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Com vinhos raros, APAE quer arrecadar 1 milhão de reais em leilão

A entidade ainda está à procura de uma garrafa do clássico Château La Mission Haut-Brion, de Bordeaux; meta é usar dinheiro para capacitação de professores em ensino de crianças especiais

Por: Felipe Neves - Atualizado em

Leilão de Vinhos da Apae
Evento arrecadou, em sete edições, cerca de 8 milhões de reais (Foto: Divulgação)

Há oito anos, Cássio Clemente teve a ideia de realizar um novo tipo de leilão na APAE. Filho da fundadora da instituição, que há 54 anos auxilia no tratamento de pessoas com deficiência intelectual, decidiu reunir doadores da entidade em torno de um gosto em comum: vinhos. Começava ali o primeiro evento da associação dedicado à arrecadação de verba através da venda de garrafas.

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Com rótulos raros, o leilão recebe doações de empresários, artistas, advogados e donos de empresas que simpatizam com a causa. “Já foram arrematados exemplares por cerca de 17 mil reais”, diz o atual presidente da instituição, Felipe Clemente, que também costuma levar as suas para casa. “Eu ofereço lances por vinhos mais baratos, mas gosto de participar”, diz.

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Entre as raridades desta edição, estão exemplares do tinto francês Grand Vin de Chateau Lator-Pauillac e do italiano Barbaresco Gaja. “São rótulos raros, que invariavelmente custarão acima de 3 mil reais a garrafa”, diz o sommelier Hildebrando Lacerda, da Vinos e Vinos. A entidade ainda está à procura de uma garrafa do clássico Château La Mission Haut-Brion, de Bordeaux, considerado um dos melhores do mundo.

Em sete edições, já foram arrecadados mais de 8 milhões de reais. O evento deste ano acontecerá no dia 2 de junho, na Sociedade Hípica Paulista. “Nossa meta é conseguir mais de um milhão de reais com a venda das garrafas e o aluguel das mesas, além dos patrocínios”, diz Clemente.

Todo o valor será destinado à capacitação de profissionais da educação. A ideia é preparar professores para a inclusão de crianças com necessidades especiais em escolas normais da rede pública. “Não é possível fazer esse tipo de trabalho sem preparar antes o ambiente que receberá esses alunos”, diz Clemente. “E mais do que beneficiar pessoas com deficiência, queremos  estimular a convivência e diminuir o preconceito por parte de quem nunca teve contato com deficientes. Esse será o maior valor gerado pelo leilão”.

Fonte: VEJA SÃO PAULO