Cinema

"O Gato do Rabino" traz um felino entre judeus e muçulmanos

Longa é manifesto pela paz entre raças e religiões — mesmo tendo um toque de fantasia com um animal falante

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

O Gato do Rabino - Cinema - 2284
Cena de "O Gato do Rabino": felino quer se converter ao judaísmo (Foto: Divulgação)

Depois de dirigir o drama biográfico "Gainsbourg — O Homem que Amava as Mulheres" (2010), o quadrinista francês Joann Sfar faz sua estreia no desenho animado com a adaptação de uma série de cinco HQs de sua autoria. "O Gato do Rabino" tem início surreal, na Argélia da década de 20. Depois de engolir um papagaio, um felino passa a se comunicar com seus donos, a jovem Zlabya e o pai dela, o rabino Sfar. Tagarela, o bicho quer se converter ao judaísmo e fazer o bar mitzvah. O aparecimento de um pintor russo muda o rumo da história. Decidido a encontrar os falashas (os judeus negros da Etiópia), o artista é acompanhado por Sfar e seu gato, um xeque muçulmano e um velho cristão czarista fugido da Rússia socialista.

+ Dez animações feitas para o público adulto

+ Os melhores filmes em cartaz na cidade

Vencedora neste ano do César (espécie de Oscar francês) de melhor animação, a fita, destinada aos adultos, traz belíssimos traços à moda antiga e cores dos gibis do passado. Por causa dos enredos extraídos de vários livros, a trama mostra-se levemente acidentada e o desfecho, abrupto. O foco, porém, está claro: trata-se de um manifesto pela paz entre raças e religiões — mesmo tendo um toque de fantasia com o animal falante.

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Fonte: VEJA SÃO PAULO