Cinema

"As Aventuras de Sammy" é um programa legal para fechar as férias

Animação belga foge à regra e revela-se uma produção eficiente em 3D, com muito bom uso das técnicas de ilusão ótica

Por: Miguel Barbieri Jr.

As Aventuras de Sammy - 2202
A tartaruga em momento de descanso: ao som de Jack Johnson (Foto: Divulgação)

Desde que “Avatar” estreou, em dezembro de 2009, Hollywood se viu tomada por uma revolução em 3D, sobretudo pelos 2,7 bilhões de dólares arrecadados pelo filme de James Cameron, a maior bilheteria da história. A partir daí, parece ter virado lei. Para fazer dinheiro e barulho, uma fita comercial precisaria ter cópias em três dimensões. Na pressa, foram aparecendo mediocridades como “Fúria de Titãs”, “Jackass” e “O Último Mestre do Ar”. Faltou brilho também para “Batalha por T.E.R.A”.,“Shrek para Sempre” e outras animações. Ainda bem que As Aventuras de Sammy foge à regra e revela-se uma produção eficiente em 3D, com muito bom uso das técnicas de ilusão ótica.

Na trama espertinha, a tartaruga Sammy nasce numa praia da Califórnia em 1959 e, já em seu primeiro mergulho, se encanta pela meiga colega Shelly. Eles se separam no Oceano Pacífico e Sammy acaba fazendo amizade com o boa-praça Ray. Os dois amigos se aventuram pelos mares do planeta — Sammy, é claro, querendo reencontrar a amada.

Diretor do também gracioso desenho “Os Mosconautas no Mundo da Lua” (2008), o belga Ben Stassen retoma ideias anteriores. Uma delas foi ambientar sua ágil historinha em décadas passadas e dar-lhe um ar nostálgico — a sátira aos hippies faz aqui a diferença. Embalada por uma saborosa trilha sonora pop, com The Mamas & the Papas, Jack Johnson e Michael Jackson, a fita cativa adultos por mostrar as reviravoltas da vida como ela é. Algo, porém, tem preço maior: observar as crianças erguendo as mãos na tentativa de pegar peixes e gaivotas que veem saltar da tela.

AVALIAÇÃO ✪✪✪

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO