Abastecimento

Sob vaias, secretário recebe prêmio de gestão hídrica no lugar de Alckmin

Benedito Braga foi alvo de protesto de grupos ambientalistas durante premiação na Câmara Municipal 

Por: Estadão Conteúdo

Geraldo Alckmin
O governador Geraldo Alckmin: não compareceu ao evento (Foto: Luciano Claudino/Folhapress)

O secretário de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Benedito Braga, foi vaiado na noite desta terça (13), ao representar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) durante uma cerimônia em Brasília que premiava a boa gestão de recursos hídricos. Manifestantes subiram ao palco portando faixas com os dizeres "torneira seca" e "procura-se".

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O governador, apesar de confirmar presença, não compareceu à Câmara. As manifestações foram organizadas pelos grupos Greenpeace, Juntos! e Minha Sampa. "O prêmio que ele merecia receber era o torneira seca, porque falta água em São Paulo", acusou Gabriel Lindenbach, da Juntos!.

ONU

Ao lado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), e dos coletivos Luta Pela Água e Aliança Pela Água, o Greenpeace fez um relatório de violação aos direitos humanos na gestão da crise da água e entregou o documento ontem à Organização das Nações Unidas (ONU). O texto foi enviado a Leo Heller, relator da entidade. "O caminho é agora avaliar o relatório e elaborar consulta aos governos", explicou.

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Segundo o texto, houve falta de planejamento e medidas de contingência, superexploração, ausência de participação e de transparência, interrupção de abastecimento e aumento indevido de tarifa. O material leva em consideração relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) afirmando que a crise hídrica "é resultado da falta de planejamento" do estado. 

Em nota, a Secretaria de Recursos Hídricos afirmou que o levantamento "é parcial, sem embasamento técnico, que acusa equivocadamente somente um ente da federação de um problema que atingiu todo o País". A pasta destaca que a estiagem, maior em 85 anos, não foi prevista por institutos meteorológicos. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO