Cidade

Seções de achados e perdidos guardam óculos, muletas e até sutiã

Veja o que mais andam esquecendo em estabelecimentos da cidade

Por: Bianca Bibiano - Atualizado em

Óculos na Sala São Paulo - 2218
Óculos na Sala São Paulo: a cada concerto, ao menos uma armação é deixada para trás (Foto: Cida Souza)

Vista grossa

Aos cuidados de Samuel Calebe, chefe da equipe responsável por organizar o público da Sala São Paulo, estão mais de cinquenta pares de óculos. A cada concerto, ao menos uma armação é deixada para trás, em geral entre as poltronas ou em cantos da cafeteria. “Espero que ninguém tenha problemas sérios de visão, porque deve ser complicado sair assim na rua”, diz ele. Alguns donos, porém, acabam se tocando e voltam rapidinho. Os outros podem telefonar para lá em busca dos óculos (ou bengalas ou capacetes...) perdidos. Tel.: 3367-9571

+ E você, o que já esqueceu por aí?

A cinderela da balada

Objetos perdidos na Disco - 2218
Perdidos na Disco: sapato, brincos, pulseiras e uma carteira de trabalho (Foto: Mario Rodrigues)

A história do sapatinho de cristal esquecido quase foi reinventada na Disco. Uma frequentadora da casa saiu de lá deixando apenas um pé de seu par de saltos altíssimos da marca Schutz. Karen Longue, responsável pela área de marketing da boate, descreve os caminhos que um objeto percorre na empresa até que se desista de esperar por seu dono e seja feita uma doação: “Primeiro, vai para a chapelaria, depois para o caixa, e todos os seguranças são avisados”, relata. “Por último, se ninguém aparecer, vem para o escritório”. A cinderela paulistana ainda tem tempo, já que o sapato não completou a data-limite de aniversário de seis meses no acervo. Por lá, há também itens como brincos, pulseiras e uma carteira de trabalho. Tel.: 3078-0404

Entre joias e bijuterias

Achados e perdidos do motel Studio A - 2218
Objetos deixados no motel Studio A: alianças são os itens retirados com maior rapidez (Foto: Cida Souza)

Mas e quando o objeto perdido é algo de claro valor material? No restaurante Fasano, há atualmente cerca de trinta joias esquecidas, na maioria anéis. Para receber a peça de volta, não basta telefonar para o tel.: 3896-4199. É preciso dar detalhes para os seguranças (é de ouro branco? tem brilhantes? como é desenhado?). Já o motel Studio A, pela natureza do negócio, costuma facilitar a vida dos desesperados em busca das peças perdidas (foto acima), especialmente as relacionadas a matrimônio. “As alianças são os itens retirados com maior rapidez”, revela a governanta Elenice Gisele. Tel.: 3931-9000

Carrinho parado na pista

Carrinho de bebê perdido no Praça São Lourenço
Carrinho de bebê no restaurante Praça São Lourenço: já se passaram dois meses e ninguém voltou para buscar (Foto: Cida Souza)

Por sorte, os bebês são carregados no colo de seus pais e não precisam do carrinho o tempo todo para se locomover. Foi essa lembrança óbvia que refrescou as preocupações de Airton Junior, funcionário do restaurante Praça São Lourenço, na Vila Olímpia, quando ele deparou com esse veículo infantil bem ali, no meio do salão. Nesse dia, esperaram até que o expediente acabasse, mas não houve sucesso. Ninguém voltou para buscar o tal carrinho. Já se passaram mais de dois meses e, por falta de qualquer identificação, a devolução não foi feita até hoje. Tel.: 3053-9300

Especialidade da casa

Achados e perdidos do Hotel Transamérica - 2218
Hotel Transamérica: celulares, carregadores de bateria e muitas peças de roupa já fazem parte da rotina das faxineiras (Foto: Cida Souza)

Hotel é um espaço propício para deixar algo para trás. Celulares, carregadores de bateria e muitas peças de roupa já fazem parte da rotina das faxineiras do Hotel Transamérica, que tem uma sala reservada para os itens perdidos. Lá eles são devidamente empacotados e entregues ao gerente Charles Giudici. Há menos de um mês, um artigo chamou a atenção de Giudici pela peculiaridade. “Era uma bomba de tirar leite”, conta. “A mãe foi avisada e enviamos pelo correio na mesma semana.” Tel.: 5693-4938

Arte - página 50 - 2218
(Foto: Veja São Paulo)

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO