Arena Corinthians

Operador de guindaste nega falha humana em acidente, diz advogado

Segundo defensor, José Walter Vicentim tentou fazer manobra de correção para evitar tombamento que deixou dois mortos 

Por: Redação VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

O operador do guindaste que tombou e destruiu parte da Arena Corinthians na última quarta-feira (27), José Walter Vicentim, prestou depoimento nesta quarta (4) e afirmou que ao perceber que o equipamento estava instável, tentou fazer manobras para corrigí-lo e evitar o acidente que deixou dois mortos. De acordo com seu advogado, Carlos Krauffmann, as manobras foram feitas tanto no modo automático quanto manual. "Ele fez tudo que podia para evitar o acidente. O supervisor precisou mandá-lo sair quatro vezes antes que abandonasse o equipamento."

Ainda segundo o advogado, Vicentim disse que não houve nenhuma ocorrência que o fizesse suspeitar da segurança do procedimento e negou qualquer falha mecânica ou humana. O operador tem 34 anos de experiência sendo 17 anos em guindastes e dois anos e meio nesse tipo específico de guindaste. Ele participou dos outros 37 içamentos na Arena Corinthians e este seria o útlimo procedimento.

O delegado titular do 65º Distrito Policial, Luiz Antônio da Cruz disse que o guindaste foi levado para o pátio da fabricante alemã Liebherr em Guaratinguetá, onde ficará à disposição do Instituto de Criminalística. A 'caixa-preta' do equipamento também foi entregue aos peritos e cópias também seguem com fabricante e com a empresa dona do guindaste, a Locar.

Os depoimentos seguem até a próxima terça-feira (10) e o delegado aguarda o laudo técnico que poderá apontar a causa do acidente. Na terça (3), a Fifa confirmou que a Arena Corinthians será palco da abertura da Copa do Mundo em 2014.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO