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Polícia fecha adega que trocava rótulos de garrafas de cerveja

Pai e dois filhos retiravam rótulos de bebiba chamada A Outra e os substituíam por emblemas de Brahma, Skol e Itaipava. Produto era vendido a bares da Zona Leste

Por: Fábio Lemos Lopes - Atualizado em

Cerveja rótulo trocado
Adega fechada na Zona Leste: garrafas de cerveja da marca A Outra recebiam rótulos e tampas de Brahma, Skol e Itaipava (Foto: Oslaim Brito)

A Polícia Civil fechou uma adega na Zona Leste onde o proprietário e os dois filhos substituíam rótulos das garrafas de cerveja da marca A Outra por emblemas originais de Brahma, Skol e Itaipava. Durante o processo de adulteração, o trio também trocava a tampa que lacra os vasilhames.

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A empresa funcionava na Travessa Vereda Tropical, no Jardim da Conquista. No local, os policiais encontraram 425 caixas com garrafas vazias com os rótulos das marcas tradicionais, além de cem caixas que passavam pelo processo de substituição de rótulos e tampas.

Cerveja rótulo trocado
Sem controle de higiene: máquina era utilizada para substituir as tampas que lacram as garrafas (Foto: Oslaim Brito)

Antônio Oleni Pinheiro e seus dois filhos, Antônio Leonardo e Cristian Nogueira Pinheiro, foram presos em flagrante. Encaminhados para o 2º Distrito Policial, eles serão transferidos para um Centro de Detenção Provisória para aguardar o julgamento. “Eles foram enquadrados em dois artigos de crimes contra a saúde pública e podem ficar presos de quatro a oito anos”, disse o delegado titular da 1º Delegacia de Crimes Contra a Saúde Pública, Fernando Bardi.

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Segundo o delegado, os suspeitos lavavam as garrafas para retirar os rótulos. Já em uma máquina, eles substituíam as tampas. “O processo não segue o controle rigoroso de higiene das fábricas. Além disso, quando a garrafa é aberta, perde um pouco do gás. Os próprios consumidores perceberam o problema por causa do sabor diferente.”

Cerveja rótulo trocado
Marcas trocadas: a polícia encontrou na adega 100 caixas com garrafas que passavam pelo processo de adulteração (Foto: Oslaim Brito)

Bardi afirma que a adega vendia o produto adulterado para os bares da região. “Eles comercializavam as garrafas por um valor um pouco abaixo do praticado pelo mercado. Assim, os comerciantes não suspeitavam.”

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Até o momento, os advogados dos suspeitos não foram localizados para comentar o caso.

Fonte: VEJA SÃO PAULO