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Alckmin é o principal alvo dos candidatos em último debate

Alexandre Padilha (PT) acusou o governo do PSDB de ser "perverso com a questão hídrica". Governador assegurou que "não vai faltar água"

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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Debate da Globo: último encontro dos candidatos ao governo de São Paulo antes das eleições de domingo (5) (Foto: Fabio Braga/Folhapress)

No último debate antes das eleições deste domingo (5), realizado nos estúdios da Globo na noite desta terça (30), os candidatos ao governo de São Paulo escolheram o governador Geraldo Alckmin como o principal alvo. A crise hídrica no estado foi um dos problemas mais discutidos pelos postulantes ao cargo.

 

Participaram do debate os candidatos Geraldo Alckmin (PSDB), líder nas pesquisas de intenções de voto, Paulo Skaf (PMDB), Alexandre Padilha (PT), segundo e terceiro colocados nas pesquisas, respectivamente, além de Laércio Benko (PHS), Gilberto Natalini (PV), Walter Ciglioni (PRTB) e Gilberto Maringoni (PSOL).

Geraldo Alckmin
Geraldo Alckmin (PSDB): "Não vai faltar água em São Paulo" (Foto: Rodrigo Dionisio/Frame/Folhapress)

Falta de água

Padilha foi duro ao criticar a falta de água no estado. Disse que "é uma perversidade do governo Alckmin", considerado pelo candidato petista muito lento em fazer obras. "O governador continua colocando a culpa em São Pedro", completou.

Alckmin rebateu, em resposta a Maringoni, que "não vai faltar água". O candidato tucano afirmou: "Estamos trabalhando e enfrentando a maior seca dos últimos anos”. Em outro momento do debate, fez referência às mudanças climáticas para explicar a crise. Skaf, dirigindo-se a Padilha, disse que “a falta de água não é falta de chuva, mas, sim, falta de obras”.

Paulo Skaf
Paulo Skaf (PMDB): "Falta água porque faltam obras" (Foto: Rodrigo Dionisio/Frame/Folhapress)

Santa Casa e leitos hospitalares

Outro tema dominou a discussão entre os candidatos: a crise das Santas Casas e a escassez de leitos hospitalares. Padilha lembrou a sua gestão como ministro da saúde e disse que pretende repassar toda a verba do governo federal e criar incentivo para melhorar o atendimento à população. "Alckmin, que é médico como eu, foi responsável por fechar leitos hospitalares durante a sua gestão", disse o petista.

Skaf também atacou, em questão a Natalini: "Alckmin vendeu 25% dos leitos públicos nos hospitais para entregar à rede privada". O governador rebateu afirmando que não houve redução, mas que, pelo contrário, foram criados 2 340 leitos no SUS (Sistema Único de Saúde).

Em pergunta de Benko a Padilha sobre ataques à presidenciável Marina Silva, o petista defendeu Dilma Rousseff. Afirmou que seu partido nunca mudou de lado, ao contrário de Marina, que "um dia fala uma coisa, no outro muda de opinião". Benko, na réplica, disse que petistas "mudaram, sim, muitos estão dentro das grades de algumas penitenciárias”, referindo-se aos condenados no mensalão.

Alexandre Padilha
Alexandre Padilha (PT): "Leitos hospitalares foram reduzidos" (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Folhapress)

Mobilidade urbana

Natalini questionou Geraldo Alckmin sobre a mobilidade urbana. O candidato do PSDB e atual governador disse que fez o maior investimento em transporte sobre trilhos da história do Brasil. Citou a construção do monotrilho da Avenida Roberto Marinho como exemplo e novas estações de metrô. 

Ao discorrer sobre o meio ambiente, em pergunta a Padilha, Skaf disse que esgoto a céu aberto é um dos principais problemas da cidade: "Além da ausência total do Estado em bairros carentes, o governo cobra água e esgoto dessas pessoas". Padilha respondeu alegando que houve falha administrativa, dando como exemplo o investimento ineficaz na despoluição do Rio Tietê. "Só falta o governador falar que não há poluição no Tietê", disse o petista.

Fonte: VEJA SÃO PAULO