Olimpíada

Artista cria réplica e desfila com tocha caseira pela Zona Leste

Zé da Lua foi seguido por dezenas de curiosos em seu trajeto por São Miguel Paulista

Por: Sérgio Quintella - Atualizado em

Zé da Lua
Zé da Lua durante a passagem da tocha "cover" por São Miguel Paulista (Foto: Arquivo pessoal)

Sem conseguir levar a tocha olímpica para seu bairro, o cantor, ator, compositor e jornalista Wagner Ufracker da Silva, o Zé da Lua, de 40 anos, não pensou duas vezes. "Se a tocha não vai a São Miguel, São Miguel não vai ficar sem a tocha", diz o artista, que pediu ajuda a um amigo para confeccionar uma réplica do objeto que será responsável por acender a pira olímpica no Rio de Janeiro, no dia 6 de agosto. "Usamos cano PVC e uma lamparina. Ficou perfeita".

O trajeto, realizado no sábado (23), percorreu cerca de 3 quilômetros, contou com a presença de 100 pessoas, entre indígenas e ativistas, e fez a festa de quem passava pelas ruas do bairro. "Foi o maior sucesso. Todo mundo parava para ver a tocha passar", afirma Zé da Lua, para quem o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) deveria ter levado o evento, realizado neste domingo, na capital, para São Miguel. "Nosso bairro é histórico e tradicional".

Se uma missão foi cumprida, mesmo que de forma simbólica, a outra é mais difícil. Zé da Lua compôs a música Olimpíadas 2016, cujos versos pedem que o Brasil deixe de ser "freguês". "Vai virar o hit dos jogos. Anota aí".

"Olimpíadas 2016, brasileiro

está na hora de deixar de ser

fregues (refrão).

Insista, persista, nunca desista,

faça acontecer, a hora é agora,

ganha eu, ganha você. Acendeu

a tocha, rodou o mundo inteiro,

agora vai chegar lá no Rio de Janeiro".

Escute a música completa aqui.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO