Comércio

Aumenta a concorrência entre Magazine Luiza, Casas Bahia e Ponto Frio

Inauguração de 28 lojas da rede Magazine Luiza na cidade acirra a disputa com Casas Bahia e Ponto Frio

Por: Camila Antunes e Fernando Cassaro - Atualizado em

Toda segunda-feira, às 7h45, a executiva Luiza Helena Trajano convoca a equipe de funcionários do escritório central da rede Magazine Luiza, em Franca, no interior paulista, para o rito da manhã. O encontro começa com a execução do hino nacional, seguido de um pai-nosso e do hino da companhia. Vendedores, vigias, motoristas e executivos cantam em uma só voz a estrofe: "Magazine Luiza quer dizer minha luta e também meu lar". A cena se repete nas 441 lojas espalhadas por sete estados. "Todo mundo vibra a mesma sinergia", diz a diretora de RH, Telma Rodrigues. Na segunda-feira passada, o rito da manhã foi ainda mais "sinérgico", para usar o jargão de Telma. A chefona Luiza, de 58 anos, dona da terceira maior rede de varejo do Brasil, comandou a inauguração simultânea das primeiras 44 lojas na Grande São Paulo – 28 delas na capital. No projeto de expansão estão previstos mais 76 pontos-de-venda para os próximos dois anos, num investimento de 150 milhões de reais. "Chegar à capital é um sonho de meus tios, cultivado há cinqüenta anos", diz Luiza Helena, sobrinha do casal de fundadores da rede. Sua mensagem foi transmitida ao vivo pelo canal interno de televisão, o TV Luiza, da loja modelo no Shopping Leste Aricanduva. Do lado de fora, os primeiros clientes começavam a chegar.

A concorrência também pegou carona no clima de festa: preparou pipoca, algodão-doce e encheu bexigas. Na Rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, onde são quase vizinhas as lojas das Casas Bahia, do Ponto Frio e do Magazine Luiza, a disputa comercial não se restringiu às gentilezas. Os preços à vista dos mesmos produtos chegavam a ter diferença de até 42%, de acordo com pesquisa realizada por Veja São Paulo na última terça-feira (leia quadro). Os atendentes dessas três lojas garantiam cobrir a oferta do concorrente. "No Magazine Luiza os vendedores têm liberdade para negociar", afirma Frederico Trajano, filho de Luiza e diretor de marketing e vendas da empresa. "Mas se eles cedem sempre não batem a meta do mês." Quanto mais concorrência, melhor para o consumidor. A hora está para pechincha.

Fonte: VEJA SÃO PAULO