Saúde

As ações do sistema de saúde da capital para enfrentar o vírus zika

Prefeitura, governo do estado e hospitais da rede privada se preparam para atender casos relacionados ao mosquito Aedes aegypti

Por: Mariana Oliveira - Atualizado em

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Combate ao mosquito Aedes aegypti: agentes podem atuar até mesmo contra a vontade de proprietários (Foto: Ale Frata / Folhapress)

Desde que o surto de microcefalia no Nordeste do país foi diretamente relacionado ao zika, vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, até mesmo as regiões que não computaram aumento no número de casos da doença estão em alerta.

Embora na capital paulista ainda não tenha sido registrada nenhuma ocorrência – há apenas quatro suspeitas de microcefalia, que não tiveram a relação com o vírus zika comprovada –, as secretárias de saúde do município e do estado planejam ações de combate e de diagnóstico.

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Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, um plano de contingência está sendo elaborado e deve ser divulgado nos próximos dias. Entre as possíveis realizações está a disponibilidade de um exame para detectar o vírus zika voltado exclusivamente para gestantes durante o pré-natal. 

Já a prefeitura de São Paulo regulamentou nesta quarta (2) a lei 16.273/15, que prevê, entre outras coisas, a entrada até mesmo forçada de agentes de saúde em locais, mesmo particulares ou abandonados, que propiciem a proliferação do mosquito responsável por transmitir a dengue, a febre chikungunya e o vírus zika.

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Os hospitais da rede pública já receberam orientações do Ministério da Saúde para trabalharem com uma ficha mais completa durante o atendimento ao paciente que apresenta os sintomas da doença (febre, dores de cabeça e manchas vermelhas no corpo são alguns deles). Quando a dengue é descartada, os exames devem ser encaminhados para laboratórios equipados para diagnosticar o vírus zika.

Alguns complexos particulares, como o Samaritano, em Higienópolis, também seguem este protocolo. A rede Albert Einstein está seguindo o comunicado da Organização Mundial de Saúde (OMS), que pede atenção e preparo para caso o número de ocorrências da doença comece a crescer. "Não temos nenhuma caso até agora e cada obstetra faz as recomendações para suas gestantes", disse a instituição. 

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Em nota, o Hospital Sírio-Libanês comunicou que também atua com pronto atendimento que segue as recomendações do ministério. "Caso o exame dê negativo para dengue, uma amostra do material genético do paciente é encaminhada ao Instituto Adolfo Lutz", relata.

Todos os órgãos de saúde, sejam eles privados ou públicos, devem comunicar ao Ministério da Saúde os casos suspeitos de microcefalia ou do vírus zika.

Fonte: VEJA SÃO PAULO