Crime

Acusada de matar as duas filhas vai para hospital psiquiátrico

Mary Vieira Knorr, de 53 anos, já teve prisão preventiva decretada, mas continuará tratamento no Pinel

Por: Nataly Costa - Atualizado em

mary knorr
Mary com o yorkshire Rick, também encontrado morto (Foto: Fotos Arquivos de família)

Acusada pela polícia de matar as duas filhas adolescentes, a corretora de imóveis Mary Vieira Knorr, de 53 anos, teve alta hoje do Hospital Universitário, onde estava internada desde 14 de setembro. Apesar de sua prisão preventiva ter sido decretada, ela foi transferida por tempo indeterminado para o Hospital Psiquiátrico Pinel (Centro de Atenção Integrada em Saúde Mental Philippe Pinel), para continuar o tratamento. Também nesta quarta (2), o Ministério Público denunciou Mary à Justiça pelo assassinato de Giovanna Knorr Victorazzo, de 14 anos, e Paola Knorr Victorazzo, de 13. Se a denúncia for acatada, ela responderá pelo crime de homicídio duplamente qualificado. 

O assassinato de Giovanna e Paola foi descoberto no dia 14, mas a Polícia Civil suspeita que elas tenham sido mortas pelo menos dois dias antes. Na casa, além dos corpos, foi encontrado o cachorro da família, também morto por asfixia. Transtornada e falando coisas desconexas, Mary estava deitada na sala do sobrado com o corpo sujo de gasolina. Ela teria confessado a um dos policiais que matou as duas filhas. O gás de cozinha estava aberto e a polícia suspeita que também tenha tentado se suicidar. O crime ocorreu no Butantã, Zona Oeste da capital. 

Os laudos do Instituto de Criminalística (IC) que vão determinar a causa da morte das adolescentes ainda não estão prontos. A suspeita da polícia é envenenamento seguido de asfixia. 

paola e giovanna victorazzo - crime
Irmãs foram encontradas mortas no último dia 14 (Foto: Arquivos de família)

 

Por ter permanecido internada desde o crime, Mary ainda não foi ouvida pela polícia. Os depoimentos dos outros dois filhos da corretora, Leon Gustavo e Eliane, e do ex-marido, Marco Antônio Victorazzo, não indicam que ela sofria qualquer transtorno psicológico. Mary, no entanto, acumulava dívidas de mais de 200 000 reais. 

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO