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Após discussão de trânsito, Guarda Civil atira em três pessoas

Uma vaga de estacionamento no centro de São Caetano teria sido o motivo da discussão entre o GCM e um taxista

Por: VEJA SÃO PAULO

taxista
A bala acertou de raspão a orelha esquerda do taxista, atingindo também outras duas pessoas (Foto: Reprodução)

O guarda civil municipal Celso César dos Santos, de 43 anos, foi preso em flagrante após atirar e ferir três pessoas no centro de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O caso aconteceu na quinta-feira (26). Além do inquérito policial, o ele responderá a processo administrativo na Corregedoria da Guarda Civil e poderá ser exonerado da corporação.

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Uma vaga de estacionamento na Rua Manoel Coelho, no centro de São Caetano, teria sido o motivo da discussão que Santos travou com um taxista de 41 anos. O bate-boca começou por volta das 17h30. Durante a confusão, o GCM efetuou um disparo que acertou de raspão a orelha esquerda da vítima. Segundo a Polícia Civil, a bala ricocheteou e também atingiu um homem de 40 anos no ombro e uma mulher, de 48, na perna. O casal estava em uma lanchonete.

Aos policiais militares chamados para atender a ocorrência Santos afirmou que o disparo foi acidental e que teria sido provocado pelo próprio taxista ao tentar retirar a arma presa na sua cintura. A mesma versão teria sido contada pela cunhada do guarda, que o acompanhava no momento da discussão.

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O casal que também foi atingido, no entanto, disse aos policiais que o GCM estava exaltado e teria apontado a arma contra o taxista antes de atirar. As vítimas foram levadas para o Hospital de Emergências Albert Sabin com ferimentos leves e liberadas ainda durante a noite.

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Membro da GCM há 21 anos, Santos foi indiciado por disparo de arma de fogo e lesão corporal e encaminhado para a cadeia pública da cidade. De acordo com a Guarda Civil de São Caetano, mesmo que ele venha a ser libertado, permanecerá afastado das suas funções até a conclusão do processo administrativo. Ainda segundo a corporação, o guarda não estava no exercício de suas funções no momento da ocorrência e a arma usada é de propriedade do próprio GCM (Estadão Conteúdo).

Fonte: VEJA SÃO PAULO