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O que acontece nesta quinta (23): exposições

São cinco mostras das mais diversas para visitar neste feriado na cidade

Por: Redação VEJA SÃO PAULO on-line

Sala da Relatividade - Escher
Sala da Relatividade: truque de perspectiva elaborado por Escher (Foto: Divulgação)

+ O que fazer nesta quinta (23)

  • Nome incontornável do fotojornalismo do século passado, sobretudo nos quase vinte anos em que trabalhou na revista Life, o americano Andreas Feininger (1908-1999) ganha a primeira individual na América Latina. A retrospectiva reúne 93 imagens da cidade de Nova York feitas durante a década de 40. Entusiasmado e ao mesmo tempo cético em relação ao progresso urbano, o fotógrafo clicou pontes, arranhacéus, indústrias, carros e multidões da metrópole. Arquiteto formado pela escola alemã Bauhaus, da qual seu pai, Lyonel, foi um dos fundadores, Feininger pode ser classificado como formalista. Ao contrário de Henri Cartier-Bresson, sempre à espera do “momento decisivo”, ele se preocupava em estruturar com perfeição o ângulo de cada enquadramento, à maneira de uma composição musical. Não à toa, manifestava paixão pelos minuciosos contrapontos de Johann Sebastian Bach.  De 26/03/2011 a 26/06/2011.
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  • Os limites entre a produção sacra e a popular sempre se revelaram tênues e difusos. Ainda assim, São Paulo não recebia havia algum tempo uma mostra como esta, que combinasse com tanta eficiência os dois gêneros. Muito bem organizada, tem curadoria de Edna Matosinho de Pontes, dona da Galeria Pontes, dedicada ao estilo naïf. Ela pinçou sessenta obras de dezessete nomes, entre pinturas, esculturas e oratórios. Algumas das peças não têm autoria, a exemplo das chamadas “paulistinhas”, imagens feitas de barro nos séculos XVIII e XIX, de formas despidas de ornamentos. A seleção reúne artistas de diversos níveis de popularidade. Presente com uma via-sacra admirável, o paulista José Antônio da Silva chegou a representar o Brasil na Bienal de Veneza. Autor de um presépio cheio de animais selvagens, o mineiro Artur Pereira (1920-2003) foi comparado pelo crítico Rodrigo Naves ao escultor romeno Constanti Brancusi. Outros destaques não tão conhecidos são a Madona do goiano Odon Nogueira e a maravilhosa Nossa Senhora das Dores do alagoano Antônio de Dedé, cujo coração aparece atravessado por flechas. De 08/06/2011 a 07/08/2011.
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  • Celebrado nome da gravura no século XX, o holandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972) possuía um estilo único. Uma de suas características mais marcantes eram os padrões geométricos criados para entrelaçar imagens e as construções impossíveis. Distribuída por todo o Centro Cultural Banco do Brasil, a retrospectiva O Mundo Mágico de Escher reúne 95 esplêndidos trabalhos feitos para desafiar os olhos. A dica é iniciar a visita pelo 3º andar e descer. Bons exemplos de sua maestria podem ser vistos nas xilogravuras Metamorfose I, Dia e Noite e Oito Cabeças e nas litografias Autorretrato no Espelho Esférico e Subindo e Descendo. Entre as dez instalações interativas, a curiosa Sala do Impossível, um espaço com dois universos invertidos vistos através de duas janelas, chama atenção. Vale ainda tirar uma foto na divertida Sala da Relatividade, capaz de aumentar ou diminuir a altura do espectador por meio de um truque de perspectiva, e assistir ao explicativo filme de sete minutos com projeções de obras de Escher em 3D (para esta atração, deve-se retirar uma senha na bilheteria). De 19/04/2011 a 17/07/2011.
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  • O Masp apresenta ao público 120 gravuras em papel de sua coleção assinadas por artistas brasileiros. A montagem privilegia a passagem da figuração ao abstracionismo, resultando, nos últimos anos, em um modelo híbrido adotado por nomes como Cildo Meireles e Nelson Leirner. Constam na seleção dos curadores Teixeira Coelho e Denis Molino joias de Volpi, Iberê Camargo (da série Manequins da Rua da Praia), Marcello Grassmann, Fayga Ostrower (em raros momentos figurativos) e Arcangelo Ianelli, entre outros.  Prorrogada até 02/10/2011.
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  • Ignorada por vários anos, a produção do muralista carioca Paulo Werneck (1907-1987) enfim ganha o devido reconhecimento. Depois de passar pelo Rio de Janeiro, a retrospectiva dedicada a esse precursor do abstracionismo no país aporta na Pinacoteca. As peças centrais da seleção de Carlos Martins, cocurador ao lado de Claudia Saldanha, são os 110 projetos para fachadas ou interiores de edifícios, feitos com guache. A princípio um ilustrador figurativo, Werneck alcançou reconhecimento nos anos 40 e 50 ao aplicar os desenhos através da técnica de pastilhas de cerâmica. Embora a norma da época fosse encomendar a realização final dos painéis a ateliês profissionais, o artista preferiu montar uma equipe para participar desse processo quase artesanal. A mostra exibe ainda 25 fotografias de murais finalizados. Seu trabalho mais célebre é o da Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte, prédio de autoria do recorrente parceiro Oscar Niemeyer. De 21/05/2011 a 17/07/2011.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO