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O que acontece nesta sexta (24): cinema

Bons filmes para assistir hoje

Por: Redação VEJA SÃO PAULO on-line

Namorados para Sempre
'Namorados para Sempre': casal em crise tenta descobrir para onde foi o amor que tinham anos atrás (Foto: Divulgação)

+ O que fazer nesta sexta (24)

  • Em seu atual giro pelo mundo, Woody Allen parou na França para fazer um dos seus filmes mais graciosos dos últimos anos. Em Paris, um roteirista americano (Owen Wilson) com pretensão de ser escritor se distancia de sua noiva consumista (Rachel McAdams), de seus sogros conservadores e dos amigos esnobes dela. Cansado do vazio da vida moderna, ele prefere caminhar sozinho à noite para se inspirar. Depois da meia-noite, porém, descobre uma cidade diferente, atemporal, como sempre sonhou. O cineasta colocou inúmeras referências culturais para destacar o charme parisiense, principalmente aquele perdido no passado. De quebra, lembrou-se de quando viveu lá como um jovem comediante querendo escrever romances. Estreou em 17/06/2011.
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  • Apesar do infeliz título em português, não se trata de um romance água com açúcar, mas de um drama pesadão e contundente. Indicada ao Oscar 2011 de melhor atriz, Michelle Williams (“O Segredo de Brokeback Mountain”) faz par com Ryan Gosling (“A Garota Ideal”). Eles interpretam esposa e marido, pais de uma menina de 5 anos, que sentem o peso do relacionamento. Para acertar os ponteiros, reservam um quarto de motel para tentar relembrar o início da relação. O filme acompanha simultaneamente duas fases distintas da vida do casal: quando se conheceu, unido pelas ilusões românticas, e, anos depois, afastados pela rotina familiar. Excelente trabalho de atores em uma história tão verdadeira que chega a doer no espectador. Estreou em 10/06/2011.
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  • A quebra de expectativa é um dos trunfos da surpreendente comédia dramática realizada pela dupla de diretores argentinos. Elegantes e afiados, Cohn e Duprat enfocam o tormento que se abate sobre uma família de Buenos Aires. Um casal, a filha e a empregada vivem numa casa projetada pelo renomado arquiteto franco-suíço Le Corbusier (1887-1965) e sentem-se invadidos quando um vizinho decide, por conta própria e sem autorização da prefeitura, fazer uma janela em seu apartamento que dá de cara para o histórico imóvel. O certinho designer de objetos Leonardo (Rafael Spregelburd) é contra e alerta o incoveniente Victor (Daniel Aráoz) a tapar o buraco. Começa assim uma trama pontilhada de suspense, surpresas, reviravoltas, mal-entendidos e humor singular. Estreou em 20/05/2011.
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  • O francês François Ozon nunca foi um cineasta contido. Com uma média de um filme por ano, ele salta de um gênero a outro, sempre explorando ao máximo os artifícios de cada um. Seja em um musical (“8 Mulheres”), um suspense psicológico (“Swimming Pool — À Beira da Piscina”) ou um melodrama de época (“Angel”), o exagero atrai o diretor, que faz bom uso dele. Ao seu mais recente trabalho, “Potiche — Esposa Troféu”, Ozon imprimiu um divertido tom de telenovela, tanto na linguagem cênica quanto nos elementos da narrativa. E, mais uma vez, o espectador descobre uma trama muito além dos estereótipos. Situada no fim dos anos 70, em um vilarejo industrial do norte da França, a história apresenta uma abastada família, os Pujol. Suzanne, a dona de casa e mãe interpretada pela diva Catherine Deneuve, aparenta ser uma perua fútil, a tal “esposa troféu” do título, casada com o ríspido Robert (Fabrice Luchini) e dedicada ao casal de filhos, Laurent (Jérémie Renier) e Joëlle (Judith Godrèche). Quando o marido adoece durante uma greve em sua fábrica de guarda-chuvas, que ele comanda com mão de ferro, Suzanne domina a situação com carisma e iniciativa. O excelente elenco traz ainda o onipresente Gérard Depardieu (em cartaz também em “Minha Tardes com Margueritte”), no papel de um galanteador líder sindical. Por trás da irresistível atmosfera kitsch, muito bem representada, estão temas como reformas trabalhistas, interesses políticos e direitos das mulheres. Nada disso, porém, é abordado de forma óbvia. No longa, as transformações pessoais de cada personagem sobressaem em relação às revoluções que eles querem causar — ou evitar — na sociedade. Ozon desvia-se do discurso panfletário criando saborosas reviravoltas amorosas, responsáveis por momentos hilariantes. Por fim, dá gosto ver uma estrela da importância de Catherine Deneuve, aos 67 anos, ser brindada com papéis fortes e (por que não?) sedutores. Estreou em 24/06/2011.
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  • Como a DreamWorks vai lançar "Kung Fu Panda 2" e a Pixar virá com "Carros 2", ambas as fitas ainda neste ano, dá para prever que a nova animação do diretor de "A Era do Gelo" tem tudo para ganhar uma indicação para, e talvez vencer, o Oscar 2012. Ao contrário dos estúdios concorrentes, que optaram por continuações, o brasileiro Carlos Saldanha investiu seu talento numa espetacular aventura praticamente toda ambientada em sua terra natal. Sem modismos pop ou piadas só compreensíveis para os adultos, o roteiro enfoca a trajetória da ararinha-azul macho Blu (voz de Jesse Einsenberg na versão legendada). Raptado ainda bebê no Rio de Janeiro por traficantes de animais, o pássaro vai parar no gélido estado americano de Minnesota. Criado numa livraria, Blu não aprende a voar. Surge então um ornitólogo brasileiro (dublado por Rodrigo Santoro) com uma proposta: levar a ave, uma espécie em extinção, e sua dona para o Rio de Janeiro na intenção de fazê-la cruzar com a espevitada Jade (Anne Hathaway). Na Cidade Maravilhosa carinhosamente homenageada pelo realizador, surgem os contratempos, a diversão e os desafios. Em três belíssimos momentos, o desenho chega a arrancar o fôlego: na subida do bondinho de Santa Tereza, no passeio de asa-delta e na fulgurante passagem de uma escola de samba pela Sapucaí. São imagens emocionantes feitas com técnica invejável em resultado capaz de cativar adultos e crianças com a mesma intensidade. Estreou em 08/04/2011.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO