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Os famosos que moram em Alphaville

Privacidade e clima de interior levam celebridades a escolher o bairro para morar e criar os filhos

Por: Catarina Arimatéia - Atualizado em

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Rodrigo Faro, morador do residencial 0 desde 2008: “O melhor é conseguir ouvir os grilos” (Foto: Fernando Moraes)

Espécie de Beverly Hills brasileira, Alphaville é um reduto de celebridades. Atraídas principalmente pela privacidade de suas ruas arborizadas e pela proximidade com a fervilhante São Paulo, dezenas de artistas, atletas e apresentadores de TV adotaram o bairro como lar. E não economizam nas frases passionais na hora de comentar a escolha.

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A cantora Wanessa está há dezoito anos na região. Passou pelo Residencial 0, onde os pais, Zezé di Camargo e Zilu, moram até hoje, pelo Tamboré 3 e agora vive no Residencial 2. “Quem vem para cá opta por segurança e privacidade”, diz ela, que não se preocupa em fechar os vidros ou trancar a porta do carro quando está circulando pelas ruas. Nem a ausência de uma vida noturna mais ativa é alvo de crítica. “O que tem bastante por aqui é festa na casa de amigos. Para sair à noite e deixar um pouco a ‘bolha’, os moradores vão para São Paulo.” Dos tempos de criança e adolescente, ela se lembra com saudade das brincadeiras na rua e das reuniões com colegas. “De lá para cá, Alphaville cresceu muito, mas ainda mantém o clima de cidade pequena.” Foi justamente esse cenário de interior que levou Luciano, tio de Wanessa, a se mudar em 1997, quatro anos depois do irmão Zezé. “Eu queria uma casa espaçosa, com bastante área verde, para criar cachorros, cultivar uma horta, fazer um orquidário”, afirma. “Morei muitos anos na Mooca, bairro ímpar, mas faltava a privacidade de um condomínio com casas maiores”, completa.

Wanessa - 2210a
Wanessa, moradora do residencial 2 desde 1993: “Alphaville cresceu muito, mas ainda mantém o clima de cidade pequena” (Foto: Divulgação)

Assim como Luciano, o ator e apresentador Rodrigo Faro, da Rede Record, também trocou a capital paulista pelos residenciais de Barueri e Santana de Parnaíba. Sem saber se iria se acostumar com o local, optou por alugar uma casa por três meses, como teste. A mulher, Vera Viel, e as filhas, Maria e Clara, aprovaram. “Gostamos tanto que decidimos construir uma casa. Aqui você pode passear de bicicleta, fazer amizade com o vizinho, as crianças andam descalças, tomam banho de chuva, tem espaço para brincar”, elogia.

Oscar Schmidt
Oscar Schmidt, morador do residencial 10 desde 1995: “Amo Alphaville com todos os seus defeitos, que não existem” (Foto: Agliberto Lima)

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt mora desde 1995 em um dos residenciais com a mulher, Cristina, e a filha, Stephanie. Hoje, ele prefere o futebol ao basquete e três vezes por semana leva seus 2,05 metros de altura para jogar animadas partidas no Alphaville Tênis Clube. Tem inclusive um time, o Oscar & Amigos. Apesar de se preocupar com o crescimento intenso do bairro, elogia a manutenção das ruas e praças e não cogita a hipótese de se mudar. “Há tudo por aqui: escolas, bancos, lojas. Alphaville é um paraíso”, declara. Hoje, pouco deixa o lugar, a não ser para ministrar palestras, viajar para o exterior ou trabalhar como comentarista para a Rede Record. E se preocupa quando o filho, Felipe, que estuda cinema em Orlando, nos Estados Unidos, vem ao Brasil visitar a família e se dirige à capital em busca de diversão. “Morro de medo quando ele vai à noite para São Paulo e depois pega a estrada para voltar.”

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO