Polícia

Aliança é alvo de bandidos na Vila Madalena, em SP

Cresce relato de vítimas abordadas por assaltantes que exigiram a joia 

Por: Estadão Conteúdo - Atualizado em

Rua Rodésia, na VIla Madalena
Mulheres que circulam pelas ruas da Vila Madalena são alvos preferidos (Foto: Reprodução)

A recorrência de assaltos cometidos contra pedestres e motoristas na Vila Madalena, Zona Oeste de São Paulo, tem assustado moradores e pessoas que trabalham e usam serviços da região. Criminosos com motos fazem abordagens e levam, segundo relato de vítimas, pertences como celulares, dinheiro e, principalmente, alianças.

+Peninha, percussionista do Barão Vermelho, morre aos 66 anos

Há duas semanas, o relato de uma mulher roubada na Rua Harmonia ganhou repercussão no Facebook. A ação acabou flagrada por câmeras de segurança de um condomínio. "O rapaz aparentemente havia feito uma entrega e veio falar comigo, acreditei que iria me pedir uma informação. Falou: 'Você está com as crianças, então só me passa sua aliança e sai andando'", escreveu.

A vítima, de 34 anos, que prefere não se identificar, disse que o caso afetou a rotina. "Fico chateada porque foi no bairro que a gente faz muita coisa a pé, vai à padaria, ao banco, e agora não se sinto mais segura", disse. Segundo ela, quando comprar um novo anel terá receio de usá-lo na rua novamente. No momento do crime, voltava com os filhos de 2 e 3 anos da escola.

Outras pessoas também foram atacadas da mesma forma recentemente e disseram acreditar que os criminosos têm escolhido mulheres, por serem alvo supostamente mais fácil. Na mesma rua, a dona de casa Carolina Gálico, de 39 anos, foi vítima de tentativa de roubo por um motoqueiro em julho, próximo da estação de metrô do bairro. Ele se aproximou do carro onde a mulher estava, de vidros abertos, com as duas filhas. "Achei que ele fosse pedir informação. Mas disse: 'Passa a aliança, senão vou te matar'." Carolina percebeu a outra faixa livre e escapou. 

Os casos alteraram a rotina da médica Letícia Kawano Dourado, de 37 anos. Depois de ter sofrido um assalto há dois anos, ela deixou de pegar metrô e passou a usar táxi para os deslocamentos diários. "Sozinha, sou uma presa muito fácil. Ainda hoje a gente ouve relatos e fica com receio, então não faço o mesmo caminho", disse. 

Números

Os roubos registrados até julho na delegacia da área tiveram aumento de 2,2% em comparação com o ano passado, chegando a 1.213 casos. A PM informou que três pessoas foram presas em flagrantes e um menor foi apreendido por roubo, desde o fim de semana retrasado. A secretaria acrescentou que está "empenhada em conter a criminalidade".

Fonte: Estadão Conteúdo