Crime

Acusados receberiam 20 000 reais pela participação em sequestro

Polícia investiga o mandante do crime; Aparecida Schunck Flosi Palmeira foi libertada neste domingo (31) de um cativeiro

Por: Estadão Conteúdo

Suspeito de envolvimento no sequestro de Aparecida Schunck Flosi Palmeira, sogra de Bernie Ecclestone, deixa à Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP)
Acusado de participar de sequestro da sogra de Bernie Ecclestone, chefão da F-1, presta depoimento no DHPP (Foto: Suamy Beydoun/Estadão Conteúdo)

Os dois acusados presos pela polícia pelo sequestro de Aparecida Schunck Flosi Palmeira, de 67 anos, sogra de Bernie Ecclestone, presidente da empresa que administra a Fórmula 1, contaram que iam receber cada um 20 000 reais para fazer o sequestro de Aparecida Schunk Flosi Palmeira. A polícia investiga agora quem seria o mandante do crime. "Existem outros envolvidos", disse a delegada Elizabete Ferreira Sato.

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A quebra do sigilo do e-mail de um dos sequestradores e as impressões digitais deixadas por eles no Fiesta levado da família foram as pistas que permitiram à Divisão Antissequestro (DAS) chegar aos acusados Vitor Oliveira Amorim e Davi Vicente Azevedo.

O primeiro era procurado pela Justiça em razão de outros crimes enquanto o segundo já havia sido detido por roubo. Eles usaram um e-mail de uma conto do Yahoo para negociar o resgate com a família de Aparecida. Por meio da quebra do sigilo, a DAS identificou o primeiro suspeito. Era Azevedo.

Foi ele quem primeiro foi preso. Os policiais sabiam que o acusado havia sofrido um acidente de moto no dia 26 e havia deixado o cativeiro, onde Amorim permanecia vigiando Aparecida. Eles vigiaram a casa de Azevedo em Cotia e o detiveram quando ele saía do imóvel. Azevedo estava de muleta.

Confrontado com a presença de suas impressões digitais no Fiesta da vítima, o acusado teria, segundo a polícia, decidido colaborar. Ele levou os policiais até o cativeiro de Aparecida. A vítima estava dentro da casa da chácara e era vigiada pela outro acusado detido - Amorim.

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Durante os contatos com a família, os bandidos exigiram que o resgate de 168 milhões de euros fosse pago na sexta-feira. Queriam que o dinheiro fosse entregue em quatro sacos por um helicóptero. A polícia mantinha contato com a família e desaconselhou que o empresário Bernie Ecclestone viesse ao Brasil para acompanhar o caso. Bernie permaneceu na Inglaterra com sua mulher, Fernanda.

Fonte: VEJA SÃO PAULO