente: a crise do sistema penitenciário brasileiro. Em nenhum outro país a quantidade de presos cresce em tamanha velocidade — uma estatística que, por si só, justifica o esforço de registrar um mosaico com o depoimento e a opinião de detentos, advogados, assistentes sociais e gente da imprensa. Para fugir dos padrões jornalísticos, o diretor Eugênio Puppo (do recente Ozualdo Candeias e o Cinema) sobrepõe a essas entrevistas, narradas sempre em off, uma seleção de imagens relacionadas ao tema. As cenas, editadas de maneira fragmentada, exibem desde detalhes arquitetônicos dos presídios até ilustrações criadas no confinamento. Apesar de ousada, a estrutura do filme cria um atrito desnecessário entre a ambição artística e o lado informativo da proposta. No caso, uma identificação direta dos entrevistados seria mais esclarecedora para o público. Além disso, uma montagem menos labiríntica injetaria emoção em histórias como a da abertura do filme, sobre um artista plástico que, confundido pela polícia, viveu um pesadelo kafkiano ao ser preso injustamente. Estreou em 2/10/2014.
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  • A mostra Mal-Entendidos, dedicada à trajetória da mineira Rivane Neuenschwander, possui o mesmo nome da instalação que traz um ovo boiando dentro de um copo com água. Devido à ilusão de ótica criada pelo líquido, a parte submersa do alimento parece maior do que é de fato e tapeia o espectador. A obra está disposta em um canto discreto do MAM. O olhar atento, necessário para encontrar esse trabalho, assemelha-se ao que a artista aplica em sua produção, na qual tenta achar significados maiores em objetos simples, como listas de supermercado abandonadas em carrinhos. Dispostas lado a lado, elas revelam a grafia, o gosto e o tipo de organização de seus donos. Na mesma sala estão itens “roubados” de mesas de bar, a exemplo de flores de guardanapo e cinzeiros feitos com bolachas de chope. Poucas peças têm impacto visual arrebatador ou interação direta como as tábuas bambas nas quais se pode caminhar e provocar rangidos. Trata-se de uma exposição cheia de pequenos e preciosos significados, que merece ser vista sem pressa. De 2/9/2014. Até 14/12/2014.
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  • “Antes de Mais Nada” e “Incêndios” estão entre as opções
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  • Tem de tudo na cena paulistana. Várias peças bem simples apostam somente na mensagem do texto e no trabalho dos atores, mas, muitas vezes, nenhuma das partes dá conta do recado. A comédia Não Nem Nada se baseia na mesma premissa e resulta justamente no contrário disso. Protagonizado por quatro atores afinados, o picotado e acelerado texto escrito e dirigido por Vinicius Calderoni transmite uma sensação de aflição e diverte ao mostrar o lado patético dos dias atuais. Afinados e versáteis, Geraldo Rodrigues, Mayara Constantino, Renata Gaspar e Victor Mendes interpretam dezenas de provocativos personagens sem recorrer a nenhuma troca de figurino. Em doze cenas, são trazidos temas como a rapidez nas relações, a dificuldade de comunicação, o culto às celebridades e a superficialidade reinante na sociedade atual. Montada pelo Empório de Teatro Sortido, a peça ainda estabelece um importante diálogo com a plateia jovem, muitas vezes esquecida pelos produtores. Estreou em 29/8/2014. Até 28/6/2015.
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  • Certos espetáculos conseguem conquistar o espectador pela simplicidade. Esse é o caso da comédia escrita pela israelense Anat Gov (1953-2012), capaz de provocar risos e também reflexões em quem estiver disposto. Na trama, um homem misterioso (Dan Stulbach) entra no consultório de Ana (Irene Ravache), uma psicóloga fatigada depois de um dia de trabalho. Deprimido, ele pensa em se matar, mas esse ato viria seguido de uma consequência extrema — afinal, ele é o Criador. Ateia, Ana nunca dedicou seu tempo às orações e, em alguns momentos, chegou a ser dominada pela revolta. Custou a aceitar, por exemplo, o fato de ter um filho autista (Pedro Carvalho). Em cena, a carismática Irene cativa pela forma como expressa a perplexidade da personagem e se mostra fundamental para estabelecer a empatia com a plateia. Stulbach, por sua vez, se sai melhor quando consegue controlar o exagero inicial apoiado na segurança da parceira. Estreou em 28/3/2014. Até 29/3/2015. Tema universal: a peça, escrita por Anat Gov em 2008, já foi montada em Israel, na Argentina, na Itália e nos Estados Unidos.
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  • Mesmo depois de anos de trajetória, o cearense ainda surpreende. É o caso do disco Pássaros Urbanos, o 37º do seu catálogo, com a levada flamenca de Se o Amor Vier, do folk de Versos Ardentes e até dos fertes com o samba de No Ceará É Assim e Samba Nordestino, a qual canta com Zeca Baleiro. Para o Dia dos Namorados, Fagner prepara um roteiro romântico com essas e as músicas que o consagraram, como Borbulhas de Amor, Deslizes e Eternas Ondas. Dia 11/6/2016.
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  • Carioca que mora em São Paulo desde 2005, a cantora Bárbara Eugenia presta um tributo à conterrânea Diana e interpreta na íntegra o disco de estreia da cantora, homônimo (1972). Fez sucesso na voz dela a música Porque Brigamos, uma versão do compositor Rossini Pinto para I Am... I Said, de Neil Diamond. A canção foi resgatada por Bárbara e faz parte do álbum É o que Temos (2013). Pelo brilhantismo da releitura, que acrescentou guitarras tropicalistas aos arranjos originais, podem-se esperar outras onze interessantes versões. Entre elas, Estou Completamente Apaixonada, Você Tem que Aceitar, Hoje Sonhei com Você e  Ainda Queima a Esperança, todas composições de Raul Seixas, que foi produtor do disco e, na época, respondia apenas por Raulzito. No violão, a artista é acompanhada por Davi Bernardo (guitarra), Jesus Sanchez (baixo), Astronauta Pinguim (órgão e piano) e Clayton Martin (bateria). O guitarrista Fernando Catatau é o convidado da ocasião. Dia 12/10/2014.
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  • Jazz no centro

    Atualizado em: 2.Out.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO