Educação

Aulas da USP Leste começam na segunda em quatro lugares diferentes

Alunos serão divididos em unidades no Butantã, Carrão, Itaquera e Clínicas

Por: Redação VEJASÃOPAULO.COM

protesto usp leste
O protesto no Butantã: problemas ambientais (Foto: Lucas Lima)

A Universidade de São Paulo (USP) anunciou nesta quinta-feira (20) que as aulas da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) se iniciarão na próxima segunda-feira (24) em quatro lugares diferentes. A EACH, mais conhecida como USP Leste, está interditada desde janeiro por causa de problemas ambientais.

De acordo com a USP, as turmas dos períodos matutino e vespertino utilizarão salas que estão localizadas no prédio da Universidade da Cidade de São Paulo (Unicid), próxima à Estação Carrão do Metrô. Já as aulas do período noturno serão ministradas no quadrilátero da Saúde da USP (Escola de Enfermagem, Faculdade de Saúde Pública, Faculdade de Medicina e Instituto de Medicina Tropical) e na Faculdade de Tecnologia - Fatec Itaquera. Os alunos de Engenharia de Computação serão deslocados para o prédio da engenharia elétrica, na Escola Politécnica, no Butantã.

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O semestre letivo começou no dia 17 de fevereiro, mas os alunos da unidade esperam até hoje pelo início das aulas. No dia 10 de março, última prazo prometido pela USP, os alunos fizeram um protesto no campus do Butantã para denunciar a situação.

Série de problemas

De acordo com a Promotoria de Meio Ambiente de São Paulo, responsável pela ação que fechou temporariamente as portas do local, o câmpus apresenta onze problemas sérios nessa área, identificados pela Cetesb. Um dos mais graves é a concentração de gás metano no subsolo. Desde a inauguração da USP Leste, em 2005, sabia-se de sua existência. A questão deveria ter sido monitorada por aferições periódicas da própria universidade. Em agosto de 2013, porém, a Cetesb notificou a USP depois de constatar que as recomendações preventivas não estavam sendo cumpridas. Somente no fim de fevereiro a reitoria instalou dez bombas de extração para manter a concentração dos gases em um nível seguro. Agora, o Ministério Público aguarda o resultado dos novos relatórios para verificar se a situação está sob controle antes de liberar o local. Não há previsão de quando isso vai ocorrer.

Fonte: VEJA SÃO PAULO