Trânsito

Agentes da CET vão usar bicicletas na fiscalização

Companhia de tráfego abriu licitação para adquirir 300 equipamentos 

Por: Veja São Paulo

Ciclovia Ponte da Casa Verde
Agente da CET faz o controle do trânsito na alça de acesso da Ponte da Casa Verde (Foto: Juliana Deodoro)

A CET abriu licitação para a compra de 300 bicicletas. Os equipamentos serão usados, a partir de 2015, por agentes da empresa nas áreas de educação, fiscalização e operação de trânsito. A medida integra um pacote de ações previsto pela gestão Fernando Haddad (PT) para incentivar e fiscalizar a obediência ao direito dos ciclistas.

Até o fim de 2015, a prefeitura planeja entregar 400 quilômetros de ciclovias - até sábado (22), a capital paulista já contava com 180,3 quilômetros. Além disso, guardas-civis metropolitanos (GCMs) passarão a fiscalizar infrações de regras de trânsito que coloquem os ciclistas em risco, em especial nas vias exclusivas.

De acordo com o comunicado publicado pela companhia, as bicicletas deverão ter bagageiro traseiro tubular em aço ou alumínio com capacidade para, no mínimo, 30 quilos, bem como equipamentos de segurança, como espelho retrovisor "com haste curta", campainha, refletores dianteiro e traseiro na campainha, no para-lama, nas rodas e nos pedais.

É a primeira vez que tantas bicicletas passam a ser usadas por fiscais de trânsito de São Paulo. Há alguns anos, a CET já havia adquirido bikes para os agentes fiscalizarem o cumprimento da Zona Azul no Parque do Ibirapuera, na Zona Sul.

O número de bicicletas, porém, ainda será pequeno diante da quantidade de agentes da companhia: são 1.856, segundo a CET.

Daniel Guth, diretor de participação da Ciclocidade, associação dos ciclistas urbanos de São Paulo, acredita que a medida ajuda a legitimar o uso da bicicleta no trânsito.

"É um recado à sociedade de que a bicicleta tem de estar na rua com segurança e conforto. A partir do momento em que os agentes passam a circular com elas, começam a perceber a dimensão dos abusos e das leis infringidas pelos motoristas."

(Com Estadão Conteúdo)

Fonte: VEJA SÃO PAULO