Transportes

Geraldo Alckmin promete Linha 6-Laranja para 2020

Com apenas um túnel de ventilação escavado, governador deu início simbólico às obras

Por: Estadão Conteúdo - Atualizado em

Governador Geraldo Alckmin obras metrô
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) em visita às obras da Linha 5-Lilás no dia 30 de março (Foto: Marcelo D'Sants/Frame/Folhapress)

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta segunda (13) que a futura Linha 6-Laranja do metrô será totalmente entregue até 2020. Com a escavação de um poço de ventilação na Avenida Otaviano Alves de Lima - pista local da Marginal Tietê, sentido Rodovia Castelo Branco -, na Freguesia do Ó, Alckmin deu início simbólico às obras.

Na prática, elas ainda não começaram - os terrenos onde serão construídas as futuras estações estão em fase de desapropriação. Ainda de acordo com Alckmin, cerca de 70% das áreas já foram desapropriadas, processo que deve ser concluído no primeiro semestre de 2016. O setor privado será responsável pela execução, operação e manutenção do serviço. Por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) serão investidos 9,6 bilhões de reais.

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Serão quinze estações em um total de 15,3 quilômetros da chamada "linha das universidades", que atenderá regiões como a da Pontifícia Universidade Católica (PUC), do Mackenzie e da Universidade Paulista (Unip).

Haverá quatro conexões com a atual malha do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM): com as linhas 7-Rubi e 8-Diamante, da CPTM, na estação Água Branca; com a linha 4-Amarela, do metrô, na futura estação Higienópolis-Mackenzie; e com a linha 1-Azul, do metrô, na estação São Joaquim.

Integram a Linha-6 as estações Brasilândia, Vila Cardoso, Itaberaba, João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Sesc Pompeia, Perdizes, PUC-Cardoso de Almeida, Angélica/Pacaembu, Higienópolis/Mackenzie, 14 Bis, Bela Vista e São Joaquim.

O secretário dos Transportes, Clodoaldo Pelissioni, afirmou que o fato de um só consórcio ser responsável pela obra toda evitará atrasos. "A vantagem é que o consórcio assume toda a obra e todos os sistemas. Quando nós vamos fazer linha de metrô como a 5, temos de quarenta a cinquenta contratos. Às vezes, alguma empresa falha e temos que rescindir e fazer o contrato novamente", disse.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO