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As estreias e reestreias da semana no teatro

Nove montagens iniciam ou reiniciam temporadas na cidade esta semana

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Esta Criança - Renata Sorrah e Giovana Soar
Cena da peça 'Esta Criança', texto de Joël Pommerat, direção de Marcio Abreu e conta com Renata Sorrah (foto), Giovana Soar (sentada), Ranieri Gonzalez e Edson Rocha no elenco (Foto: Divulgação)

Veja abaixo os destaques:

+ Mais sobre teatro

 

  • Dirigida por Rodrigo Spina, a Cia. Os Barulhentos traz a tragicomédia, formada por quinze cenas escritas pelo romeno Matéi Visniec. Um casal que discute a relação e uma mãe na tentativa de atravessar uma fronteira com o filho estão entre os personagens. Com Cadu Cardoso, Domitila Gonzalez, Lia Maria e outros. Estreou em 14/3/2015.  Até 28/6/2015.
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  • Entre uma novela e outra, o ator Malvino Salvador tem feito investidas firmes no teatro, cercado de consistentes parcerias. Foi assim no ótimo Mente Mentira, dirigido em 2010 por Paulo de Moraes. Lançado no Rio de Janeiro no ano passado, o drama Chuva Constante, do americano Keith Huff, marca o reencontro do galã com o encenador. Se, na montagem anterior, Salvador dividia o palco com outros sete artistas, desta vez ele está lado a lado com um colega, o talentoso Augusto Zacchi, e muito mais exposto. A trama foca dois policiais, amigos de infância, envolvidos em acontecimentos que colocarão em xeque os conceitos de honra e lealdade. Denny (papel de Salvador) é casado, encantado com os filhos, mas um tanto bruto e de ética nebulosa. Mais sensível, o solteirão Joey (Zacchi) bebe além da conta e questiona a postura do colega, principalmente em relação à pouca atenção destinada a sua mulher. A direção de Moraes optou por um caminho que imprime menos agilidade, mas não chega a comprometer o espetáculo. Estruturada como dois monólogos que se fundem, a história é um bom veículo para a dupla. Zacchi, especialmente, tira bastante proveito disso. Salvador, por sua vez, não desaponta e comprova energia para formar uma bagagem teatral que já demonstra resultado. Estreou em 13/3/2015.  Até 31/5/2015.
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  • O cantor e compositor Alexandre Magno Abrão (1970-2013), mais conhecido como Chorão, é o tema do musical escrito por Well Rianc. O rapper DZ6 interpreta o líder da banda Charlie Brown Jr. Para encenarem a biografia do artista, 23 atores foram escalados, entre eles Carolina Oliveira, Patrícia Coelho, Júlio Oliveira e Letícia Scopetta. Direção cênica de Bruno Sorrentino e Luiz Sorrentino e direção musical de Marcel Balieiro. Estreou em 13/3/2015. Até 12/7/2015.
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  • Terreno desafiador mesmo para os grandes intérpretes, os monólogos também podem ser um certeiro e vicioso veículo para o exercício da vaidade. O ator paraense Cacá Carvalho, nas últimas duas décadas, firmou-se como um artista solitário na maior parte de suas incursões teatrais e acumula acertos com O Homem com a Flor na Boca, A Poltrona Escura e UmNenhumCemMil. A força da mensagem desses textos, no entanto, lima qualquer possibilidade de Carvalho querer aparecer mais que a dramaturgia, e desta vez não é diferente. Com base na novela Memórias do Subsolo, de Fiódor Dostoievski (1821-1881), o dramaturgo Stefano Geracci construiu um solo que põe em xeque as verdades supremas de um mundo cartesiano. Sob a direção de Roberto Bacci, o protagonista brilha ao buscar um contorno social por trás da psicologia de um sujeito que, através da amargura, questiona a dura realidade enfrentada todos os dias. De quebra, o artista ainda provoca a plateia e convida um espectador para ser coadjuvante de uma de suas cenas. Estreou em 14/3/2015. Até 25/4/2015.
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  • Paulo Gustavo protagoniza a comédia, que leva ao palco personagens do divertido programa homônimo do Multishow. A preconceituosa Senhora dos Absurdos, a favelada Ivonete e uma apresentadora de programa de culinária estão entre o tipos representados. Com Marcus Majella, Márcio Kieling e Christian Monassa, além de seis bailarinos. Gustavo divide o texto e a direção com Fil Braz. Estreou em 14/3/2015. Até 28/6/2015.
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  • Monólogo cômico

    Fale Mais sobre Isso
    VejaSP
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    Além de atriz, Flávia Garrafa é psicóloga e professora. Nas três atividades, a comunicação estabelecida com o outro, seja o público, seja o paciente ou o aluno, é a chave do sucesso. Sob a direção de seu irmão Pedro Garrafa, ela apresenta o  monólogo cômico Fale Mais sobre Isso, também de sua autoria, em que une um pouco de cada talento. Flávia interpreta uma terapeuta um pouco perdida em inquietações pessoais, tarefas familiares e futilidades. Por seu consultório, quatro pacientes (todos representados pela própria atriz) dividem questionamentos e alguns motivos para o público dar boas risadas. Comediante de mão-cheia, Flávia manda bem, mas deve se soltar mais, assim que estiver relaxada no seu palco e também no divã. Estreou em 14/3/2015. Até 27/9/2015.
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  • Em 2014, o cantor e compositor Chico Buarque virou setentão. Sua veia de dramaturgo foi homenageada no Rio de Janeiro com essa nova versão do musical de 1978 que, agora, chega aos palcos paulistanos. Inspirado em A Ópera do Mendigo (1728), de John Gay, e A Ópera dos Três Vinténs (1928), de Bertolt Brecht e Kurt Weill, o texto de Chico ganhou inusitada adaptação e direção de João Falcão. O elenco, basicamente masculino, causa estranhamento e exige um desprendimento maior do público em relação aos personagens femininos, originalmente carregados de sensualidade. Ambientada na Lapa carioca dos anos 40, a peça traz a história do contrabandista Max Overseas (vivido por Moyseis Marques). Ele se casa com a jovem Teresinha (interpretada pelo ator Fábio Enriquez) e provoca a ira do sogro, o cafetão Duran (Ricca Barros). A ótima direção musical e os arranjos de Beto Lemos para canções como Folhetim, Teresinha e Geni e o Zepelim, junto com o talento dos intérpretes, valorizam o conjunto. Com Guilherme Borges, Adren Alves, Alfredo Del Penho, Eduardo Landim, Renato Luciano e Larissa Luz, a única mulher no grupo, entre outros, além de seis músicos. Estreou em 13/3/2015. Até 3/5/2015.
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  • O também diretor Carlos Canhameiro e os integrantes da Cia de Teatro Acidental criaram o drama inspirado na peça O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues. Sentados a uma mesa, os atores Artur Kon, Cauê Gouveia, Chico Lima, Eduardo Bordinhon, Mariana Dias, Mariana Otero, Mariana Zink e Tati Mayumi representam situações que envolvem ódio e repressão. De 13/3/2015. Até 16/5/2015.
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  • Lançado na Broadway em 1966, o musical tem canções de Harvey Schmidt e letras de Tom Jones, também autor do texto. Diogo Vilela e Sylvia Massari interpretam o casal Michael e Agnes ao longo de cinquenta anos de vida em comum, com as alegrias e frustrações do amor. A montagem dirigida por Cláudio Figueira tem versão brasileira de Flavio Marinho. As letras traduzidas resultam pouco sonoras. Então resta ao público se divertir com a sintonia entre Vilela e Sylvia, o melhor do programa. Os pianistas Priscilla Azevedo e Marcelo Farias executam a trilha ao vivo. Estreou em 13/3/2015. Até 31/5/2015.
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  • Elas deixaram de ser as gatinhas que esnobavam a rapaziada, tampouco se esbaldam na balada como se não houvesse amanhã. Escrita e dirigida por Elzemann Neves, a comédia Quando Eu Era Bonita traz as atrizes Ester Laccava e Lulu Pavarin na pele de duas mulheres à deriva na festa de fim de ano da firma. Embalada por taças de champanhe, a dupla conversa, ri e chora, sempre relembrando os tempos em que tinham na mão o trunfo da beleza. Entrosadas, as atrizes surgem guiadas por várias ambições e as tiram de letra com desenvoltura. Provocam gargalhadas, apelam para a tragédia e ainda estimulam o público a uma interessante reflexão sobre a condição feminina nos dias atuais. Estreou em 13/3/2015. Até 12/7/2015.
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  • Marcelo Serrado entra na onda do stand-up comedy. No palco, ele ironiza a obsessão do homem pela internet e o vício em tecnologia. A cada semana, o ator divide o palco com um convidado diferente. O humorista Gigante Leo é o primeiro deles. Estreou em 6/9/2014. Dias 20 e 27/6/2015.
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  • O vai e vem do tempo inspira o dramaturgo e diretor João Falcão há pelo menos quinze anos. A Dona da História (1998), Uma Noite na Lua (1999), A Máquina (2000) e Cambaio (2001) são exemplos da sua habilidade ao transformar questões relativas ao passado, presente e futuro em teatro. Ao revisitar a trajetória do compositor Luiz Gonzaga (1912-1989), Falcão joga com a fantasia em um musical que desafia o espectador. É fundamental um pouco de atenção para separar a liberdade ficcional dos fatos biográficos nas duas tramas entrecruzadas e também para identificar o protagonista. Subvertendo o óbvio, os atores Adrén Alves, Alfredo Del Penho, Eduardo Rios, Fabio Enriquez, Marcelo Mimoso, Paulo de Melo, Renato Luciano, Ricca Barros e Larissa Luz se revezam na pele do sanfoneiro. A encenação foge da cronologia ao colocar em cena uma trupe que produz um espetáculo sobre a chamada “lenda do Rei Luiz”. Enquanto os ensaios se desenvolvem, a plateia conhece os personagens que passaram pela vida de Gonzagão e ouve releituras de grandes sucessos como Qui Nem Jiló, Asa Branca, O Xote das Meninas, A Vida do Viajante e Assum Preto. Sob a direção musical de Alexandre Elias, os atores se saem bem ao soltarem a voz, mas o grande destaque fica com Larissa Luz, estreante no gênero e com uma surpreendente extensão vocal. Estreou em 25/10/2013. Até 5/4/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO