Entrevista

Alberto Goldman: "Me pedem para rir, mas rir do quê?"

Novo governador do estado, Alberto Goldman diz que se incomoda por não ser reconhecido por jovens e se arrepende de não ter continuado estudo de música

Por: Mariana Barros - Atualizado em

Goldman: "Me pedem para rir, mas rir do quê?" Foto 2
Avesso a fotos, Goldman tem dificuldade de sorrir: fama de turrão (Foto: Mario Rodrigues)

Veja São Paulo – O senhor é reconhecido nas ruas?

Goldman – Não muito. Diria que sou reconhecido por pessoas de uma certa idade, mais maduras. O pessoal mais jovem não me conhece.

Veja São Paulo – Isso o incomoda?

Goldman – Sim. Incomoda saber que se tem quarenta anos de vida pública e que a juventude não se liga à política do país. Incomoda ver que o povo brasileiro é tão desconectado da política, que é o que faz a vida das pessoas ser melhor ou pior.

Veja São Paulo – Qual a sua principal qualidade?

Goldman – Ser transparente.

Veja São Paulo – E defeito?

Goldman – Ser, às vezes, um pouco ríspido.

Veja São Paulo – Qual a última vez em que o senhor chorou?

Goldman – Choro em tudo que é filme. Por mais vagabundo que seja, se tiver emoção, eu choro.

Veja São Paulo – Faz regime?

Goldman – Faço permanentemente um controle, como e bebo pouco para ter condições saudáveis.

Veja São Paulo – Qual o seu prato preferido?

Goldman – Bife à parmigiana.

Veja São Paulo – Costuma beber? Goldman – Muito pouco. Gosto de uísque, vinho e vodca. Mas, se eu bebo uma dose de uísque, não posso beber a segunda, senão estou bêbado.

Veja São Paulo – Qual o melhor lugar de São Paulo? Goldman – Minha casa.

Veja São Paulo – E o pior? Goldman – Não sei (pausa). O mais triste é quando você passa numa avenida e vê favelas e mais favelas.

Veja São Paulo – Que tipo de imagem pública o senhor acha que tem? Goldman – De um cara sério.

Veja São Paulo – Qual a sua religião? Goldman – Não sigo religiões.

Veja São Paulo – Uma característica que admira e uma que abomina. Goldman – Admiro a franqueza. E a mentira me desagrada.

Veja São Paulo – Qual o seu maior arrependimento? Goldman – Talvez seja não ter dado continuidade ao meu estudo de música. Estudei piano até os 19 anos, depois eu ia fazer regência. Uma das coisas que também me faltam, que eu não fiz e não sei se vou ter chance de fazer, é escrever mais.

Veja São Paulo - Quando o senhor compra algo, o que costuma ser? Goldman – Alguma necessidade de momento. No fim de semana fui ao shopping comprar um cinto e aquele negócio de espirrar debaixo do braço, como é? Desodorante.

Veja São Paulo - Qual o melhor e o pior em ser político? Goldman – O melhor é realizar e ser reconhecido. O pior é não ser reconhecido. Não no sentido visual, mas pelo trabalho.

Veja São Paulo – O senhor não tem paciência para fotos... Goldman – Detesto foto posada. Me pedem para rir, mas eu queria saber: rir do quê?

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Fonte: VEJA SÃO PAULO