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O que acontece neste domingo (26): cinema

Bons filmes para assistir hoje

Por: Redação VEJA SÃO PAULO on-lin

X-Men - Primeira Classe
Jason Flemyng e January Jones em cena: cinessérie 'X-Men - Primeira Classe' mescla humor, efeitos especiais e ação (Foto: Divulgação)

+ O que fazer neste domingo (26)

  • A forma roliça de Gérard Depardieu cai bem para o físico de Germain, protagonista do drama, que mora num vilarejo no centro-oeste da França, vive de bicos e namora uma motorista de ônibus. Tipo humilde e de coração sem tamanho, teve uma infância problemática ao lado da mãe destemperada. Com dificuldades de aprendizado, cresceu complexado, sobretudo pelas humilhações sofridas por não saber ler perfeitamente. Esse cara bonachão, porém, vai ganhar uma chance de ouro ao conhecer a simpática velhinha Margueritte (a atriz Gisèle Casadesus) numa praça. No contato diário com a letrada nonagenária, Germain descobre a riqueza dos livros. O tema pode parecer árido, mas o experiente diretor-roteirista Jean Becker (de "Conversas com Meu Jardineiro") tira da frente qualquer sinal de marasmo ou literatice, injetando certo humor nos conflitos dramáticos. Nascida do acaso, a amizade de Germain e Margueritte consegue arrebatar a plateia pela extrema dedicação de um ao outro. O espectador, portanto, se vê fisgado em meio a histórias íntimas tratadas com autenticidade, alguns clichês e muita sensibilidade. Estreou em 27/05/2011.
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  • Apesar do infeliz título em português, não se trata de um romance água com açúcar, mas de um drama pesadão e contundente. Indicada ao Oscar 2011 de melhor atriz, Michelle Williams (“O Segredo de Brokeback Mountain”) faz par com Ryan Gosling (“A Garota Ideal”). Eles interpretam esposa e marido, pais de uma menina de 5 anos, que sentem o peso do relacionamento. Para acertar os ponteiros, reservam um quarto de motel para tentar relembrar o início da relação. O filme acompanha simultaneamente duas fases distintas da vida do casal: quando se conheceu, unido pelas ilusões românticas, e, anos depois, afastados pela rotina familiar. Excelente trabalho de atores em uma história tão verdadeira que chega a doer no espectador. Estreou em 10/06/2011.
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  • O francês François Ozon nunca foi um cineasta contido. Com uma média de um filme por ano, ele salta de um gênero a outro, sempre explorando ao máximo os artifícios de cada um. Seja em um musical (“8 Mulheres”), um suspense psicológico (“Swimming Pool — À Beira da Piscina”) ou um melodrama de época (“Angel”), o exagero atrai o diretor, que faz bom uso dele. Ao seu mais recente trabalho, “Potiche — Esposa Troféu”, Ozon imprimiu um divertido tom de telenovela, tanto na linguagem cênica quanto nos elementos da narrativa. E, mais uma vez, o espectador descobre uma trama muito além dos estereótipos. Situada no fim dos anos 70, em um vilarejo industrial do norte da França, a história apresenta uma abastada família, os Pujol. Suzanne, a dona de casa e mãe interpretada pela diva Catherine Deneuve, aparenta ser uma perua fútil, a tal “esposa troféu” do título, casada com o ríspido Robert (Fabrice Luchini) e dedicada ao casal de filhos, Laurent (Jérémie Renier) e Joëlle (Judith Godrèche). Quando o marido adoece durante uma greve em sua fábrica de guarda-chuvas, que ele comanda com mão de ferro, Suzanne domina a situação com carisma e iniciativa. O excelente elenco traz ainda o onipresente Gérard Depardieu (em cartaz também em “Minha Tardes com Margueritte”), no papel de um galanteador líder sindical. Por trás da irresistível atmosfera kitsch, muito bem representada, estão temas como reformas trabalhistas, interesses políticos e direitos das mulheres. Nada disso, porém, é abordado de forma óbvia. No longa, as transformações pessoais de cada personagem sobressaem em relação às revoluções que eles querem causar — ou evitar — na sociedade. Ozon desvia-se do discurso panfletário criando saborosas reviravoltas amorosas, responsáveis por momentos hilariantes. Por fim, dá gosto ver uma estrela da importância de Catherine Deneuve, aos 67 anos, ser brindada com papéis fortes e (por que não?) sedutores. Estreou em 24/06/2011.
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  • O tabu a que se refere o título é o oportuno debate sobre a descriminalização (total ou não) do usuário de drogas no Brasil. De uma ideia nascida dez anos atrás, Fernando Grostein Andrade, meio-irmão do apresentador Luciano Huck (um dos produtores) e diretor de "Coração Vagabundo" (sobre Caetano Veloso), encontrou o apoio de Fernando Henrique Cardoso para tocar seu novo documentário. O ex-presidente funcionou como um âncora da polêmica questão e saiu pelo mundo para entender como outras nações se comportam diante dela. Nota-se a cada minuto o esforço da produção. Grostein e sua equipe rodaram o Brasil e mais sete países durante 58 dias, entrevistaram 176 pessoas e enxugaram 400 horas de material bruto em 74 minutos. Há depoimentos importantes, como os dos ex-presidentes americanos Jimmy Carter e Bill Clinton, do ator mexicano Gael García Bernal e do escritor Paulo Coelho. Também é bastante coerente a entrevista do médico Drauzio Varella. Estreou em 03/06/2011.
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  • A entrada do diretor inglês de "Nem Tudo É o que Parece" (2004) e "Kick-Ass" (2010) deu novo molho e dinamismo à cinessérie de ação com os personagens dos quadrinhos da Marvel. Embora atores dos filmes anteriores, como Hugh Jackman, apareçam de relance, são novos (e bons) astros que interpretam os personagens na juventude. O foco está, sobretudo, nos primórdios do Professor Xavier, agora um papel para James McAvoy (de "O Procurado"), e de Magneto, ainda chamado Erik Lensherr e interpretado pelo ótimo Michael Fassbender (de "Bastardos Inglórios" e "Centurião"). Lensherr cresceu com um imenso sentimento de revolta após presenciar o assassinato de sua mãe num campo de concentração nazista na II Guerra. Em sua trajetória, tem um objetivo: liquidar o alemão Sebastian Shaw (Kevin Bacon), responsável pelo crime. Por causa de seus superpoderes, o rapaz acaba cruzando com Xavier, telepata que pretende reunir em uma escola alunos dotados de estranhas habilidades. Entre os mutantes, está Mística (Jennifer Lawrence). Em interessante roteiro ambientado na década de 60, o filme traz para a ficção fatos marcantes da história real como a Guerra Fria e a crise dos mísseis, em Cuba. Estreou em 03/06/2011.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO