Televisão

Apresentadores mirins voltam ao comando do "Bom Dia e Cia" no SBT

Crianças estavam proibidas pela Justiça de trabalhar no programa do SBT; Silvia Abravanel continuará na atração 

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Anna Julia e Mateus Ueta
Os apresentadores Ana Julia e Mateus Ueta: de volta ao programa (Foto: Divulgação)

Após dez dias afastados por decisão judicial, os apresentadores Matheus Ueta, de 11 anos, e Ana Júlia, 9 anos, foram liberados pela Justiça e vão reassumir o comando do matinal infantil Bom Dia & Cia. A informação foi confirmada pelo SBT nesta sexta (24).

Bordão de Silvia Abravanel no Bom Dia & Cia vira piada na internet

A dupla volta para a TV na segunda (27). O programa contará com uma novidade: Ueta e Ana  participarão da atração ao lado de Silvia Abravanel. Filha de Silvio Santos, a produtora comandou a atração na ausência das crianças. No primeiro dia, ela conquistou resultados expressivos, igualando em pontos na audiência com Ana Maria Braga e superando Fátima Bernardes.

Em nota, o SBT informou que o juiz auxiliar da Infância e Juventude do Tribunal Regional do Trabalho, Flavio Bretas Soares, concedeu um alvará permitindo a participação dos menores.

Silvia Abravanel
A diretora Silvia Abravanel: filha de Silvio Santos continuará na atração (Foto: Reprodução)

Caso

No dia 14 de julho, a Justiça de São Paulo proibiu Ueta e Ana de apresentarem o Bom Dia & Cia. Há meses, tramitava no Juízo Auxiliar da Infância e Juventude um pedido de renovação do alvará de autorização de trabalho para as duas crianças. No despacho, a autoridade pediu a readequação de horário do programa, alegando que a atividade poderia prejudicar a vida escolar das crianças.

Para acabar com a proibição, os advogados do SBT reuniram documentos para comprovar que o Bom Dia & Cia começa ao vivo, mas Ueta e Ana gravam a parte final e saem da emissora por volta das 11h. Com isso, eles almoçam em casa e, em seguida, vão para a escola por volta das 13h.

“Foi um exagero das autoridades”, disse Julio Cesar Souza, pai e empresário de Ana. Na época, ele afirmou que a menina trabalhava duas horas por dia e recebia o apoio da emissora, com carro para fazer o transporte e alimentação.

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Em suas redes sociais, Ana protestou com a hashtag “luta contra a censura ao trabalho artístico infantil”. Para demonstrar que é uma aluna dedicada, ela exibiu o boletim do 3º ano do ensino fundamental, onde a nota mais baixa é 9 em inglês e matemática.

Fonte: VEJA SÃO PAULO