Exposições

Warhol e Kertész atestam o sucesso da mudança de rumo no MIS

Museu vive nova e promissora fase sob a direção de André Sturm

Por: Jonas Lopes - Atualizado em

Liza Minelli - Andy Warhol
Em detalhe, retrato da cantora Liza Minelli em polaroide de Andy Warhol (Foto: The Andy Warhol Museum Collection, Pittsburgh, USA)

Em meio a uma transição desde a recente substituição de Daniela Bousso por André Sturm no comando, o MIS tem abandonado o direcionamento hermético dos últimos anos, apoiado nos conceitos de mídias digitais, para alcançar um público maior. A mudança reflete um ganho de qualidade na programação. Prova disso são as duas mostras internacionais de fotografia com previsão de abertura na sexta (4) pela instituição.

Sob a curadoria de Diógenes Moura, "Superfícies Polaroides (1969-1986)", como indica o título, reúne 300 imagens feitas com a célebre câmera instantânea pelo americano Andy Warhol (1928-1987). Ícone da pop art, Warhol muitas vezes deixou a carreira decair devido à reprodução sem limites, que esvaziava a ironia pretendida pelo artista. Nesses trabalhos mais ligeiros, isso não acontece. Ao contrário, destaca-se justamente a despretensão. Lana Turner, Sylvester Stallone, Liza Minelli e Truman Capote são alguns dos famosos retratados.

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André Kertész
Obra de André Kertész: húngaro influenciou o trabalho de Henri Cartier-Bresson (Foto: Ministério da Cultura e da Comunicação da França)

Organizada pelo museu Jeu de Paume, de Paris, a retrospectiva da extraordinária produção do húngaro André Kertész (1894- 1985) "Uma Vida em Dobro" é tão fundamental quanto a outra. Kertész pode ser considerado um pioneiro de diversos gêneros fotográficos, a exemplo do modernismo, do surrealismo e do fotojornalismo. Estão na seleção registros de conflitos civis na Hungria, feitos ainda na juventude. Ele emigrou em 1925 para a França, onde presenciou um período glorioso das lentes ao lado de outros gênios — Brassaï, Robert Capa, Man Ray — e chegou a influenciar Henri Cartier-Bresson. Mais tarde, mudou-se para os Estados Unidos, para escapar da II Guerra Mundial, e manteve o nível alto das obras até o fim da vida.

Fonte: VEJA SÃO PAULO