Paulistana Nota Dez

Empresária cria ONG para distribuir donativos no sertão nordestino

Com a instituição Amigos do Bem, Alcione de Albanesi implementa melhorias na região

Por: Rafael Gonzaga - Atualizado em

Alcione de Albanesi amigos do bem
Alcione de Albanesi, fundadora da ONG Amigos do Bem (Foto: Leo Martins)

A consciência da empresária Alcione de Albanesi para a necessidade de abraçar causas sociais vem de berço. Sua mãe, Guiomar, atua há anos no auxílio a onze creches na periferia da capital, onde são atendidas cerca de 2 000 crianças. Em 1993, Alcione resolveu iniciar a própria trajetória no voluntariado. 

Na ocasião, ela juntou-se a um grupo de vinte amigos e viajou para o sertão nordestino a fim de doar alimentos, roupas e brinquedos a famílias carentes. A iniciativa virou o ponto de partida para a criação, naquele mesmo ano, da Amigos do Bem, ONG que recolhe donativos e recursos para ser usados em melhorias naquela região.

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De lá para cá, o empreendimento construiu 380 casas e 112 cisternas, com 1,2 milhão de litros de água distribuídos por ano. Na área de educação, atendeu cerca de 10 000 crianças e adolescentes com acompanhamento escolar e cursos profissionalizantes, o que ajudou a encaminhar 150 jovens à universidade. Entre outras benfeitorias de infraestrutura e saúde, essas ações conjuntas já tiveram impacto na vida de 60 000 brasileiros. “Estamos quebrando um ciclo secular de miséria, abandono e analfabetismo”, afirma a responsável pela iniciativa.

Com a participação de 5 000 voluntários, a instituição também foi responsável pela criação de 800 frentes de trabalho em setores como artesanato e cultivo de caju. “Não adianta ensinar a pescar sem viabilizar os meios para que as pessoas cheguem ao rio”, diz Alcione. Uma loja com produtos da marca Amigos do Bem, localizada na Água Rasa, na Zona Leste, colabora na missão de angariar fundos para os projetos.

A criadora da ONG dedica-se exclusivamente à instituição desde 2014, quando vendeu 80% das ações de sua empresa de lâmpadas, a FLC. “Durante anos, consegui conciliar os dois trabalhos, mas, em dado momento, percebi que o projeto social era muito mais importante na minha vida”, explica.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO