Tecnologia

Apps: dá para resolver a vida só com eles?

Depois dos aplicativos para pedir táxi, uma série de outros serviços está agora disponível na ponta dos dedos. Nossa repórter cumpriu o desafio de passar três dias em casa tentando resolver todos os seus problemas. Deu (quase) tudo certo

Por: Tatiana Izquierdo - Atualizado em

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Parece distante o tempo em que, para solicitar um táxi sem pôr o pé na rua, era preciso rezar para que o motorista atendesse o telefone no ponto mais próximo. Pois a lógica de transformar o celular em uma espécie de gênio da lâmpada, para levar à sua porta qualquer bem ou trabalho do mundo real, está começando a modificar outros serviços. Nos últimos meses, foram produzidos nas startups paulistanas apps como Rapiddo e VaiMoto, redes de motoboys independentes que transportam tudo (exceto dinheiro e medicamentos controlados) pela capital. A tendência tem nome no meio de tecnologia: é o chamado “on-line para off-line”, ou “O2O”.

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Empreendedores da área partem de duas premissas. A primeira é óbvia: a comodidade do freguês. “Com uma central multimídia nas mãos, o primeiro impulso é resolver tudo por ali”, diz David de Oliveira Lemes, professor de computação da PUC-SP. A segunda: para o profissional, o “O2O” pode significar uma nova forma de ganha-pão.“Muitas pessoas estão insatisfeitas com seu horário nas empresas e preferem atender o cliente de maneira direta. Nosso desafio hoje é mostrar a elas essas novas possibilidades, como fizemos com os taxistas”,avalia Tallis Gomes, criador da Easy Taxi. Ele agora administra, em um sobrado em Pinheiros, o Singu. O programa agrega cabeleireiros, massagistas, depiladoras e outros profissionais de beleza e bem-estar. A bandeira foi uma das testadas pela reportagem de VEJA SÃO PAULO entre quarta-feira (8) e sexta-feira (10). Nossa repórter passou 72 horas em casa tentando solucionar problemas rotineiros usando apenas o smartphone. Salvo alguns imprevistos, a conclusão é que, sim, se tornou possível poupar tempo e deslocamentos.

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Moderno, não? Então aguarde o que está em curso nas startups da cidade. “Minha proposta é resolver qualquer necessidade do cliente”, desafia Alex Barbirato, da Incube, que prepara o lançamento do Pede aí, um serviço no qual o usuário informa o que quer por mensagem (um pote de sorvetede maracujá? Um livro? Um par de sapatos 45?), a central estipula o preço para atender ao desejo e faz a entrega quanto antes. Tudo ao toque dos dedos e, graças a esses geniozinhos da informática, tão fácil quanto esfregar a lâmpada mágica. Veja os testes:

SUPERMERCADO

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Compras do mês pelo celular (Foto: Rodrigo Dionísio)

Disponível para download na plataforma Android e iPhone. Aceita pagamento via cartão de crédito.

Grandes redes de supermercados, como Pão de Açúcar, Extra e Sonda, têm serviços de venda on-line, mas não via aplicativo. O Mercode não é ligado a nenhum deles. Você escolhe entre as lojas participantes e faz a sua compra. A entrega acontece no mesmo dia.

Facilidade de acesso (bom): A operação é rápida e intuitiva. Por geolocalização, é possível escolher entre mercados próximos a você, e os itens, divididos por categoria, têm foto. Fica fácil montar o pedido.

Valor (regular): Além de você ter de pagar o frete, variável conforme a região, alguns itens podem ser mais caros que no endereço no qual foram adquiridos.

Prazo de entrega (bom): As compras feitas até o meio-dia chegam antes das 22 horas. Após esse horário, só no dia seguinte.

Qualidade (regular): Só existem dez lojas cadastradas e não havia alguns produtos, como copos de vidro. Fora isso, a caixa chegou no prazo estipulado e tudo veio embalado com cuidado. Os alimentos perecíveis estavam separados e os ovos, embalados com plástico-bolha. Os produtos de limpeza ficaram isolados dos demais. Fato grave: o mercado Compraki não enviou a nota fiscal, apenas um pedido impresso.

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PERSONAL TRAINER

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Personal trainer a um clique do celular (Foto: Rodrigo Dionísio)

Disponível para download na plataforma Android e iPhone. Aceita pagamento via cartão de crédito.

Musculação, pilates ou ioga são algumas opções disponíveis no Singu, lançado em junho. O teste foi feito com a versão para celular do site, idêntica ao app, que ficou pronto nos últimos dias. Nessa reta inicial, o prazo decepciona: dois dias. Até o fim do ano, a meta é reduzi-lo para três horas.

Facilidade de acesso (muito bom): Se não quiser fazer cadastro, é só se conectar pelo Facebook. Os profissionais aparecem em uma lista, com foto e horários possíveis.

Valor (bom): Cada personal tem seus preços, em geral compatíveis com os do mercado paulistano.

Prazo de atendimento (regular): Por enquanto, só é possível agendar com dois dias de antecedência.

Qualidade (bom): O primeiro nome escolhido não aceitou o serviço, e o SAC do Singu entrou em contato (por telefone) e indicou outro cadastrado, que compareceu no dia e hora estipulados anteriormente. O profissional era atencioso, dedicou-se a entender o perfil do aluno e tinha registro no Cref. Estava uniformizado.

MANICURE

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App Singu: serviço de manicure por app (Foto: Rodrigo Dionísio)

Estará disponível para download na plataforma Android e iPhone. Aceita pagamento via cartão de crédito.

Muitos apps oferecem hoje agendamento em múltiplos salões da cidade. A vantagem do Singu é que a profissional vai até a casa do cliente. Dá para contar com manicure, depilação e até designer de sobrancelhas. Para os pés, o serviço de podologia também pode ser realizado no conforto do seu sofá.

Facilidade de acesso (muito bom): Por cadastro simples ou via Facebook. As manicures aparecem com fotos, descrição de experiência, cursos e habilidades.

Valor (bom): Cada uma faz seu preço. Na média, 40 reais por pés e mãos.

Prazo de atendimento (regular): Disponível para dois dias posteriores ao pedido. Funciona nos fins de semana e feriados.

Qualidade (bom): A profissional chegou na hora marcada, levou todo o material e realizou bem o serviço em menos de duas horas.

COMIDA DE CACHORRO

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O vira-lata Logan: confusão na entrega quase o deixou sem comida (Foto: Rodrigo Dionísio)

Disponível para download na plataforma Android e iPhone. Aceita pagamento via cartão de crédito, boleto ou débito em conta.

Ponto alto: a PetLove oferece mais de 10 000 itens, para bichos diversos. Falha grave: a confusão na entrega (veja abaixo), que teria deixado meu vira-lata Logan sem comida.

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Logan: “Cachorrada! Cadê o meu almoço?” (Foto: Rodrigo Dionísio)

Facilidade de acesso (bom): É possível cadastrar-se ou acessar pelo Facebook. Os produtos têm fotos, descrição completa e preço separado por volume e quantidade.

Valor (regular): Itens compatíveis com a média das pet shops, mas, na opção de entrega expressa (um dia útil), o frete, variável conforme as aquisições, chega a triplicar.

Prazo de entrega (péssimo): De um a três dias úteis. Na quarta (8), escolhi a opção expressa (um dia). Passaram-se o feriado de quinta-feira, a sexta, o fim de semana... E o pacote só chegou na segunda (13). Explicação da PetLove: a modalidade de urgência só funciona se o pedido é feito até as 15h. Mas isso não está dito no app. Pobre Logan.

Qualidade (bom): Tudo chegou bem embalado, em caixa de papelão.

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LAVAGEM COM ENCERAMENTO DE CARRO

Disponível para download na plataforma Android e iPhone. Aceita pagamento via cartão de crédito.

O delivery funciona para a realização dos serviços de estética em seu automóvel, onde você estiver, utilizando a lavagem ecológica, com 350 ml de água.

Facilidade de acesso (bom): A parte chata é criar um cadastro com dados do carro e do dono. Não há opções de login por redes sociais. Mas é fácil escolher o serviço.

Valor (regular): Os 49 reais só para lavar são mais pesados que o preço cobrado por um lava-rápido de rua. Incluindo enceramento, o custo vai a 109 reais.

Prazo de atendimento (bom): Havia lavadores disponíveis para o dia seguinte.

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Lavador da Easy Carros: duas horas para deixar o veículo brilhando (Foto: Rodrigo Dionísio)

Qualidade (bom): O veículo ficou bem limpo, aspirado e encerado. Tudo feito em duas horas.

FLORES

Disponível para download na plataforma Android e iPhone. Aceita pagamento via cartão de crédito, boleto bancário e débito em conta.

Disponível para download na plataforma Android e iPhone. Aceita pagamento via cartão de crédito, boleto bancário e débito em conta.

Olha a briga de casal pintando na área: nenhuma das empresas trouxe flores tão bonitas quanto as vistas nas fotos.

Facilidade de acesso (bom): No app da Giuliana Flores, é preciso fazer um cadastro básico. Já pelo app da Flores Online, a função de preencher a validade do cartão de crédito estava com problema, e o SAC entrou em contato para a realização do pagamento.

Valor (regular): Os preços bem salgados (99,80 reais por oito cravos na Giuliana Flores e 90,50 reais por oito rosas na Flores Online, ambos já com frete) tornam-se múltiplos de 100 reais com a inserção de simples presentinhos, como bombons e ursinhos.

Prazo de entrega (bom): Pedidos feitos à noite chegaram na manhã seguinte.

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Cravo com fungos na Giuliana Flores (Foto: Divulgação)

Qualidade (ruim): Os cravos vieram com fungos. As rosas, murchas e machucadas. A empresa afirma ser da natureza da flor, por vezes, apresentar algum tipo de alteração. "Como os arranjos são cultivados e montados, na maioria das vezes, com as flores em botão ou recém abertas, não existe uma forma de detectar essas alterações sem danificá-las permanentemente", afirma em nota.

FAXINA

Disponível para download na plataforma Android e iPhone. Aceita pagamento via cartão de crédito.

Esqueceu daquela festa e a casa precisade um trato? Pedir a faxina por aplicativo mostrou-se uma opção bem razoável.

Facilidade de acesso (bom): O cadastro é simples, assim como o pagamento por cartão de crédito.

Valor (bom): O pacote mínimo, de três horas e meia (imóveis pequenos), sai por 87,15 reais.

Prazo de atendimento (bom): Disponível para o dia seguinte, a faxineira chegou na hora marcada.

Qualidade (regular): Durante as cinco horas e meia de trabalho, os móveis pesados não foram arrastados e a jovem não sabia usar aspirador de pó. O banheiro e a cozinha ficaram bem limpos. Falha: o app não informa, porém é preciso ter todos os produtos de limpeza em casa. Isso só está dito no site e no e-mail de confirmação, mas solteirões desatentos podem ficar na mão.

RESTAURANTES

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iFood, Hellofood, Restaurante Web e PedidosJá: quando bate a fome (Foto: Divulgação)

(Disponível para download na plataforma Android, iPhone e Windows Phone. Todos os apps para pedido de comida aceitam pagamento através do próprio aplicativo ou diretamente para o entregador do restaurante escolhido)

Só em São Paulo, mais de 2 500 restaurantes estão cadastrados nos vários apps. A disputa para escolher o melhor é frustrante: todos são parecidos, da navegação à execução.

Facilidade de acesso (muito bom para todos): Todos os apps permitem conexão por cadastro simples ou Facebook. Restaurantes são indicados através da geolocalização e há foto de cada prato. O pagamento pode ser feito pelo app ou diretamente com os entregadores.

Valor (bom para todos): Para todos os restaurantes, o preço costuma ser o mesmo que o praticado nas lojas físicas. O valor do frete varia conforme o restaurante.

Prazo de entrega (bom para todos): Todos os pedidos tiveram o tempo estimado cumprido. Nenhuma entrega ultrapassou sessenta minutos.

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O lanche da Twelve Burguer: a expectativa e a realidade não é tão legal assim (Foto: Reprodução/Instagram/Tatiana Izquierdo)

Qualidade (de responsabilidade dos restaurantes): A feijoada do Bolinha (iFood), os petiscos e a cerveja do Santa Entrega (Restaurante Web) e a massa do Italianni’s (PedidosJá) vieram na temperatura correta e bem embalados. Pior se saiu o sanduíche do Twelve Burger (Hellofood): lanche desmoronando, cebola empanada murcha e a salada queimada.

MOTOBOY

Disponível para download na plataforma Android e iPhone. Aceita pagamento via cartão de crédito.

A principal diferença entre os concorrentes Rapiddo e VaiMoto: o pagamento do primeiro é feito via app e o do segundo, em dinheiro, diretamente para o entregador.

Facilidade de acesso (bom): Ambos tem acesso simples mas o cadastro no VaiMoto é ligeiramente mais simples.

Valor (regular para a Rapiddo e bom para a VaiMoto): Na Rapiddo, o preço é calculado de acordo com a distância. Enviar uma caixa com um bolo da Água Branca a Pinheiros custou 28,29 reais. Já pela VaiMoto, cada motoboy cobra um preço: havia opções de 20 a 45 reais para o mesmo trajeto.

Prazo de atendimento (bom): Para ambos, do pedido à entrega, houve empate. Foram cerca de noventa minutos.

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Teste do motoboy: o bolo chegou bem cuidado (Foto: Rodrigo Dionísio)

Qualidade: O bolo, com cobertura farta de brigadeiro, chegou intacto nos dois casos.

FARMÁCIA

Disponível para download na plataforma Android e iPhone. Aceita pagamento via cartão de crédito.

O delivery de remédios é feito por muitas farmácias, mas a Drogaria Onofre saiu na frente com um aplicativo. Ele pode quebrar um bom galho para receber cosméticos e medicamentos que não necessitem de prescrição.

Facilidade de acesso (regular): É preciso dar uma série de informações para fazer o cadastro no app. Os itens são exibidos em listas e podem ser pesquisados na busca, mas ela não funciona 100% das vezes.

Valor (muito bom): O preço é praticamente o mesmo da loja física, e há promoções exclusivas para usuários do programa.

Prazo de entrega (bom): As quatro horas prometidas foram cumpridas com folga superior a uma hora.

Qualidade (bom): O pedido de cinco itens veio correto e bem embalado.

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    Rua Doutor Melo Alves, 205, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3086 4774

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    Colorido, o restaurante do mexicano Hugo Delgado lembra uma residência. Enquanto beberica uma margarita (R$ 23,00), passe os olhos pelo cardápio, que inclui sugestões de México, Tailândia, Itália e Brasil. Pedida da terra natal do proprietário, as puntas de flete al chipotle (R$ 65,00) são tiras de filé-mignon em molho picante de tomate e pimenta chipotle com arroz, pasta de feijão-preto e tortilhas de milho.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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    Rua João Moura, 871, Pinheiros

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    Além de jurado no reality show culinário MasterChef Brasil, o chef Henrique Fogaça tem participação em uma série de estabelecimentos. É o caso deste pequeno bar, embalado por trilha sonora roqueira sempre em volume agradável. Nas geladeiras, há cervejas como a clássica red ale London Pride (R$ 33,00, 500 mililitros). A seleção de petiscos inclui a apetitosa costela suína marinada na cachaça com mel e lambuzada por molho de pimenta e maracujá (R$ 42,00). No almoço, há opções como o pargo ao molho de limão (R$ 36,00). O menu completo, com entrada e sobremesa, custa R$ 43,00.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Docerias

    Cheesecakeria - Shopping Eldorado

    Avenida Rebouças, 3970, Pinheiros

    Tel: (11) 2197 6336

    VejaSP
    Sem avaliação

    A concessão ao paladar mais ávido por açúcar dos brasileiros se faz presente nas catorze versões de cheesecake, especialidade desta casa com matriz em Moema e que ganhou um quiosque no Shopping Eldorado no primeiro semestre de 2015. A receita da sócia Fernanda Zekcer leva leite condensado além do cream cheese e, por isso, o queijo cremoso quase não aparece diante de tanta doçura. A guloseima é servida em fatias (R$ 15,00), que recebem a cobertura na hora, ou em tamanho míni (R$ 6,00), já prontas e expostas na vitrine. Ao lado da versão clássica, com calda de frutas vermelhas, aparecem cheesecakes inusitadas, de paçoca, Ovomaltine e caramelo com flor de sal, por exemplo. Receitas mais apelativas, como as que são finalizadas com bolacha Negresco, bombom Sonho de Valsa e Nutella, fazem sucesso. Para acompanhar, vá de expresso (R$ 5,00) ou uma xícara de chá da marca Gourmet Tea (R$ 7,90).

    Preços checados em 14 de setembro de 2016.

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  • Uma acertada combinação de teatro, circo, música e literatura de cordel faz da peça O Pavão Misterioso um ótimo programa para a garotada a partir de 5 anos. Trata-se de uma montagem do grupo Namakaca inspirada na obra de José de Camelo de Melo Resende. Tudo começa com a morte do patriarca de uma rica família. Um dos irmãos, João Batista (Du Circo) resolve sair para conhecer o mundo e, ao chegar à Grécia, se apaixona por Creuza (Montanha Carvalho), uma jovem superprotegida pelo pai que vive trancada em um quarto e faz uma única aparição pública por ano. Para conseguir chegar perto da moça, ele procura um inventor meio maluquinho, que encontra uma solução curiosa para ajudá-lo. Cheio de humor e referências para adultos e crianças, o texto diverte à medida que a animada história vai ganhando vida no palco com a contribuição do competente elenco, que se reveza em vários papéis. As melhores tiradas ficam com a personagem Creuza, a cômica donzela com pinta de baranga e voz estridente. Mas a plateia vai mesmo se encantar com a destreza de Cafi Otta, que se equilibra sobre um monociclo na hora em que o tal pavão misterioso aparece em cena. Estreou em 27/6/2015. Até 6/9/2015. Também em cartaz no Teatro Alfa sábado e domingo,16h: O Mágico de Ôvonók.
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  • É uma delícia circular pela colorida mostra Macanudismo, que reúne 650 quadrinhos, pinturas e ilustrações do argentino Ricardo Liniers. Desde 2002, ele publica no jornal La Nación tirinhas que tratam de situações cômicas do cotidiano, com pitadas de delírio que brotam da mente criativa do autor. Numa delas, uma mulher conta à amiga sobre as plásticas que fez, para em seguida revelar uma criatura asquerosa produzida com os restos de sua pele. Em outra, mais ingênua, dois pássaros observam balões no céu e se perguntam: “Como serão as aves que nascem desses ovos?”. Referências do cinema estão presentes em diversos trabalhos, do clássico filme russo O Encouraçado Potemkim a ícones pop — Liniers desenha, por exemplo, um engraçado Darth Vader cantando Britney Spears e soltando a franga. Pinguins de cartola, fantasmas e bichos narigudos integram o mundo inventivo (e irônico) do quadrinista, cujo estilo passa a falsa sensação de que estamos diante de seres inofensivos, mas deixa sempre uma piada suspensa no ar. Destaca-se no conjunto organizado pela curadora Bebel Abreu a impagável entrevista ilustrada com Ricardo Darín, na qual Liniers aparece no papel de um coelho que brinca com o famoso ator argentino. Até 1º/9/2015.
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  • Pouco explorado no teatro, o suspense é um gênero difícil de conquistar o espectador. Afinal, é preciso acreditar naquilo que é visto como uma realidade para se surpreender e até sentir medo. Por isso, a ambientação do espetáculo Para Gelar a Alma no Cemitério da Consolação já garante um pouco dessa aura misteriosa e colabora para o resultado da experiência. Com direção e dramaturgia de Márcio Araújo, a peça é inspirada em contos do americano Edgar Allan Poe (1809-1849) aliada às histórias do imaginário popular trazidas pela equipe. O público é recebido na capela da necrópole como se chegasse a um ritual místico, pode tomar um café e é estimulado a pensar em uma pessoa a quem deseja o bem. Na trama, três benzedeiras padecem de uma maldição familiar e driblam a morte constantemente. São elas as primas Ligeia (representada por Abigail Tatit), Berenice (papel de Edi Fonseca) e Morella (a atriz por Zeza Mota), que, um dia, ouviram a profecia que jamais conheceriam a felicidade no amor. O trio alterna sentimentos como frustração, ressentimento, resignação e raiva para narrar a vida que leva e o que poderia ter feito para transformar o destino. Em meio ao oportuno cenário, as afiadas interpretações de Abigail, Edi e Zeza são o principal trunfo da montagem. Não fica difícil acreditar no conflito de cada uma delas, principalmente na amargura e vilania da personagem Ligeia. Estreou em 13/6/2015. Até 2/8/2015.
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    Christiane Tricerri é uma artista inquieta. Como integrante do Teatro do Ornitorrinco, ela levantou a bandeira da irreverência ao lado do diretor Cacá Rosset durante anos a fio. Logo, o monólogo tragicômico A Merda (La Merda), escrito pelo italiano Cristian Ceresoli, dialoga coerentemente com sua necessidade de expressão — ainda mais nos dias atuais. Quando o espectador entra na sala, Christiane já está no palco, sentada em um pedestal, completamente nua. A personagem é uma aspirante a atriz, longe dos padrões de beleza e de vida acidentada, que se mostra indignada com o sistema ao seu redor, em que talento e esforço não fazem tanta diferença. Para chamar atenção, ela decide falar o que pensa sem medir as consequências e, quem sabe, virar uma celebridade. A encenação é crua, sem qualquer efeito e muito direta. O que interessa é o discurso incessante da protagonista. Também diretora, Christiane foi fiel à concepção original e, por vezes, isso se torna empecilho para a fluidez da montagem. O excesso de referências italianas faz com que o público encontre dificuldade para embarcar na proposta. Logo, a peça é mais bem-sucedida no louvável caráter provocativo que em seu conjunto. Estreou em 9/7/2015. Até 19/6/2016.
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  • Bom mesmo é o teatro capaz de espelhar na ficção elementos da realidade sem maiores esforços. Escrito em 2001 pelo americano Ken Hanes, o drama dirigido por Marco Antônio Pâmio parece ter saltado dos recentes noticiários para promover um amplo debate de ideias. Chico Carvalho interpreta o jornalista Frank Johnston, acostumado a abordar temas frívolos em suas reportagens. Persuadido pelo namorado, o psicólogo Jonathan (papel de Rubens Caribé), ele disfarça-se de paciente a fim de denunciar um psicoterapeuta (representado por Henrique Schafer) que teria desenvolvido um método de reversão da homossexualidade. Não demora a perceber que em tudo há dois pesos e duas medidas e, muitas vezes, ele mesmo é vítima de manipulação em sua rotina pessoal. Se, à primeira vista, a sinopse sugere um prato cheio para despertar polêmicas ou levantar bandeiras, a montagem resulta em um painel abrangente sobre o comportamento humano. A falada “cura gay” é só uma entre tantas questões retratadas pelo bom trio de atores. Vigoroso, Carvalho transforma-se gradualmente, de acordo com as perturbações dos personagens. Caribé alterna carisma e dissimulação, enquanto Schafer defende com tal empenho o personagem mais difícil do texto que chega a convencer o público de suas motivações. Estreou em 7/3/2015. Até 13/3/2016.
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  • Apesar de ser neto de Silvio Santos, a fama só chegou para o ator Tiago Abravanel graças à sua competência ao interpretar o protagonista da peça Tim Maia — Vale Tudo, o Musical (2011). Três anos depois, ele resolveu apostar também na carreira de cantor e lançou em agosto passado o primeiro single, Eclético. Em seguida, jogou-se na estrada para uma série de shows. Agora o artista está de volta com uma proposta diferente das apresentações anteriores e estreia o espetáculo Baile do Abrava. Aqui a ideia é resgatar o clima das festas dos anos 70 valendo-se de suas experiências bem-sucedidas em casamentos e shows corporativos. Faixas como Mamãe Passou Açúcar em Mim, Não Quero Dinheiro, Evidências e a inédita que leva o nome da festa já estão garantidas, mesmo sem um repertório fechado: haverá momentos da apresentação em que o anfitrião permitirá ao público escolher as canções do roteiro. Acompanha o intérprete a banda formada por Leandro Vasques (baixo), Marcelo Rezende (guitarra), Cassio Coutinho (teclado), Adelmo Costa (bateria), Guga Machado (percussão), Denise Rodrigues (sax e flauta), Ricardo Rocha (trombone), Josias Franco (trompete) e Leticia Pedrosa e Suzana Santana (backing vocals). Uma equipe de bailarinos compõe a escalação. Boa notícia para os fãs de Abravanel: a promessa é que o espetáculo fique em cartaz uma vez por mês. Dia 26/7/2015.
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  • Certamente, Homem-Formiga não terá a mesma repercussão nem a gorda bilheteria de Vingadores — Era de Ultron, o outro trabalho da Marvel lançado em 2015. É um pena porque, além de uma história mais redonda, o filme do herói minúsculo não se faz à base de efeitos visuais, embora eles marquem boa presença. O roteiro segue a linha didática para lançar um novo personagem nos cinemas. Na trama, Scott Lang (Paul Rudd) sai da cadeia, onde ficou três anos cumprindo pena por assalto. Auxiliado pelo parceiro Luis (Michael Peña em surpreendente atuação) e dois comparsas, Lang invade a casa de um ricaço e, dentro de um cofre, encontra uma fantasia retrô. A surpresa vem a seguir: ao vestir o uniforme, ele fica do tamanho de um inseto. O próprio dono da mansão traz a explicação para o fato. Hank Pym (Michael Douglas) inventou, décadas atrás, uma fórmula de encolhimento, que agora está sendo testada, para fins não muito nobres, por seu pupilo (papel de Corey Stoll). Pym propõe ao ladrão para assumir o posto do Homem-Formiga e, assim, combater o inimigo. Apesar da extensa carreira, Rudd, de 46 anos, fez muitas comédias de pouco sucesso (como Eu Te Amo, Cara e Bem-Vindo aos 40) e, agora, tem a grande (e merecida) chance de virar astro. Também se mostra acertada a escolha do diretor Peyton Reed. Especialista em humor (caso dos longas-metragens Sim Senhor e Separados pelo Casamento), o realizador aproveita um roteiro de citações (sobretudo ao universo Marvel) para descontrair a plateia. O efeito é tiro e queda. Estreou em 16/7/2015.
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  • François Ozon tem uma das filmografas mais instigantes do novo cinema francês em trabalhos como Sob a Areia, O Tempo que Resta, Ricky e Dentro da Casa. Soma-se à sua carreira Uma Nova Amiga, mais um ótimo longa-metragem disposto a fazer refletir sobre um tema atual, o cross-dressing. O drama começa com a morte de Laura (Isild Le Besco), amiga de Claire (Anaïs Demoustier) desde a infância. Ainda emocionalmente arrasada, ela se aproxima de David (Romain Duris), o viúvo que, sozinho, precisa cuidar de um bebê. O reencontro é regado a uma grande surpresa: dentro de casa, ele gosta de se vestir de mulher. A princípio, Claire acha tudo muito estranho, mas, aos poucos, entende a vontade do novo amigo e, casada com Gilles (Raphaël Personnaz), passa a questionar seu estreito modo de vida. Inspirado num conto da inglesa Ruth Rendell, que morreu em maio, aos 85 anos, o filme põe na roda um assunto tabu por meio de situações que flertam com a seriedade e o humor. O amplo painel dos desejos (secretos ou não) e das relações sexuais ganha ainda mais credibilidade pela excepcional atuação de seu protagonista, que foge da caricatura e manda muito bem no salto alto. Estreou em 16/7/2015.
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  • Comédia dramática

    Saiba quais são os melhores filmes em cartaz

    Atualizado em: 1.Dez.2016

    O crítico Miguel Barbieri Jr. selecionou as produções mais bem avaliadas
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  • A novela infantil, que foi ao ar pelo SBT entre maio de 2012 e julho de 2013, ganha seu primeiro longa-metragem. Deve fazer sucesso porque fã que é fã deve aprovar. Os personagens de Carrossel — O Filme são os mesmos, assim como os atores, mas a sala de aula foi trocada por um acampamento de férias. Para lá rumam a diretora Olívia (Noemi Gerbelli), a faxineira Graça (Márcia de Oliveira) e dezesseis alunos. O dono, Sr. Campos (Orival Pessini), e o assistente dele, Alan (Gabriel Calamari), o “colírio” das meninas, os recebem. Começa aí a aventura? Não! Pelo roteiro raquítico, cenas de pastelão são enxertadas numa história nada empolgante, cujos conflitos se resolvem de modo óbvio e rasteiro. Entre eles está o romance de David (Guilherme Seta) e Valéria (Maisa da Silva), ameaçado pela divisão do grupo para participar de gincanas. O maior problema, porém, leva o nome de Gonzáles (Paulo Miklos). Acompanhado de seu fiel escudeiro (Oscar Filho), esse sujeito asqueroso quer comprar o sítio e, sem sucesso, passa a sabotar a propriedade. O cinema nacional perde, outra vez, a oportunidade de entregar um produto criativo para crianças e pré-adolescentes. A fórmula deu certo na TV e segue aqui pelo mesmo caminho: o filme se vale de piadinhas manjadas, situações românticas extremamente ingênuas e, além de vilões estereotipados, as armadilhas para pegá-los lembram as peripécias de Macaulay Culkin em Esqueceram de Mim, uma fita com mais de duas décadas (!!). A trilha sonora e os números musicais garantem, ao menos, sopros de harmonia. Último alerta: Cirilo (papel de Jean Paulo Campos) e Maria Joaquina (Larissa Manoela), estrelas do folhetim da TV, têm aqui participação igual à dos outros colegas, fato que pode causar certa decepção nos pequenos. Estreou em 23/7/2015.
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  • Realizado em 2012, Woody Allen — Um Documentário chega tardiamente aos cinemas e já está disponível no Netflix. Trata-se de um estudo feito com esmero, ao longo de um ano e meio, sobre um dos mais importantes diretores da história. O roteiro repassa as seis décadas de carreira do nova- iorquino, trazendo entrevistas de astros como Scarlett Johansson, Penélope Cruz, Josh Brolin e John Cusack, além de emblemáticas cenas de seus grandes trabalhos, a exemplo de Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977), Hannah e Suas Irmãs (1986), Crimes e Pecados (1989) e Vicky Cristina Barcelona (2008). Também são lembradas as duas musas de sua filmografia, Diane Keaton e Mia Farrow. O maior interesse, contudo, recai sobre os raros depoimentos do próprio Allen, que confessa não ver importância em sua obra e preferir um jogo na TV a um set de filmagem. A improvisação durante o processo de gravação é igualmente abordada pelo elenco de seus fabulosos longas-metragens. Estreou em 16/7/2015.
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  • Os franceses Nicolas Klotz e Elisabeth Perceval são pais de dois filhos e formaram parceria em vários trabalhos para o cinema. Em cartaz até quarta (22/7), no CineSesc, a mostra O Cinema de Klotz e Perceval — A França dos Excluídos exibe sete curtas, dois médias e oito longas-metragens, repassando a carreira de Klotz desde os documentários dos músicos James Carter (1998) e Brad Mehldau (1999) até o novíssimo Momies et Mutants. Além de A Questão Humana, seu filme mais famoso, consta da programação o drama neorrealista Pária, de 2000, agendado para a segunda (20/7), às 18h30. Confira a programação:  Quinta, 16 de julho 14h30 - CeremonyBrazza (2014) 16h30 - Le Vent Souffle dans la Cour D´Honneur (2013) 21h - A Ferida (2004) Sexta, 17 de julho 14h30 - Mademoiselle Julie (2011) 16h30 - Le Tourment de Vivre et de ne Pas Être Dieu (2012) | Il faut que l’homme s’élance au-devant de la vie hostile (2012) 18h30 - Low Life (2011) 21h - Paria (2000) Sábado, 18 de julho 14h30 - Zombies (2008) 16h30 - CeremonyBrazza (2014) 18h30 - Lucile (2013) | Coragem (2015) | NK + EP (2015) 21h - A Ferida (2004) Domingo, 19 de julho 14h30 - Le Vent Souffle dans la Cour D´Honneur (2013) 16h30 - Les Amants Cinéma (2008) 18h30 - Zombies (2008) 21h - A Questão Humana (2007) Segunda, 20 de julho 14h30 - Brad Mehldau (1999) 18h30 - Paria (2000) 21h - Low Life (2011) Terça, 21 de julho 14h30 - Les Amants Cinéma (2008) 16h30 - Mademoiselle Julie (2011) 18h30 - A Questão Humana (2007) Quarta, 22 de julho 14h30 - Le Tourment de Vivre et de ne Pas Être Dieu (2012) | Il faut que l’homme s’élance au-devant de la vie hostile (2012) 16h30 - Lucile (2013) | Coragem (2015) | NK + EP (2015) 18h30 - Brad Mehldau (1999) 21h - A Ferida (2004) Programa de Curtas Quinta, 16 de julho, às 18h30 e segunda, 20 de julho, às 16h30 La Consolation | JeunesseD´Hamlet | Pour se frayer un chemin dans la jungle, il est bon de frappér avec um baton pour écarter lês dangers invisibles | Momies et Mutants | Najgo! | Je Sais Courir Mais Jene Sais Pas M’enfuir parte 1 e 2
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  • Banhos, de 1999, era um eficiente retrato da China, dividida entre gerações. Diretor daquele filme, Zhang Yang tenta algo semelhante em seu novo trabalho, O Ciclo da Vida. A história cobre a trajetória de idosos numa casa de repouso, mas concentra-se, sobretudo, no senhor Ge (Xu Huanshan), que perdeu a segunda esposa, foi despejado por seu enteado em troca de dinheiro e tem rusgas permanentes com o filho. Ele vai, então, à procura do velho amigo Zhou (Wu Tian- Ming). Lá, ambos ficam às voltas com as durezas da idade e, para descontrair, ensaiam uma divertida apresentação para um concurso de TV. Apesar de muitas vezes ser um registro duro e realista da velhice, o longa-metragem escorrega em concessões sentimentais. A melosa trilha sonora instrumental, por exemplo, pontua cada momento de emoção. Também são dispensáveis as forçosas sequências para arrancar lágrimas do espectador à custa de uma morte anunciada. Estreou em 16/7/2015.
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  • Finalista do Oscar 2015 de melhor animação, O Conto da Princesa Kaguya perdeu o prêmio para Operação Big Hero. Dá para compreender a decisão. Ao contrário do desenho animado vencedor, da Disney, com apelo muito mais popular, a pequena obra-prima japonesa segue a “antiga” técnica dos traços manuais e traz à tona uma fábula, por vezes complexa, do século X. Embora seja um (longo) filme para a admiração dos adultos, os mais crescidinhos podem se entreter com a magia da trama. Nela, um cortador de bambu encontra um minúsculo bebê dentro de um caule e o leva para casa. Como não têm filhos, ele e a esposa decidem criar a menina, cuja velocidade de crescimento se revela espantosa. O pai deseja o melhor para a filha e, ao receber uma fortuna, deixa o campo em direção à cidade, constrói um casarão e espera a visita de pretendentes para sua princesa Kaguya. Rebelde, a jovem despreza as tradições e quer ter opinião e escolhas próprias. Em cores esmaecidas e estilo impressionista, o desenho arrebata pelo esplêndido visual, um precioso trabalho do veterano cineasta Isao Takahata, de 79 anos, um dos fundadores do já lendário estúdio Ghibli. Estreou em 16/7/2015.
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  • Quem herda não rouba

    Atualizado em: 17.Jul.2015

Fonte: VEJA SÃO PAULO