Criminalidade

Adolescente é a 19ª vítima de chacina na Grande SP

Letícia Vieira, de 15 anos, estava internada desde o dia 13 de agosto no Hospital Regional de Osasco e morreu devido a uma infecção abdominal

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Chacina
Chacina na Grande São Paulo deixou vinte mortos (Foto: Oslaim Brito)

A adolescente Letícia Vieira, de 15 anos, é a 19ª vítima da chacina ocorrida no dia 13 de agosto na Grande São Paulo. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a jovem estava internada no Hospital Regional de Osasco e morreu devido a uma infecção abdominal.

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Ela foi atingida por um tiro no abdômen na rua Suzano, em Osasco, quando estava na calçada. Segundo a secretaria, das seis pessoas que foram feridas, mas sobreviveram à chacina, ao menos três ainda estão internadas em hospitais da Grande São Paulo. A secretaria diz não poder informar o estado de saúde dos feridos. Guilherme Moreira, que também estava internado no Hospital Regional de Osasco, obteve alta médica no sábado (22).

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Enterro de Rodrigo Lima da Silva: mãe do rapaz de 16 anos desejou a “morte” dos assassinos do filho (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

Investigação

Quatro guardas-civis de Barueri passaram a ser investigados pela chacina. Com isso, subiu de 19 para 23 o número de suspeitos. Além dos guardas, são 18 policiais militares e um segurança. O soldado da polícia Fabrício Emmanuel Eleutério teve a prisão preventiva decretada após ser reconhecido por uma testemunha. Ele e será transferido para o presídio Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo.

Motivações

Um dos crimes que a polícia acredita que pode ter motivado a chacina foi a morte do guarda civil metropolitano Jefferson Luiz Rodrigues da Silva, de 40 anos, em Barueri, no dia 12 de agosto. Alexsandro Ribeiro Bezerra, de 21 anos, e Francisco Felisberto Camelo Brito, de 19 anos, foram presos em flagrante. Um terceiro suspeito de envolvimento no crime, Luiz Henrique Silva Brito, de 22 anos, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e se entregou à polícia na quarta (26) na presença de uma advogada. "Ao contrário dos outros dois que já estão presos, Brito não teve um envolvimento direto no assassinato, mas ajudou os comparsas", diz o delegado Aloysio Ribeiro de Mendonça, da 1ª Delegacia de Barueri.

Em outra morte, a do PM Admilson Pereira de Oliveira, os suspeitos Thiago Santos de Almeida, de 26 anos, e Vagner Rodrigues, de 28 anos, tiveram prisão decretada no dia 9 de agosto, mas estão foragidos.

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Esses quatro homens envolvidos na morte do PM e do GCM moravam em um raio de 10 quilômetros dos locais da chacina. Ribeiro residia há menos de 500 metros do bar na Rua Antônio Benedito Ferreira, onde oito morreram, e Brito morava a 1 quilômetro. Suspeita-se que ambos frequentavam o local.

Prêmio

A Secretaria da Segurança Pública também oferece recompensa de 50 000 reais para quem ajudar com informações que levem à identificação e à prisão dos autores da chacina. O caso é investigado por uma força-tarefa composta por setenta policiais civis e técnico-científicos na sede do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa, na capital.

A polícia afirma que três grupos distintos podem ter cometido as mortes. “São, no mínimo, dez criminosos envolvidos. As imagens apontam que havia quatro pessoas em um Peugeot e mais duas em uma motocicleta, em Osasco”, disse, em nota, o secretário Alexandre de Moraes.

Fonte: VEJA SÃO PAULO