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O que acontece nesta sexta (03): exposições

São sete mostras das mais diversas para visitar neste fim de semana na cidade

Por: Redação VEJA SÃO PAULO on-line - Atualizado em

Grace Kelly - É grátis
De musa de Hollywood a Princesa de Mônaco: Grace Kelly ganha exposição no Museu de Arte Brasileira (Foto: Divulgação)

+ O que fazer nesta sexta (03)

  • Professora de escola municipal que só começou a pintar depois de se aposentar, há duas décadas, a fluminense de Campos dos Goytacazes Lucia Laguna, de 72 anos, apresenta oito quadros na exposição Jardim. As obras nascem de um processo criativo incomum. A artista deixa os assistentes começar o trabalho na tela em branco com tinta acrílica e, a partir disso, faz intervenções a óleo. O resultado parece abstrato, até pela caótica quantidade de informação reunida, porém, aos poucos, é possível descobrir paisagens e cenas do cotidiano de Lucia. Ela, que vive no subúrbio do Rio de Janeiro, retrata casas vizinhas, o seu quintal e o dia a dia do ateliê. Preços não fornecidos. De 22/6/2013 a 3/8/2013.
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  • Resenha por Adriano Conter: Para comemorar duas décadas de atividade, a Galeria Marilia Razuk decidiu exibir o trabalho do mais importante nome representado pela casa, o mineiro Amilcar de Castro (1920-2002). O que poderia ser uma simples homenagem acabou chamando a atenção de quem aprecia arte. Foram reunidas no espaço todas as 140 peças de corte e dobra realizadas pelo escultor a partir dos anos 60 — a ideia é vendê-las juntas a um museu e possibilitar uma exposição permanente. São exemplares pequenos, de cerca de 20 centímetros de altura, e de formas bastante variadas. Revelado como neoconcretista, Amilcar diferenciou-se por desafiar o racionalismo quase matemático de alguns artistas construtivos. Há nas suas obras um equilíbrio ideal entre rigidez e espontaneidade. A montagem inclui ainda cinco esculturas maiores e oito telas (chamadas por ele de desenhos), fontes claras de inspiração para os tridimensionais. Preços não fornecidos. De 27/04/2012 a 09/06/2012.
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  • Os 92 trabalhos da exposição — divididos entre aquarelas, desenhos e óleos — foram realizados entre 1825 e 1826, em Portugal e no Brasil. Com apenas 25 anos, o inglês Charles Landseer viajou acompanhando uma missão diplomática chefiada por Charles Stuart, que, ao fim do percurso, confiscou toda a sua produção. A pena delicada do londrino surpreende nos registros de praias e, sobretudo, da dura vida dos escravos nas cidades, inclusive em cenas de surra de chicote em público. De 10/05/2011 a 10/07/2011.
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  • Celebrado nome da gravura no século XX, o holandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972) possuía um estilo único. Uma de suas características mais marcantes eram os padrões geométricos criados para entrelaçar imagens e as construções impossíveis. Distribuída por todo o Centro Cultural Banco do Brasil, a retrospectiva O Mundo Mágico de Escher reúne 95 esplêndidos trabalhos feitos para desafiar os olhos. A dica é iniciar a visita pelo 3º andar e descer. Bons exemplos de sua maestria podem ser vistos nas xilogravuras Metamorfose I, Dia e Noite e Oito Cabeças e nas litografias Autorretrato no Espelho Esférico e Subindo e Descendo. Entre as dez instalações interativas, a curiosa Sala do Impossível, um espaço com dois universos invertidos vistos através de duas janelas, chama atenção. Vale ainda tirar uma foto na divertida Sala da Relatividade, capaz de aumentar ou diminuir a altura do espectador por meio de um truque de perspectiva, e assistir ao explicativo filme de sete minutos com projeções de obras de Escher em 3D (para esta atração, deve-se retirar uma senha na bilheteria). De 19/04/2011 a 17/07/2011.
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  • Atriz nascida nos Estados Unidos, Grace Kelly se casou com o príncipe de Mônaco em 1956 e morreu após sofrer um acidente de carro em 1982, aos 52 anos. A história deste ícone da beleza do século XX é narrada em uma mostra com 900 itens, entre fotos, vídeos, vestidos, joias e cartas. Bem organizada, a montagem se divide em núcleos ligados a fases da vida de Grace. Sobressai a sala dedicada aos filmes realizados com Alfred Hitchcock (1899-1980). De 05/05/2011 a 10/07/2011.
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  • A pintora portuguesa ganha uma retrospectiva com 110 obras realizadas de 1953 a 2009, entre pinturas, desenhos, gravuras e colagens. É uma excelente oportunidade para o público brasileiro entrar em contato com uma produção de grande impacto estético, caracterizada por figuras de formas tão indistintas quanto as do francês Balthus. A abordagem corrosiva e naturalista da sexualidade pode ser digna de comparação com a do alemão naturalizado inglês Lucian Freud, para muitos especialistas o mais importante artista vivo. Às vezes bonecos servem de modelo para Paula, de 76 anos, e o aspecto narrativo das peças advém de fontes diversas. Há desde a influência de contos infantis e de literatura até a crítica social, latente na série O Aborto, composta de pastéis nos quais jovens interrompem a gravidez, e em Circuncisão Feminina, sobre mutilação genital. As águas-fortes do conjunto Rimas Infantis remetem aos perturbadores Caprichos de Goya. Recordações pessoais também aparecem aqui e ali, caso da misteriosa acrílica A Família. É difícil não observar nesses trabalhos, marcados pela presença da libido e da morte, um comentário revelador, algo funesto, acerca da condição humana. De 19/03/2011 a 05/06/2011.
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  • Um século após surgir na Europa, alavancado por artistas tão geniais quanto distintos entre si, a exemplo de Edvard Munch e Otto Dix, o gênero dedicado às formas angulares e aos recantos desesperados da alma é tema da coletiva no Museu de Arte Brasileira da Faap. Noventa trabalhos integram Marcas do Expressionismo. Eles repassam a trajetória do movimento no Brasil, em suas idas e vindas. Há desde o negrume paradigmático das xilogravuras de Oswaldo Goeldi até os experimentos precursores de Anita Malfatti em obras-primas como Homem das Sete Cores. Flávio de Carvalho prefere recorrer à explosão de tonalidades nos retratos do maestro Eleazar de Carvalho e do escritor José Geraldo Vieira. A mostra tem ainda o mérito de recuperar dois pintores talentosos e atualmente pouco lembrados no país, Marina Caram e Heinz Kühn, além de apostar nos contemporâneos Marco Paulo Rolla e Herman Tacasey.  De 15/02/2011 a 29/05/2011.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO