EDUCAÇÃO

Funcionários da USP decidem encerrar greve

Após mais de dois meses de paralisação, servidores concordaram em retomar as atividades a partir desta terça (19)

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

USP
Servidores do Hospital Universitário (Foto: Helio Torchi/Sigma Press)

Depois de uma paralisação de mais de 70 dias, os funcionários da USP decidiram encerrar a greve e retomar as atividades na universidade. Em assembleia realizada nesta segunda (18), ficou deliberado pelo Sintusp(Sindicato dos Trabalhadores da USP) que os todos os grevistas devem voltar ao trabalho a partir de amanhã.

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O sindicato reivindica um aumento salarial de 12,34%, dos quais 9,34% são referentes a um ano da perda inflacionária e 3% equivalentes a correções anteriores. De acordo com Magno de Carvalho, diretor do Sintusp, o julgamento do dissídio geral ocorrerá em um 20 ou 30 dias, no Tribunal Regional do Trabalho. "Esperamos que a Justiça conceda pelo menos a correção da inflação, que ficou acima de 10%, e a devolução dos salários cortados, e em agosto vamos reorganizar a luta", disse Carvalho", diz.

Além do reajuste salarial, a principal reivindicação dos grevistas contras as medidas tomadas pela direção da universidade, que vive grave crise financeira. Segundo Carvalho, a decisão de encerrar a greve foi motivada pelo corte dos salários, pois alguns servidores não estariam sendo pagos no período de paralisação. "A greve acabou ficando isolada só com os funcionários. Os professores saíram da greve em junho, estudantes acabaram desaparecendo com as férias e nós continuamos sozinhos até agora."

Universidade em crise

Com as contas no vermelho, a USP tem recorrido ao seu fundo de reserva. A previsão para 2016 é sacar 625 milhões de reais dessa “poupança”, além dos 243 milhões que esse montante rendeu como juro anual. O fundo era de 3,5 bilhões de reais em 2010. Está agora na casa de 1,4 bilhão e deve fechar o ano em 794 milhões. Nesse ritmo, não duraria até 2018.

Na última terça (12), o Conselho Universitário anunciou dois programas com o objetivo de reduzir a folha de pagamento dos funcionários não docentes. O primeiro possibilita a redução de jornada de quarenta para trinta horas semanais, com diminuição proporcional de vencimentos (quem aderir receberá bônus no valor de um terço do salário por semestre).

(com informações de Estadão Conteúdo)

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO