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André Sturm prepara-se para reabrir o cinema Belas Artes

Responsável pelo sucesso atual do Museu da Imagem e do Som, o diretor André Sturm está por trás também da reabertura do cinema, que deve ocorrer no sábado (19)

Por: Carolina Giovanelli - Atualizado em

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Centenas de pessoas empunhando faixas e bradando gritos de guerra se reuniram em frente ao cinema Belas Artes, em 2011, naqueles que deveriam ser seus últimos dias de funcionamento. Nem todo o estardalhaço evitou que o espaço, localizado na Rua da Consolação e fundado em 1943 como nome de Cine Ritz, fechasse as portas após uma sessão de A Doce Vida, de Federico Fellini, em 17 de março.

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O local marcou época principalmente nos anos 80, sob o comando da distribuidora e produtora francesa Gaumont, quando se tornou referência na programação de filmes de arte na cidade. Recebia naqueles tempos convidados como a atriz francesa Catherine Deneuve e tinha estrutura muito melhor e mais confortável do que a dos cineclubes improvisados. O encerramento das atividades ocorreu devido a desentendimentos com o proprietário do imóvel, Flávio Maluf. 

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Descontente com os 63 000 reais recebidos de aluguel mensalmente, ele decidiu reajustar o valor para 150 000 reais. André Sturm, diretor e dono do cinema, fez uma oferta de 85 000, que foi recusada, e precisou entregar as chaves. Como último recurso, tentou-se o pedido estratégico de tombamento do prédio (a fachada ganhou o reconhecimento em 2012), dificultando, assim, ao dono conseguir um novo locatário. Vazio, o espaço foi se deteriorando, com paredes e vidros pichados.

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Três anos depois, quando tudo parecia perdido, Sturm conseguiu dar uma virada na situação. “Nunca desisti de colocar o negócio novamente em operação”, conta ele. Após diversas negociações, a promessa é que o Belas Artes volte a funcionar no sábado (19), às 16 horas, com pré-estreias e um festival de clássicos. “Vamos resgatar aquele ambiente com uma programação de personalidade”, promete.

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Para atingir a vitória, Sturm uniu forças com o Movimento Belas Artes, de voluntários dispostos a lutar pela sobrevivência do ponto, com a Secretaria Municipal de Cultura e com a Caixa Econômica Federal. O banco vai pagar 1,8 milhão de reais por um ano de patrocínio do cinema. Esse acordo é renovável por outros cinco, período em que o investimento pode chegar a 11 milhões. Também ajudaram a engordar o orçamento esquemas como a venda de cadeiras cativas. A atriz Marisa Orth, por exemplo, foi uma das que adquiriram um plano anual de 3 000 reais, com direito a uma sessão diária com acompanhante.

Para recuperar o endereço, gastaram-se cerca de 7 milhões de reais na reforma. “Estamos atualizando o lugar, mas mantendo seu DNA”, afirma o arquiteto Roberto Loeb, responsável pelo projeto e frequentador de velhos tempos. Desde 2004, essa é a terceira reforma do Belas Artes em que o profissional está envolvido. “Temos de preservar a experiência proporcionada pelos cinemas de rua, que são tão poucos na cidade”, afirma. Sistema de ar condicionado, fios elétricos, parte acústica, poltronas e projetores foram trocados. O local continuará com a divisão de seis salas, com capacidade total para 1 050 espectadores.

Uma delas será dedicada apenas a produções nacionais. Outra, com abertura programada para janeiro, levará o nome de Drive-In. Trata-se de uma parceria com o Riviera Bar, ponto badalado do outro lado da rua. Contará com poltronas, sofás e mesas, além de um pouco mais de luz. Será permitido conversar, e garçons servirão comidinhas, como hambúrgueres e milk-shakes, de um cardápio elaborado pelo chef Alex Atala, que é sócio do Riviera.

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O renascimento do Belas Artes será outro marco na vida cultural da metrópole com as digitais de Sturm, um gaúcho de Porto Alegre radicado por aqui desde os 4 anos de idade. Filho de uma dona de casa e de um diretor de empresa de confecções, sempre foi um cinéfilo inveterado. No segundo ano do curso de administração, na Fundação Getulio Vargas, sua frustração com as aulas foi atenuada quando entrou para o cineclube da escola. Após acumular experiência no comando da programação do cinema da faculdade, resolveu abrir uma distribuidora em 1989, a Pandora, de filmes cult. “Viajei com a cara e a coragem para feiras internacionais e comprei filmes com o dinheiro que não tinha, mas no fim deu tudo certo”, lembra. “Tive furos, prejuízos que chegarama 500 000 reais em um só longa de bilheteria ruim, mas seguimos até hoje.”

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Pela empresa, lançou as duas produções que dirigiu, que ocuparam as telas sem grande repercussão, Sonhos Tropicais (2001) e Bodas de Papel (2008). Atualmente, sua filha, Barbara, de 25 anos, dirige o negócio. “Meu pai tem temperamento rígido”, define. Sturm concorda. “Gosto das coisas benfeitas”, diz.

Barbara é fruto de um relacionamento anterior ao único casamento do diretor, em 1993. Essa união terminou cinco anos depois com uma tragédia familiar. Na ocasião, sua esposa, Valéria, enfrentou sérios problemas durante a gestação daquele que seria o primeiro filho do casal. Tanto ela quanto o bebê acabaram morrendo devido às complicações de saúde.

Nas últimas semanas, o curador tem aumentado o ritmo de trabalho devido aos últimos preparos para a reabertura do Belas Artes. Ele sempre cobiçara um cinema próprio. Nos anos 90, chegou a possuir um na Rua Augusta e outro em Mogi das Cruzes, no interior. Em 2003, quando ouviu que o Belas Artes poderia ser fechado por causa das instalações e programação decadentes, resolveu comprá-lo. Logo, juntaram-se à sociedade os donos da produtora O2, entre eles o diretor Fernando Meirelles. “Era um negócio arriscado, mas tinha um interesse emocional e até uma sensação de dever”, lembra o cineasta responsável por sucessos como Cidade de Deus. “Ali, aprendemos a amar o cinema.”

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Meirelles deixou o empreendimento em 2011. A vida profissional de Sturm não se resumiu ao cinema e à sua produtora. Após trabalhar na Secretaria de Estado da Cultura, de 2007 a 2011, ele foi convidado para dirigir o Museu da Imagem e do Som (MIS), nos Jardins, que recebia na época cerca de 60 000 pessoas por ano. Teve carta branca para arriscar na programação com o objetivo de multiplicar o público.

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Com orçamento anual médio de 10 milhões de reais, recheou o espaço com mostras estrangeiras com apelo pop, tendo em foco personagens como o diretor Stanley Kubrick, o cantor David Bowie, o artista plástico Andy Warhol e o cineasta Georges Méliès. O resultado da mudança: nos últimos três anos, mais de 500 000 visitantes formaram filas enormes para ver as montagens.

Essa linha bem-sucedida de programação mais popular vai prosseguir. A partir de quarta (16), será aberta no local a exposição do Castelo Rá-Tim-Bum, programa infantil de sucesso nos anos 90, da TV Cultura. Dez ambientes da série serão recriados, servindo de cenário para figurinos, objetos de cena e fotos. Recentemente, Sturm recebeu uma carta de um curador francês oferecendo uma mostra sobre o cineasta FrançoisTruffaut, que deve chegar a São Paulo em julho do ano que vem. “Por coincidência, havia acabado de comprar os direitos de dezessete filmes dele para relançá-los no Brasil”, diz. “Farei também uma retrospectiva no Belas Artes.”

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Sturm está solteiro no momento e vive em um apartamento nos Jardins. É torcedor do Palmeirase, sempre que pode, vai ao La Casserole, no centro, onde aprecia receitas tradicionais como magret de pato e profiteroles. Mesmo nas horas vagas, não consegue se desgrudar de sua paixão por cinema. Assiste a cerca de três filmes por semana, muitos deles clássicos como Quanto Mais Quente Melhor, com Marilyn Monroe, que calcula ter visto pelo menos uma dezena de vezes.“A obra me marcou por misturar humor, provocações inteligentes e roteiro extraordinário”, conta o diretor.

Não por acaso, o longa foi um dos escolhidos por ele para abrir a programação da nova fase do Belas Artes.

DOS FILMES AO PALMEIRAS

Alguns dados e curiosidades sobre o curador

› Idade: 47 anos

› Natural de: Porto Alegre (RS). Mora em São Paulo desde os 4 anos

› Formação: administração na Fundação Getulio Vargas

› Estado civil: viúvo. Em 1998, perdeu a esposa, grávida, e seu bebê, por complicações na gestação

› Casa: apartamento nos Jardins

› Filha: Barbara, cineasta de 25 anos

› Time: Palmeiras

› Rendimento mensal: 25 000 reais

› Cargos: diretor do Museu da Imagem e do Som e do cinema Belas Artes, do qual também é dono. É proprietário ainda da distribuidora de filmes Pandora

› Maiores bilheterias da Pandora: Trainspotting (1996), de Danny Boyle, e As Bicicletas de Belleville (2004), com, respectivamente, 200 000 e 150 000 espectadores

› Filme favorito: Quanto Mais Quente Melhor (1959), de Billy Wilder

› Local preferido na cidade: o restaurante La Casserole, que “tema cara de São Paulo”

› Longas que dirigiu: Sonhos Tropicais (2001) e Bodas de Papel (2008)

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    Piselli

    Rua Padre João Manuel, 1253, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3081 6043

    VejaSP
    4 avaliações

    Desde o ano passado não é mais um, mas são dois Pisellis na cidade, com a abertura do Sud, no Shopping Iguatemi. Na matriz,que também continua sob o comando de Juscelino Pereira, o salão permanece disputado. O cardápio regular traz opções como o ravióli no estilo piemontês recheado de gema com queijo taleggio ao creme de trufa branca (R$ 78,00), por vezes, um tanto salgado. O saboroso beijupirá vem com a pele sequinha na companhia de brócolis e alcachofra (R$ 85,00). Na calda de mirtilo, pera e especiarias, a panacota de açafrão deixa uma doce saudade (R$ 31,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Pizzarias

    Pizza Bros - Moema

    Avenida Moema, 684, Moema

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  • Italianos

    Santo Colomba

    Alameda Lorena, 1157, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3061 3588

    VejaSP
    2 avaliações

    Quem comanda a cozinha é o mineiro José Alencar de Souza. A maestria do chef se expressa em receitas impecáveis como a berinjela entremeada de molho de tomate fresco e mussarela de búfala (R$ 32,00). Não há como não se empolgar com o trenette fresco — uma variação achatada do espaguete, típica da Ligúria —, feito com bottarga e polvo (R$ 69,00). O pernil de vitelo na companhia de purê de batata com um toque discreto de manteiga de trufa (R$ 79,00) é secundado por um molho do próprio assado de tirar o chapéu. Dois pecadinhos, porém, levam ao confisco de uma das quatro estrelas do restaurante: o tiramisu gelado demais (R$ 28,00) e o café mal tirado (R$ 5,90).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bar-restaurante

    Forquilha

    Rua Vupabuçu, 347, Pinheiros

    Tel: (11) 2371 7981

    VejaSP
    3 avaliações

    A casa atrai pelo clima intimista, de iluminação calculada, chão de tábuas e vista para a igreja apelidada de Cruz Torta. Desde o fim do ano passado, o novo chef, o italiano Antonio Maiolica, vem dando cara própria à carta. Se o apetitoso trio de vieiras na concha com farofa de pão e ervas passadas pelo forno a lenha (R$ 38,00) não fizer cosquinha no estômago, parta para o brasato (R$ 59,00). O short rib cozido em vinho tinto é servido junto de polenta branca com queijo de minas. Aos domingos à noite, serve apenas pizzas. Para acompanhar, desarrolhe uma garrafa de vinho ou peça o ótimo negroni (R$ 32,00 com gim Beefeater).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Cervejas especiais

    Melograno

    Rua Aspicuelta, 436, Vila Madalena

    5 avaliações

    A agitadíssima Rua Aspicuelta, apinhada de botecos que não ligam taaanto para a qualidade do chope ou da cerveja, abriga este bar dedicado aos rótulos especiais. Vencedor de três prêmios “Comer & Beber”, o endereço continua firme em sua categoria. A carta de 160 rótulos foi criada pela bier-sommelier Cilene Saorin ao lado do especialista americano Randy Mosher. Vem organizada por estilo. Duas boas pedidas: a escura Traquair Jacobite Ale (R$ 25,00; 355 mililitros), da Escócia. No forno a lenha são preparados bons petiscos, como os crostinis de queijo brie e mel (R$ 21,00). A casa passou a abrir para o almoço durante a semana, quando serve menu executivo (preços entre R$ 28,00 e R$ 45,00).

    Preços checados em 19 de agosto de 2015.

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  • Bares variados

    Drosophyla

    Rua Pedro Taques, 80, Consolação

    1 avaliação
  • Chocolates

    Opera Ganache - Rua Augusta

    Rua Augusta, 2542, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3062 7161 ou (11) 3062 0436

    VejaSP
    2 avaliações

    É uma doceria que encanta em etapas. Começa pela localização, em uma charmosa viela comercial na Rua Augusta. Já dentro da loja, fica difícil saber para onde direcionar o olhar: diferentes vitrines acomodam os doces de acabamento impecável do pâtissier Renato Blinder, caso do parfait de limão- siciliano (R$ 14,00) e da musse de coco com abacaxi (R$ 12,00). Também conquistam os olhos a linha de coloridos bombons, como o de lichia e sakê e o de pistache (R$ 4,00 cada um). Os macarons são vendidos por R$ 170,00 o quilo, mas quem pede café (R$ 5,50) ganha um de cortesia. Simpático, não?

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • É como se as animações do cinema e da TV ganhassem vida. Em Disney Live! Show de Talentos do Mickey, o famoso ratinho convida Minnie, o Pato Donald e o Pateta para organizar um musical. Juntos, eles embarcam num ônibus e saem em busca de novos artistas. Na viagem, são obrigados a vencer vários imprevistos, como escalar uma montanha e até cruzar um trecho do trajeto pelo mar. Para que isso ocorra em cena, a produção criou soluções inusitadas, como um balão de gás que faz o ônibus voar e uma alavanca que transforma o veículo de rodas em submarino. Cansados de tantas adversidades, os personagens decidem convidar os próprios amigos para o novo espetáculo. A partir desse momento, o público se diverte com músicas clássicas da Disney, a exemplo de uma canção da Cinderela e outra interpretada pelo Tigrão. Estreou em 16/7/2014. Até 1º/8/2014.
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  • A balada mineira costuma chamar atenção por ocorrer em locais inusitados. Com trap e outras vertentes do hip-hop na trilha, o som tem os residentes de Belo Horizonte, Dollar Karma, Xeréu, Vitor Sobrinho e Leandro Matos, os convidados Laudz e Fodassy e a atração principal, Don Cesão, que lança seu clipe na ocasião. Dia 2/7/2016.
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  • O grafite de formas azuis com linhas arrendondadas virou sua marca registrada. Zezão espalhou esta caligrafia estilizada da palavra “vício” (tão transformada por seu traço que fica quase impossível de ser decifrada) por lugares que considera esquecidos, como favelas e esgotos. Em 2009, ele foi convidado a participar de uma mostra de arte de rua no Masp, e desde então não expôs mais em espaços formais. Mas segue na ativa. Só no último fim de semana, por exemplo, fez seis novos desenhos por muros de São Paulo. Agora, uma mostra na Zipper Galeria reúne obras realizadas com objetos encontrados nos pontos onde Zezão costuma grafitar, como ripas de madeira, cabeceiras de cama e placas de sinalização. Esses “restos” ganham a assinatura azulada feita com pincéis e tinta acrílica – e não com o spray usado nas ruas. “Tenho um carro com caçamba, vou recolhendo coisas descartadas que acho interessantes e carrego tudo para meu estúdio”, diz. Assim, além de levar seu desenho para a galeria, ele também reproduz nesse ambiente um pouco dos locais que frequenta.  De 16/6/2014. Até 9/8/2014.
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  • Obras de novos artistas costumam se revezar a cada três meses na estação Trianon- Masp do Metrô. Trata-se do projeto Vitrines do Masp, que tem a curadoria da artista plástica Regina Silveira. Na atual exibição, Passagens (2014), da paulistana Laura Gorksi, é um grande desenho que reproduz os corredores de outra estação de metrô, em Berlim. Suas linhas delicadas e o reflexo sugerem um novo caminho para quem cruza o espaço ou olha diretamente para a obra. Ao lado, em outra vitrine, imagens de insetos ocupam bandejas de isopor verdes e brancas na instalação Die Fliegen (As Moscas), da pernambucana Alexandra Ungern- Sternberg. O trabalho é uma crítica à sociedade de consumo e ao desperdício. Até 17/8/2014.
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  • O dramaturgo paulistano Franz Keppler vem de experiências diversas e bem-sucedidas. O drama Camille e Rodin, o monólogo Córtex e a comédia Divórcio são textos que dosam certa ambição sem fugir de plateias amplas. Sob esse ponto de vista, Só... Entre Nós parece um passo atrás em sua obra. Bem menos ousada, a história envolve um professor de música, sua mulher (a atriz Marcia Nemer Jentzsch) e um jovem por quem ele se apaixona. Entre os clichês, Keppler faz referências a obras do escritor Caio Fernando Abreu (1948-1996) para retratar o conflito homossexual. O diretor João Carlos Andreazza, no entanto, reforça a cronologia não linear, valoriza diálogos e alimenta a atmosfera intimista. Com isso, oferece bons momentos aos atores e faz da montagem um exemplo de programa capaz de agradar a um público específico, sobretudo jovens interessados no tema da diversidade. Estreou em 16/6/2014. Até 24/7/2016.
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  • Quem teve a oportunidade de ver o cantor e compositor na estreia do disco Gilbertos Samba na cidade, em julho, só tem a comemorar. A homenagem do baiano ao conterrâneo João Gilberto se mostrou um espetáculo e tanto. Aos 72 anos, Gil já perdeu muito da potência vocal, é verdade. A mudança talvez tenha sido determinante para a escolha do repertório do pioneiro da bossa nova, famoso pelo canto baixinho, quase sussurrado. Desafinado (Tom Jobim e Newton Mendonça), Doralice (Dorival Caymmi) e Você e Eu (Vinicius de Moraes e Carlos Lyra) soam surpreendentemente bem no canto e no violão de Gil. O resultado só fica melhor com a participação da ótima banda formada pelo filho Bem Gil (violão, guitarra, percussão e flauta), por Domenico Lancellotti (bateria e percussão) e pelo notável sanfoneiro sergipano Mestrinho — que rouba a cena em vários momentos da apresentação. Os quatro voltam ao palco para o lançamento do DVD registrado neste ano no Teatro Municipal de Niterói, no Rio de Janeiro. Dias 18, 19 e 20/12/2014. Atenção: os ingressos para os dias 18 e 19 estão esgotados. + Theatro Net é a primeira das cinco salas em shoppings
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  • Depois de A Grande Beleza, em que interpretou o memorável Jep Gambardella, o ator Toni Servillo dá mais uma prova de talento — desta vez, em papel duplo. O início da comédia Viva a Liberdade enfoca Servillo na pele de Enrico Oliveri, deputado e secretário do partido de oposição italiano. Como a esquerda está em crise, Oliveri sente o peso da rejeição e, deprimido, abandona tudo e some do mapa. Viaja para Paris em busca de uma ex-namorada (vivida por Valeria Bruni Tedeschi), que está casada com um cultuado cineasta chinês. Enquanto isso, em Roma, Andrea Bottini (Valerio Mastandrea), o principal assessor do político, tem uma saída para o impasse: colocar no lugar de Oliveri o gêmeo dele, Giovanni Ernani, um professor de filosofia recém-saído de uma instituição psiquiátrica. Ele será, inacreditavelmente, uma opção muito favorável. Sem travas na língua, o irmão fala o que lhe dá na telha e, assim, conquista o povo. Plugado na ironia, o roteiro encontra nos personagens opostos de Servillo um reflexo da situação política — seja pela triste melancolia de Oliveri, seja pelo pulsante sarcasmo de Ernani. Estreou em 10/7/2014.
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  • São Paulo está tendo um “revival” de Terry Gilliam. Além da estreia desta nova ficção científica do diretor, o Cine Olido reprisa, nesta semana, O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus (2009) e Monty Python — O Sentido da Vida (1983), que volta às salas em cópia restaurada. Marcas registradas do cineasta, o visual arrojado (mas com uma cara datada) e a trama-cabeça filosófica estão também em O Teorema Zero. Na história, o niilista Qohen Leth (Christoph Waltz) vai se aposentar quando recebe a missão de decifrar uma problemática para a empresa que controla o destino da humanidade. Para isso, ganha a ajuda de um adolescente (papel de Lucas Hedges) e tem sonhos de plena felicidade ao lado de uma garota que conheceu numa festa. Quase irreconhecível careca, Waltz (de Bastados Inglórios) consegue transmitir a constante agonia de seu personagem, ponto alto do roteiro, muitas vezes indecifrável. Estreou em 10/7/2014.
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  • Pelos movimentos de câmera, fotografia de luz de outono e locações em área rural, fica impossível não lembrar de Amor Pleno e outros filmes de Terrence Malick ao ver este drama romântico, segundo longa-metragem do desconhecido diretor David Lowery. Embora a embalagem seja nobre, o conteúdo cai na mesmice. Ruth Guthrie (Rooney Mara) se apaixonou por um assaltante e dele ficou grávida. O bandido Bob Muldoon (papel de Casey Affleck) é capturado e, anos depois, sai da cadeia numa fuga e tem o objetivo de reconquistar sua família. Acontece que Ruth, ainda ligada no amado, está sendo cortejada pelo xerife Patrick Wheeler (Ben Foster). No Texas da década de 70, a trama caminha a passos lentos e ruma para um desfecho previsível. Estreou em 10/7/2014.
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  • Em 1974, o professor Joseph Coupland (Jared Harris), da Universidade de Oxford, está envolvido numa pesquisa: ele quer provar que fenômenos paranormais não existem. Para isso, leva para um casarão dois de seus pupilos e Jane Harper (Olivia Cooke) — a moça acredita estar possuída pelo espírito de uma garota chamada Evie. O cinegrafista amador Brian (Sam Clafin, da cinessérie Jogos Vorazes) segue o grupo. Jane fica trancada num quarto, a aparição se manifesta e o ambiente passa por transformações. Se o mestre mantém sua postura cética, Brian mostra-se cada vez mais intrigado e desgostoso, sobretudo pelo tratamento desumano que o “patrão” dá à paciente. Sempre é bom ter um pé atrás quando um filme de terror anuncia ser “inspirado em fatos reais” e, na verdade, pouco importa se o roteiro segue à risca a história como ela verdadeiramente ocorreu. Com sustos na medida certa e sem apelações grotescas do gênero, o longa-metragem se assemelha ao bem-sucedido Invocação do Mal. Estreou em 10/7/2014.
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  • Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin formaram, entre 1969 e 1983, o grupo inglês Monty Python, símbolo da cultura pop e influência para muitos comediantes. O sexteto pegava pesado na irreverência, no deboche e, muitas vezes, na escatologia. Entre suas incursões pelo cinema está O Sentido da Vida, lançado em 1983 e que agora volta em cópia restaurada às telas. O roteiro, dividido em esquetes, segue a evolução do homem, desde o nascimento até a morte. A maioria das histórias continua cheia de ironia e consegue manter o riso largo da plateia. Um exemplo? A sequência dos dois “médicos” que invadem a casa de um estranho para extrair o rim dele sem anestesia. Apontada como a mais repulsiva do filme, a cena do cliente (Terry Jones) vomitando no restaurante virou icônica. Quem embarcar no humor negro e politicamente incorreto terá tudo para sair satisfeito da sessão. Estreou em 10/7/2014.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO