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É difícil ficar parado ao som do Antibalas

Inspirado em Fela Kuti, o inventor do balançante afrobeat, grupo faz duas apresentações na cidade

Por: Carol Pascoal

Antibalas
O conjunto de Nova York: é ouvir e dançar (Foto: James Gardner)

No ano passado, o público paulistano redescobriu o afrobeat por meio de festas e bandas especializadas no gênero. Criada na década de 70 pelo genial e polêmico saxofonista e tecladista nigeriano Fela Kuti, a batida mescla sonoridades africanas, jazz e funk. Em 1998, um ano após a morte do músico e militante político (Fela foi um dos principais opositores da ditadura em seu país), alguns instrumentistas formaram um grupo em Nova York com o objetivo de homenagear o precursor do estilo e de não deixá-lo cair no esquecimento. Assim começaram as atividades do coletivo Antibalas Afrobeat Orchestra, hoje só Antibalas, que se apresenta no Cine Joia e no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso.

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Sempre associado ao seu inspirador, o conjunto ganhou notoriedade entre 2008 e 2009, quando ficou encarregado de executar ao vivo a trilha do premiado musical Fela! A princípio, o espetáculo circulou em um pequeno circuito e, devido à boa aceitação do público, ganhou grandes proporções na Broadway — com produção do rapper Jay-Z e do ator Will Smith. Composto por Aaron Johnson (trombone), Jordan McLean (trompete), Stuart Bogie (sax tenor), Martín Perna (sax barítono), Luke O’Malley (guitarra), Marcos Garcia (guitarra), Nikhil Yerawadekar (baixo), Victor Axelrod (teclados), Marcus Farrar (xequerê), Amayo (percussão), Miles Arntzen (bateria) e Rey de Jesus (percussão), o Antibalas manda ver em temas como “Gabe’s New Joint”, “Big Man”, “Indictment” e “Si, Se Puede”. O show de abertura no Cine Joia fica aos cuidados dos rapazes do também competente Bixiga 70.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO