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Arquivado processo contra policial que matou camelô

Vídeo que circula na internet mostra o momento em que o PM atira; caso aconteceu na Lapa em 2014

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Policial militar preso
Caso aconteceu durante uma operação da PM contra a venda de produtos ilegais (Foto: Edison Temoteo/Futura Press/Folhapress)

Foi arquivado o processo movido contra o policial militar Henrique Dias Bueno de Araújo, que matou o camelô Carlos Augusto Muniz Braga em setembro do ano passado com um tiro na cabeça. A decisão da juíza Eliana Cassales Tosi de Mello, da 5ª Vara do Júri, aconteceu no último dia 27.

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A confusão aconteceu durante uma operação da Polícia Militar que combatia a venda de produtos ilegais na Lapa. O disparo aconteceu quando Braga, de 30 anos, tentou segurar o spray de pimenta que o soltado tinha na mão. O momento registrado em vídeo tem imagens fortes:

O caso

As imagens mostravam outro ambulante sendo abordado por três policiais. O camelô é rapidamente dominado e imobilizado por dois PMs. O terceiro, autor do tiro, fica em pé e saca a arma e o spray de pimenta.

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Um grupo de camelôs, entre eles Braga, começa a pedir que a PM solte o ambulante dominado, alegando que "ele é trabalhador". Braga é o que mais argumenta. O policial em pé fica mais de dois minutos com a arma em punho.

Durante o bate-boca, Braga tenta retirar da mão do PM o spray de pimenta e é baleado no rosto pelo policial que estava em pé, conforme mostra o vídeo. Braga foi levado ao Hospital das Clínicas, em Cerqueira César, Zona Oeste de São Paulo, mas não resistiu aos ferimentos.

Outra morte

Braga responde ainda a processo por outro homicídio cometido seis meses antes do assassinato do ambulante, também durante abordagem policial. Na ocasião, Araújo disparou seis vezes contra um homem que teria reagido à ordem de parada feita pelo soldado e seu companheiro de trabalho.

O inquérito policial militar concluiu que não houve conduta irregular do policial na morte do homem, já que o soldado teria agido em legítima defesa. O caso é analisado na Justiça comum (Estadão Conteúdo).

Fonte: VEJA SÃO PAULO