O SOL DA MEIA-NOITE

After hours: baladas que vão até bem depois de o dia raiar

Conheça quatro festas que começam no fim da madrugada de sábado e só acabam domingo à tarde

Por: Catarina Cicarelli - Atualizado em

SuperAfter
SuperAfter: balada acontece desde janeiro na D-Edge para substituir a Paradise (Foto: Cuca Pimentel)

Foi-se o tempo em que a balada acabava ao nascer do sol. Hoje, muitos paulistanos esticam a "noitada" nas chamadas after hours, festas que começam na madrugada do sábado e vão até domingo à tarde.

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“Não interessa para onde eu vá no sábado, sempre acabo em um after”, afirma o design de interiores Rafael Galvão, 26 anos. Para ele, no entanto, não é tão fácil emendar uma balada na outra. “Estou mais comportado. Ultimamente prefiro ficar em casa descansando antes do after, senão não dá." Galvão não é o único a ir para a cama mais cedo para acordar de madrugada e cair na pista. “Deito umas 21h e levanto umas 4h ou 5h da manhã”, conta o administrador Beto Gomez, 37 anos. “Enquanto todo mundo acorda e come um pão com manteiga, a gente toma uma cerveja”, brinca a cabeleireira Kátia Kall, outra fã dos afters.

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Não faltam opções na cidade para a “turma do café com vodca”, como se autointitula o pessoal que passa as manhãs na pista. O after mais antigo é o Hell's Club, que começou em 1994 no extinto Columbia, nos Jardins. A balada foi criada pelo DJ Pill Marques e, após tomar a pista do Vegas Club, ocupa hoje o Beat Club, no Baixo Augusta. “Festas de sábado são normalmente uma mistura de pessoas de diferentes estilos. Já o público do after vai para curtir a música. A festa é mais direcionada para a pista”, explica Pill.

Outra opção para os baladeiros é o SuperAfter, que acontece desde janeiro na D-Edge. A festa veio para substituir a Paradise, projeto criado pelo DJ Oscar Bueno que se mudou na época para a Hot Hot e hoje está em turnê pelo Brasil. Organizada pela fotógrafa Cuca Pimentel, a noitada costuma ir até as 13h, mas já houve ocasiões em que a farra passou das 16h. Por lá tocam DJs como Anderson Noise, Alex S. e o projeto Monsters At Work, formado por Renato Poletto e Ricardo Koji.

Voltada para o público gay, o After do Caju funciona nas madrugadas de sexta para sábado e de sábado para o domingo. Criada em 2007, a festa já passou pelo Mini Club e pelo DJ Club e hoje ocupa o Nostromondo. A partir das 6h da manhã, até 500 baladeiros chegam a se reunir na pista da casa ao som de tribal, house e pop. Outra opção para gays e simpatizantes é o Energy After, que acontece na Cantho. Criada há dois anos, a festa vai até as 16h sob o comando do DJ residente Junior Britto.

Fonte: VEJA SÃO PAULO