Especial Educação

Aprenda uma nova língua por meio de app ou com refugiados e idosos

Confira maneiras diferentes de aprender um idioma

Por: Julia Flamingo

especial idiomas inglês
Alec Kuroiwa no laboratório da CNA: conversas com estrangeiros (Foto: Reinaldo Canato)

Para conseguir um bom emprego, é fundamental ser fluente — de verdade — em inglês. Se dominar uma terceira língua, a exemplo de espanhol, francês ou alemão, as chances aumentam ainda mais. Existem hoje mais de 500 escolas de idiomas na cidade, com mensalidades a partir de 90 reais. Confira a seguir uma seleção de cursos para os mais diferentes perfis de estudantes.

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Para dar os primeiros passos

Quem deseja aprender o bê-á-bá de qualquer idioma deve ser disciplinado e estar disposto a praticá-lo fora do horário de aula. Optar por escolas tradicionais, como a Cultura Inglesa(3032-4888), com 23 unidades na capital, significa investir também em atividades extras de teatro e música, classes de reforço e preparação para exames. O mesmo acontece em escolas renomadas como a Aliança Francesa (tel. 3017-5699), o Instituto Cervantes (tel. 3897-9600) e o Instituto Goethe (tel. 3296-7000), referências no ensino de francês, espanhol e alemão, respectivamente.

Para conhecer outras culturas

Com o aumento das campanhas para o acolhimento de refugiados, várias entidades passaram a promover cursos ministrados por imigrantes. Uma delas é a Abraço Cultural (99138-9220), que oferece o serviço desde julho do ano passado e tem hoje 800 alunos divididos em turmas de inglês, espanhol, árabe e francês. As aulas particulares (70 reais a hora) ou regulares (a partir de 630 reais o trimestre) incluem workshops na matriz, em Pinheiros, nos quais cada professor apresenta curiosidades sobre dança, culinária, literatura e história do seu país natal. 

A interação com culturas estrangeiras também é foco da escola CNA (tel. 3053-3811). Jovens já matriculados nas classes regulares são colocados em contato, via computador, com vinte idosos voluntários que vivem em casas de repouso nos Estados Unidos e no Canadá. Oferecido em dez unidades da capital, o serviço, inaugurado em 2014, já teve mais de 1 200 sessões. “A conversa é curta, dura apenas onze minutos, mas ajuda a melhorar o inglês”, conta o estudante Alec Kuroiwa, de 16 anos, que há um ano e meio frequenta a unidade da Vila Mariana.

Raphael Ruiz Mindset Inglês
Ruiz, do Instituto Mindset: público de executivos (Foto: Alexandre Battibugli)

Para fazer bonito na empresa

Um dos destaques entre as escolas voltadas para a área corporativa é o Instituto Mindset (tel. 4380-2000). O local dispõe de cursos de inglês específicos para quarenta carreiras. As aulas personalizadas (a partir de 132 reais a hora) preparam os executivos para entrevistas ou apresentações. “A ideia é ser rápido e efetivo”, explica Raphael Ruiz, CEO da empresa, que conta com cinco unidades, na Chácara Santo Antônio, no Itaim e em outros bairros. Localizada em seis pontos da capital, a Berlitz (tel. 5505-8184) tem classes de mais de quarenta idiomas, a preços que variam de 100 a 6 000 reais. A maioria dos cursos é customizada para as necessidades de executivos.

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Para quem não tem tempo

O aplicativo Buzzers é uma espécie de Uber de aulas de idiomas. No ar há quatro meses, o serviço tem cerca de 700 alunos e mais de 300 professores cadastrados. A ideia é fazer com que os usuários escolham os docentes de acordo com o idioma e o preço (a média é de 50 reais por hora). A data e o local do encontro são combinados num sistema de bate-papo. Para os autodidatas, a escola English Town (tel. 0800-600-5858) oferece acesso ilimitado a exercícios on-line 24 horas por dia (a partir de 139 reais mensais).

Fonte: VEJA SÃO PAULO